Saúde a Toda Prova




Saúde

Setembro Amarelo: psicóloga alerta para casos de depressão em pessoas acima do peso.



O mês de setembro é marcado pela conscientização sobre a importância da prevenção do suicídio. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 30% das pessoas que buscam tratamento para emagrecer apresentam depressão. Segundo relatório “Estatísticas da Saúde Mundial de 2021”, da Organização Mundial da Saúde (OMS), 22% da população adulta brasileira está obesa.

Especialistas alertam que pessoas obesas são mais vulneráveis ao risco de suicídio. “Pensando na gordofobia e nos indivíduos que sofrem preconceitos por estarem acima do peso - a OMS considera a questão da obesidade um dos maiores problemas de saúde pública. No Brasil, mais da metade da população está com sobrepeso e isso traz riscos em diferentes contextos, além dos casos de suicídios que crescem e podem estar relacionados com histórico de agressões vinculados com o corpo fora dos padrões sociais esperados”, alerta a doutora Rafaela de Faria, psicóloga e professora do curso de Psicologia da Universidade Positivo (UP).

Ela lembra, ainda, que pessoas que estão acima do peso costumam ser vítimas de bullying na sociedade. “Muitas pessoas sofrem piadas e julgamentos, além dos problemas de saúde relacionados com essa condição, as questões de cunho emocional afetam a conexão desses indivíduos com seus corpos e suas relações, tanto no contexto pessoal, como no profissional”, conclui. Uma pesquisa realizada pelo Grupo Catho - classificado on-line de currículos e vagas - com 31 mil executivos,  identificou que 65% dos presidentes e diretores de empresas tinham alguma restrição na hora da contratação de pessoas obesas. Ainda conforme os dados do estudo, o mercado paga melhor aos magros.

Segundo a  psicóloga, é fundamental que esse tipo de orientação se inicie ainda na infância, com abordagem dos valores, já que é papel de todos entender como isso ocorre, para que essa rede de preconceito diminua. “Essa construção, que vem desde a infância, a partir de xingamentos, de piadas, vai construindo um indivíduo com autoestima frágil e, com isso traz tristeza, desespero, recusa de se expor, em função do julgamento das outras pessoas. Temos a vítima, o agressor e os observadores que estão neste contexto, então é função de todo mundo entender como isso ocorre e cortar essa rede de preconceito relacionado não só com as pessoas que estão acima do peso, mas também com quem pode ser atingida ou agredida em função de outras características específicas", finaliza Rafaela. 

 








Aconteceu

Foto _Comitê de Ética de Enfermagem do Hospital VITA Batel.

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Os representantes dos Comitês de Ética de Enfermagem dos Hospitais VITA Curitiba e VITA Batel foram empossados em cerimônia realizada na quinta-feira, 9 de setembro. A solenidade contou com a presença da presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR), Rita Franz, integrantes da Câmara Técnica de Instrumentação Técnica de Instrumentalização das Comissões de Ética da Enfermagem (CTICEEn) e gestoras do VITA.

 

As Comissões de Ética de Enfermagem representam o Coren nas instituições com funções educativa, consultiva, fiscalizadora e de orientação ao exercício ético e profissional na enfermagem. No VITA, os comitês atuam também com o auxílio da ouvidoria e dos pacientes, que fazem parte do processo de avaliação e direcionamento.

 

A solenidade de posse foi aberta pela gerente de enfermagem do Hospital, Claudimeri Dadas, que agradeceu à comissão anterior e deu boas-vindas aos que estão iniciando a jornada. Claudimeri ressaltou que a ética é um dos pilares do VITA e destacou o crescimento da participação do comitê de ética dentro da instituição nos últimos anos. Segundo a gerente de enfermagem, fazer parte do comitê é um desafio e um período de aprendizado e conhecimento.      

 

A cerimônia de posse contou também com a presença da superintendente operacional do VITA, Neidamar Fugaça. A gestora enfatizou a importância da enfermagem. “Sintam-se orgulhosos por serem profissionais de enfermagem e de poder fazer a diferença nas pessoas. Sou grata e feliz pelo que está acontecendo hoje. Vocês estão sendo valorizados”, enfatizou.

 

A solenidade foi encerrada pela presidente do Coren-PR, que colocou a entidade à disposição e lembrou que as Comissões de Ética representam o Conselho Regional de Enfermagem nas instituições. Rita Franz ressaltou que o papel dos comitês é tirar o profissional inadequado da sociedade. “Juntos somos mais fortes. É o momento de elevar a classe e de fortalecer a Enfermagem”, frisou a presidente.

 

A eleição dos novos Comitês de Ética de Enfermagem foi realizada no final de maio e terá vigência até 31 de dezembro de 2023. No VITA Curitiba será presidida pela enfermeira Odileia Natali Stratmann Santos e no VITA Batel pelo enfermeiro Erickon Soares Silva.

 

Sobre o Hospital VITA - A primeira unidade da Rede VITA no Paraná foi inaugurada em março de 1996, no Bairro Alto, e a segunda em dezembro de 2004, no Batel. O VITA foi o primeiro hospital brasileiro a conquistar, no início de 2008, a Acreditação Internacional Canadense CCHSA (Canadian Council on Health Services Accreditation). A certificação de serviços de saúde avalia a excelência em gestão e, principalmente, a assistência segura ao paciente. Além disso, o VITA é um dos hospitais multiplicadores do Programa Brasileiro de Segurança do Paciente (PBSP), que visa disseminar e criar melhorias inovadoras de qualidade e segurança do paciente. Integra também o grupo de hospitais da Associação Nacional de Hospitais Privados - ANAHP. O Hospital VITA Batel possui Certificação de Qualidade em Cirurgia Bariátrica conferida pela Surgical Review Corporation (SRC), que é a mais importante empresa ligada a certificações de qualidade em cirurgia bariátrica do mundo. O VITA oferece atendimento 24 horas e é referência nas áreas de cardiologia, cirurgia geral, neurologia, cirurgia bariátrica, medicina de urgência, urologia, terapia intensiva e traumato-ortopedia. O VITA dispõe também de um completo serviço de medicina esportiva, prestando atendimento a atletas de diversas modalidades; serviço de oncologia; Centro Médico e Centro de Diagnósticos. Para garantir um alto nível de qualidade nos serviços prestados aos pacientes, o VITA tem investido em ampliação da infraestrutura, tratamentos com equipes multidisciplinares, modernização dos equipamentos, humanização no atendimento, qualificação dos profissionais e segurança assistencial. www.hospitalvita.com.br  





 PACIENTES DO HC RECEBEM MANTAS COM TECIDO DOADO PELA DAJU.



Ação contou com o trabalho voluntário das Fiandeiras de Curitiba, que confeccionaram 

as mantas a partir de 600 kg de retalhos doados pela rede de lojas. A Daju doou 30 fardos de retalhos, totalizando 600 kg de tecido, para a Associação dos 

Amigos do HC. Com o material, foi possível confeccionar mantas para pacientes 

adultos e recém-nascidos do Hospital de Clínicas da UFPR. “Esta doação nos sensibiliza 

muito, seja pelo toque macio do tecido, seja pela forma como foi coordenada, porque 

estes retalhos irão chegar a quem precisa, e assim estamos aquecendo o coração e a 

alma destas pessoas”, destacou o presidente da associação, Pedro de Paula Filho.

 +Saúde a toda Prova.

Hospitais SUS reúnem histórias de superação e comprometimento social que vão além da covid-19



Em Curitiba, Hospital Universitário Cajuru, que completa 63 anos, concentrou atendimentos de traumas durante pandemia e é referência também em transplantes

A técnica em enfermagem, Maria Olinda Alves Stoco, perdeu a conta de quantos pacientes já atendeu em duas décadas como profissional da linha de frente do sistema de saúde. Hoje, com 51 anos, ela dedicou quase metade de sua vida a salvar a dos outros, sem nunca esquecer o porquê de ter escolhido essa profissão, a qual chama de “chamado divino”. Com uma dedicação ininterrupta de 23 anos, a profissional faz parte do quadro de funcionários do Hospital Universitário Cajuru (HUC), instituição com atendimento 100% Sistema Único de Saúde (SUS), em Curitiba (PR), que completa 63 anos no próximo dia 30 de agosto.


“Assim que terminei o curso de enfermagem, em 1998, o Hospital me acolheu de uma forma muito fraterna. Desde então, o hospital tem sido a minha segunda casa, onde fiz amizades, aprendi e continuo aprendendo muito a cada dia, mesmo após tantos anos. Por ser um ambiente universitário, a troca de conhecimento e experiências é muito grande. Olhando para trás, vejo que evoluí consideravelmente, como pessoa e profissional, desde a primeira vez que entrei por aquelas portas”, relembra.

Em meio a tantas experiências e histórias, que se confundem com sua própria vida pessoal, já que até mesmo um de seus filhos trabalhou no hospital, Maria Stoco recorda com carinho os laços afetivos criados com colegas e pacientes. “Eu já cuidei de muita gente, não sei o número exato, mas algumas histórias nunca saem da minha cabeça. Uma vez, por exemplo, eu estava no ônibus, a caminho do trabalho, quando fui abordada por um senhor. Simpático, perguntou se eu me lembrava dele, mas disse que não. Então ele me abraçou e disse que, cinco anos antes, o tratei muito bem, quando esteve internado no Hospital. Ele disse que eu o ajudei a salvar sua vida. Aquilo me emocionou, pois meu trabalho o tocou de tal forma que ele lembrava do meu rosto após todo aquele tempo. É por isso que, mesmo durante a pandemia, nós seguimos na linha de frente da saúde. Todos nós, que estamos nesse trabalho, amamos nosso ofício e somos gratos por isso”, conta emocionada.

Superação

Enfermeira do Centro Cirúrgico do Hospital Universitário Cajuru, Nadira Francisca dos Santos viu a instituição como uma porta de entrada para uma nova realidade em sua vida. “Eu venho de uma família pobre, que morava em terrenos de ocupação irregular. Trabalhei muito tempo como diarista para poder sobreviver. Quando concluí meu curso de auxiliar de enfermagem, o Hospital me deu uma oportunidade e mudou completamente a minha vida. Hoje, tenho condições de ter a minha casa própria, meu carrinho e posso comprar carne para o meu filho. Tudo isso com o fruto do meu esforço para mudar minha realidade”, comemora.

Há 16 anos como funcionária do HUC, Nadira é pós-graduada com foco em Central de Materiais e Centro Cirúrgico pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) que, assim como o HUC, faz parte do Grupo Marista. “Já trabalhei em outras instituições, mas o Hospital Universitário Cajuru é diferente. Sempre falo para os meus colegas que essas paredes têm algo mágico, que eu não sei explicar. Acho que o olhar humanizado é o nosso grande diferencial, pois você sente que a instituição é uma família. Sinto prazer e realizada aqui dentro, pois sempre tive oportunidades de crescer. Comecei como auxiliar e fui ‘subindo os degraus’, sempre atenta aos cursos oferecidos pelo Hospital aos seus colaboradores”, completa.

Incentivo à solidariedade

Atualmente, o Hospital Universitário Cajuru conta com 944 colaboradores, 309 voluntários, 308 médicos e 110 residentes. Por ano, a instituição realiza em média 147 mil atendimentos, entre internamentos, urgências e emergências, cirurgias e consultas ambulatoriais. E para celebrar seus 63 anos, o HUC promove uma live comemorativa no dia 30 de agosto, às 19h30, no canal do YouTube do hospital e contará com chat ao vivo, depoimentos de voluntários, enfermeiras, pacientes e estudantes de medicina. Durante o evento, será lançado o “Amigo Essencial do Cajuru”, um programa de incentivo a doação para o Hospital.

“O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição feita por pessoas que amam atender ao próximo. E a conscientização da população e da sociedade como um todo na arrecadação de fundos para a manutenção desse serviço, que hoje tem um déficit de cerca de R$ 1,5 milhão ao mês, é essencial”, comenta o diretor do hospital, Juliano Gasparetto. Os voluntários do hospital, que fazem parte do projeto que completa 15 anos em 2021, também serão homenageados para marcar ainda o Dia do Voluntário.



29 de agosto é o Dia Nacional de Combate ao Fumo: descubra 9 razões para parar de fumar

Campanha tem como objetivo alertar a população sobre os riscos do tabagismo para a saúde, que é a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

Cigarro

São Paulo – 18/08/2021 - O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, é uma campanha criada em 1986 que até hoje serve como forma de conscientização, sensibilização e mobilização da população acerca dos danos causados pelo tabagismo, ajudando assim na luta contra o vício. E engana-se quem acredita que as consequências do tabagismo estão apenas ligadas ao aparelho respiratório. Além dos danos ambientais, econômicos e sociais, o cigarro também pode afetar o organismo como um todo. Figurando como a principal causa de morte evitável em todo o mundo, o tabagismo está associado ao surgimento de uma série de alterações no organismo, afetando, por exemplo, a fertilidade, a pele, os cabelos, a circulação e o cérebro. Não acredita? Reunimos um time de especialistas de diversas áreas para explicar como o cigarro afeta as estruturas e o funcionamento do organismo. Confira:

Cérebro: Muitos produtos químicos nos cigarros são tóxicos para o cérebro, estando associados ao declínio mental e à demência. “O acetato de chumbo, por exemplo, é uma das substâncias tóxicas que possuem efeito cumulativo para o organismo, na medida em que o chumbo não é eliminado. Então, há um risco de danos celulares e desenvolvimento de tumores”, explica o Dr. Gabriel Novaes de Rezende Batistella, médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA). E o mesmo vale para o fumo passivo. “Por isso, converse com outras pessoas de sua família sobre parar de fumar também. Todos ficarão mais saudáveis se sua casa e seu carro forem protegidos da fumaça do cigarro”, completa.

Pele: O tabagismo é um dos principais fatores envolvidos no envelhecimento da pele, favorecendo o surgimento de flacidez, rugas e manchas. “Estudos apontam que o risco de rugas moderadas a graves em fumantes ao longo da vida é mais de duas vezes maior do que em fumantes que haviam fumado por menos tempo”, afirma a Dra. Roberta Padovan, médica pós-graduada em Dermatologia e Medicina Estética. Isso ocorre porque o cigarro contém substâncias tóxicas que causam a vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. “Como resultado, podemos notar uma perda de viço e luminosidade da pele, além do amarelamento do tecido e a diminuição da firmeza por conta da oxigenação e nutrição reduzidas”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Cabelos: Assim como afeta a pele, o cigarro também pode prejudicar o couro cabeludo e, consequentemente, os fios. “Para manter-se saudável e crescer adequadamente, o couro cabeludo precisa de oxigenação e nutrição, que são prejudicadas devido à vasoconstrição provocada pelo cigarro. Além disso, as substâncias tóxicas contidas no produto chegam ao couro cabeludo pela corrente sanguínea, gerando um quadro inflamatório que torna a região mais suscetível a sofrer com problemas como psoríase, dermatite seborreica, irritação, afinamento e quebra dos fios e até mesmo queda capilar”, alerta o Dr. Daniel Cassiano, dermatologista da Clínica GRU Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Fertilidade: O cigarro é um dos principais causadores da infertilidade, pois os componentes tóxicos presentes no produto, como a nicotina e o alcatrão, pioram severamente a qualidade reprodutiva. “Nas mulheres, o tabagismo é capaz de favorecer a deterioração dos óvulos, envelhecendo-os em até dez anos e acelerando o início da menopausa, o que é especialmente prejudicial hoje em dia, quando as mulheres estão querendo engravidar cada vez mais velhas. Já nos homens o hábito de fumar diminui a quantidade de espermatozoides e fragmenta o DNA do esperma, reduzindo assim a capacidade de fecundação, além de também contribuir para a perda do apetite sexual e a disfunção erétil”, afirma o Dr. Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da Clínica Mater Prime, em São Paulo.

Saúde íntima: O tabagismo promove o aparecimento de infecções vaginais. “O tabaco diminui o número de lactobacilos, que são bactérias de defesa presentes no organismo e são fundamentais para a flora vaginal, para manter o pH normal da vagina. Se não tivermos lactobacilos, há uma chance maior de infecções. A paciente pode começar a ter um corrimento, às vezes até com cheiro, um odor característico, porque há um desvio da flora e isso é considerado uma infecção, uma vaginose”, explica a Dra. Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra da Clínica GRU. Há ainda um outro problema, com relação à lubrificação íntima: “Além do muco normal de uma vagina saudável, também a lubrificação que facilita as relações sexuais pode ficar comprometida. A própria nicotina faz vasoconstrição, ou seja, a diminuição do fluxo sanguíneo presente em qualquer órgão. Essa mesma vasoconstrição vai diminuir a produção de secreção por parte das glândulas aí existentes, originando secura vaginal e diminuição de lubrificação. Deste modo, a saúde vaginal torna-se mais vulnerável e as relações sexuais podem ser dolorosas”, diz a ginecologista.

Coração: O cigarro também é extremamente prejudicial para o coração. “Cada vez que você inala a fumaça do cigarro, sua frequência cardíaca e sua pressão arterial aumentam temporariamente. Seu coração tem que bater mais forte e mais rápido do que o normal. Os níveis de colesterol também ficam fora de controle, já que a fumaça do cigarro aumenta os níveis de LDL, ou colesterol ‘ruim’, e de uma gordura no sangue chamada triglicerídeos. Isso faz com que uma placa de gordura se acumule em suas artérias, aumentando o risco de ataques cardíacos”, explica o médico cardiologista e geriatra Dr. Juliano Burckhardt, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e da American Heart Association e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Logo, parar de fumar é uma excelente maneira de melhorar a saúde cardíaca. “Apenas 20 minutos depois de parar, sua pressão arterial e frequência cardíaca diminuem. Em 2 a 3 semanas, seu fluxo sanguíneo começa a melhorar. Depois de um ano sem cigarros, você tem metade da probabilidade de sofrer com alguma doença cardíaca do que quando fumava. Depois de 5 anos, o risco é quase o mesmo do que de alguém que nunca acendeu um cigarro”, afirma o médico.

Circulação: A circulação é uma das estruturas que mais sofre com o tabagismo. “O cigarro pode causar problemas circulatórios como arteriosclerose e tromboangeite obliterante, distúrbio que afeta as extremidades do corpo. Em ambos os casos, há riscos de ter de amputar os membros, como pernas, pés e mãos”, explica a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Além disso, a nicotina está ligada à diminuição da espessura dos vasos sanguíneos e o monóxido de carbono reduz a concentração de oxigênio no sangue. “Todo esse processo pode causar complicações para o normal funcionamento dos vasos, que ficam mais susceptíveis ao entupimento, podendo levar a processos de trombose, principalmente quando há fatores de risco envolvidos.”

Processo de recuperação e cicatrização: O tabagismo também é extremamente prejudicial, por exemplo, para aqueles que se submeteram ou ainda vão passar por procedimentos estéticos e cirurgias “Existe uma maior incidência de complicações cirúrgicas em pacientes tabagistas devido à vasoconstrição causada pelo cigarro, incluindo trombose pulmonar, infecção, hematoma, necrose de tecidos e problemas com qualidade de cicatriz”, explica a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery).  “Alguns estudos apontam um aumento de até quatro vezes o número de complicações e intercorrências em decorrência do tabagismo, tanto no aparelho respiratório como risco de necroses e dificuldade de cicatrização da área operada”, completa.

Nutrição: O hábito de fumar é capaz de influenciar até mesmo nos aspectos nutricionais do organismo. “Por atuar no sistema nervoso central, o cigarro causa uma diminuição do apetite, pois afeta a atividade de neurotransmissores que são responsáveis pelo controle da fome, além de alterar o paladar e o olfato, reduzindo o gosto e o aroma dos alimentos”, diz a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). “Além disso, o cigarro promove um efeito termogênico, acelerando o metabolismo, o que leva ao emagrecimento e reduz a oxigenação dos tecidos do organismo, que causa envelhecimento precoce e acelerado”, finaliza.

FONTES:

*DRA. MARCELLA GARCEZ: Médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN. A médica é Membro da Câmara Técnica de Nutrologia do CRMPR, Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrologia do Paraná e Pesquisadora em Suplementos Alimentares no Serviço de Nutrologia do Hospital do Servidor Público de São Paulo.

*DR. RODRIGO ROSA: Ginecologista obstetra especialista em Reprodução Humana e sócio-fundador e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo. Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), o médico é graduado pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). Especialista em reprodução humana, o médico é colaborador do livro “Atlas de Reprodução Humana” da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

*DRA. BEATRIZ LASSANCE: Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery. Além disso, é membro do American College of LifeStyle Medicine e do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida.

*DRA. ALINE LAMAITA: Cirurgiã vascular, Dra. Aline Lamaita é membro da diretoria (comissão de marketing) da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Membro da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine, a médica é formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (2000) e hoje dedica a maior parte do seu tempo à Flebologia (estudo das veias). Curso de Lifestyle Medicine pela Universidade de Harvard (2018). A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina. RQE 26557 http://www.alinelamaita.com.br/

*DRA. ELOISA PINHO: Ginecologista e obstetra, Pós-graduada em ultrassonografia ginecológica e obstétrica pela CETRUS. Parte do corpo clínico da clínica GRU Saúde, a médica é formada pela Universidade de Ribeirão Preto, realiza atendimentos ambulatoriais e procedimentos nos hospitais Cruz Azul e São Cristovão, além de também fazer parte do corpo clínico dos hospitais São Luiz, Pró Matre, Santa Joana e Santa Maria.

*DR. DANIEL CASSIANO: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Cofundador da clínica GRU Saúde, o Dr. Daniel Cassiano é formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Doutorando em medicina translacional também pela UNIFESP. Professor de Dermatologia do curso de medicina da Universidade São Camilo, o Dr. Daniel possui amplo conhecimento científico, atuando nas áreas de dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiátrica.

*DRA. ROBERTA PADOVAN: Médica Pós-graduada em Dermatologia. Graduada em Medicina pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e especialista em Medicina Estética e Dermatologia pela INCISA. Com participação regular em congressos, jornadas e cursos nacionais e internacionais, a médica é proprietária de duas clínicas, no no Maranhão e em São Paulo, com diversos tratamentos para saúde e beleza da pele. Além disso, atuou como médica residente no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. www.robertapadovan.com.br

*DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

*DR. GABRIEL NOVAES DE REZENDE BATISTELLA: Médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA). Formado em Neurologia e Neuro-oncologia pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, hoje é assistente de Neuro-Oncologia Clínica na mesma instituição. O médico é o representante brasileiro do International Outreach Committee da Society for Neuro-Oncology (IOC-SNO).

*DR. JULIANO BURCKHARDT: Médico Nutrólogo e Cardiologista, membro Titular da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). É membro da American Heart Association e da International Colleges for Advancement of Nutrology. Mestrando pela Universidade Católica Portuguesa, em Portugal, atuou e atua como docente e palestrante nas suas especialidades na graduação e pós-graduação. O médico tem certificação Internacional pela Harvard Medical School, para tratamento da Obesidade. É diretor médico do V'naia Institute. Diretor Científico Brasil da European Academy of Personalized Medicine.

Dos genes até os ativos cosméticos, 5 informações para conhecer e acertar no creme anti-idade

Conhecer informações genéticas, seu tipo de pele, alterações que sua pele apresenta, ativos cosméticos e as tecnologias que aumentam a permeação: tudo isso é importante para definitivamente acertar no creme anti-idade

Be Young

São Paulo /2021 - Acertar no creme anti-idade, às vezes, parece uma tarefa impossível. Mas, com algumas dicas, tudo fica mais fácil. Mas antes de testar a farmácia inteira, é melhor consultar um médico: "A pele responde bem a um tratamento direcionado e não a um volume muito grande de produtos aleatórios aplicados sem orientação", afirma a dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Afinal, como acertar? Consultamos diversos especialistas para separar dicas especiais a fim de escolher o creme anti-idade ideal, mas saiba que você precisa conhecer: seus genes, seu tipo de pele, as alterações que sua pele apresenta, poderosos ingredientes e as tecnologias para melhor permeação. Entenda:


Seus genes. Conhecer seus genes pode ajudar demais na hora de escolher um cosmético. E como fazer isso? Por meio da realização de um exame genético. “Através do exame genético é possível identificar se o paciente possui genes que favorecem o surgimento de rugas, manchas, flacidez e ressecamento. Com isso, é possível escolher os ingredientes ativos ideais para tratar essas alterações”, diz o geneticista Dr. Marcelo Sady, Pós-Doutor em Genética e diretor geral Multigene. “Por exemplo, através do exame genético é possível identificar a presença do gene MMP1, que está relacionado a uma degradação do colágeno oito vezes maior que o normal após a exposição solar”, explica o geneticista. “Nesse caso, a atenção com a proteção solar deve ser redobrada e reforçada com antioxidantes como Vitamina C, SuperOX-C, Alistin, Exo-P, potencializada também por suplementação com ativos como Exsynutriment, Glycoxil e Bio-Arct”, explica a farmacêutica Maria Eugênia Ayres, gestora técnica da Biotec Dermocométicos.

Seu tipo de pele. Além de atender as necessidades de sua pele, é necessário também que o produto seja específico para o seu tipo de pele. “Por exemplo, quem possui a pele oleosa deve procurar por produtos formulados em veículos mais fluídos, como séruns, loções ou géis. Já quem tem a pele seca deve optar por veículos mais pesados, como os cremes”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff.

As alterações que sua pele apresenta. O primeiro passo para escolher um produto anti-idade ideal é decidir qual a sua principal preocupação relacionada ao processo de envelhecimento e procurar um cosmético capaz de resolvê-la. Segundo os médicos, concentrar-se em apenas uma preocupação, como rugas ou manchas escuras, é a maneira ideal de obter os melhores resultados, afinal, nenhum produto pode tratar todos os sinais de envelhecimento da pele. Se a sua pele estiver sensível ou seca, é melhor tratar isso antes. “Para restaurar as peles sensíveis e secas, é importante escolher produtos para que reforcem a função de barreira e proteja contra a perda de umidade. Ao escolher um produto de cuidados para peles sensíveis, não basta apenas garantir que ele não tenha substâncias irritantes. O produto deve funcionar ativamente abaixo da superfície da pele, estimulando os seus próprios processos de renovação e as defesas naturais. Ceramidas e ácidos graxos são constituintes naturais da barreira do corpo. Produtos com esses agentes podem auxiliar, assim como glicerina, vitamina E e óleos vegetais de alta qualidade, ricos em ácido linoléico, pois eles fortalecem a função natural de barreira da pele. Atualmente existem bons produtos no mercado destinados a peles sensíveis”, explica a Dra. Patrícia Mafra, dermatologita membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Mas o mais importante é buscar ajuda de um médico dermatologista para ajudar a identificar a causa e tratar essa irritação na pele”, diz a Dra. Patrícia Mafra. “E não esqueça do protetor solar, ele é o creme antienvelhecimento mais importante para proteger o colágeno dos efeitos da radiação solar”, explica o dermatologista Dr. Daniel Cassiano, da Clínica GRU e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Poderosos ingredientes. Investir em ingredientes consagrados é extremamente importante. Um deles é o resveratrol, um dos mais poderosos antioxidantes que existem. “Ele é capaz de combater significativamente os radicais livres, moléculas altamente reativas que, na pele, podem provocar danos celulares, favorecendo o envelhecimento precoce com consequente aparecimento de rugas, flacidez, manchas e perda de luminosidade”, explica o dermatologista Dr. Gustavo Saczk, membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. A novidade é um resveratrol mimético idêntico ao natural com alta performance, poderosa capacidade antioxidante e propriedades multifuncionais de clareamento da pele. Composto pelo trans-resveratrol, forma mais estável e biodisponível do ingrediente, esse ativo cosmético possui múltiplo mecanismo de ação no combate às hiperpigmentações da pele para iluminá-la visivelmente em apenas duas semanas. “O resveratrol mimético reduz a síntese de melanina (pigmento que dá cor à pele e é responsável pela formação das manchas) de diferentes formas”, destaca o dermatologista Dr. Gustavo. Dessa forma, o ativo é capaz de reduzir a melanogênese, isto é, a síntese de melanina para clarear manchas e tornar a pele mais radiante.

Tecnologias de permeação dos cosméticos. Formulações modernas abusam da bio e nanotecnologia, ou seja, vetorização dos ingredientes, o que permite fazer com que princípios ativos anti-idade atinjam realmente o local desejado. “Existem também a tecnologia Drone Delivery (Pro Lipo Neo), que promove uma entrega do ingrediente ativo exatamente onde ele deve agir sem perder eficácia. Isso também é um bom sinal para potencializar a ação rejuvenescedora”, diz a farmacêutica Maria Eugenia Ayres. No mercado, a tecnologia encapsulada foi usada no creme antirrugas Be Young, da Be Belle, que modula a tensão muscular e aumenta a produção das fibras colágeno e elastina. O produto traz ativos bionanotecnológicos, o que aumenta sua segurança, eficácia e capacidade de penetração na pele.

FONTES:

*DRA. PAOLA POMERANTZEFF: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), tem mais de 10 anos de atuação em Dermatologia Clínica. Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina Santo Amaro, a médica é especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, e participa periodicamente de Congressos, Jornadas e Simpósios nacionais e internacionais. http://www.drapaola.me/

*DRA. PATRÍCIA MAFRA: Dermatologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), com estágio em Dermatologia pelo Grupo Santa Casa e acompanhamento do Serviço de Ginecologia e Sexologia do Hospital Mater Dei, Dra. Patrícia Mafra é expert em injetáveis e speaker em eventos nacionais e internacionais, palestrando sobre temas ligados à área de atuação. A dermatologista também foi preceptora de Medicina Estética do Instituto Superior de Medicina (ISMD). https://patriciamafra.com.br/

*DR. DANIEL CASSIANO: Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Cofundador da clínica GRU Saúde, o Dr. Daniel Cassiano é formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Doutorando em medicina translacional também pela UNIFESP. Professor de Dermatologia do curso de medicina da Universidade São Camilo, o Dr. Daniel possui amplo conhecimento científico, atuando nas áreas de dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiátrica.

*DR GUSTAVO SACZK: Dermatologista membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Formado pela Universidade Federal do Paraná, o Dr. Gustavo Saczk atua em sua clínica localizada em Curitiba e também ministra cursos Hand On para médicos.

*DR. MARCELO SADY: Pós-doutor em genética com foco em genética toxicológica e humana pela UNESP- Botucatu, o Dr. Marcelo Sady possui mais de 20 anos de experiência na área. Speaker, diretor Geral e Consultor Científico da Multigene, empresa especializada em análise genética e exames de genotipagem, o especialista é professor, orientador e palestrante. Autor de diversos artigos e trabalhos científicos publicados em periódicos especializados, o Dr. Marcelo Sady fez parte do Grupo de Pesquisa Toxigenômica e Nutrigenômica da FMB – Botucatu, além de coordenar e ministrar 19 cursos da Multigene nas áreas de genética toxicológica, genômica, biologia molecular, farmacogenômica e nutrigenômica.

*LUDMILA BONELLI: Cosmiatra, especialista em dermatocosmética e diretora científica da Be Belle.

*MARIA EUGENIA AYRES: Graduada em Farmácia Industrial pela Faculdade Oswaldo Cruz com Pós-Graduação em Farmacologia Clínica. Atua no Setor Magistral desde 2000 onde atualmente é Gestora Técnica da Biotec. CRF 33.424

 

 

 

 

 #SaudeaTodaprova


Dia Nacional da Saúde

Mercado de alimentação saudável e integral cresceu durante pandemia

Durante o período de pandemia no Brasil, a venda de produtos saudáveis, integrais e orgânicos vêm crescendo significativamente. A razão, segundo especialistas do varejo, é a preocupação com a saúde e a implantação de hábitos mais saudáveis durante o momento de restrições sociais no País. A Euromonitor, consultoria de pesquisa internacional localizada em Londres, afirma que as vendas deste tipo de alimentos atingiram uma marca de R$100 bilhões no Brasil no último ano, mostrando um crescimento de 3,5% em comparação a 2019. No primeiro semestre de 2021, a tendência seguiu forte, firmando que o consumo voltado a esse tipo de segmento alimentício tende a ser mantido para os próximos meses.


Mesmo sendo um hábito que se fixou junto da Geração Z (maioria da população atual), o costume já está sendo bem adotado por outras gerações, até mesmo pelos Baby Boomers, que são os nascidos até meados dos anos 60, conforme aponta a principal pesquisa da área, a Nielsen. Segundo o levantamento, os consumidores estão em busca de uma alimentação mais saudável e funcional, a fim de reduzir os riscos de doenças e agregar qualidade de vida. Desta forma, itens e produtos com grande teor de fibras (36%), proteínas (32%), integrais (30%), que sejam fortificados com cálcio (30%) e vitaminados (30%), foram os principais apontados pelos entrevistados.

Ainda dentro do segmento, dezenas de indústrias brasileiras confirmam a otimista fase do setor. Entre elas, está a Da Magrinha, indústria e comércio de produtos naturais e saudáveis, que está entre as marcas que mais crescem no País e que aposta no conceito 100% integral. Segundo o diretor comercial da empresa, Fernando Ramos, com o período pandêmico em que a saúde está em voga, a relação de alimentos saudáveis ficou mais evidente. “Isso representa uma mudança no comportamento da população, como os adeptos de produtos mais saudáveis, vegetarianismo, entre outros. Existe também a preocupação em relação as embalagens e respeito ambiental. São novos hábitos de consumo e estilos de vida que, dentro da realidade da pandemia, passaram a ser determinantes para uma influência na tendência e no hábito alimentar do brasileiro em 2020 e que segue em 2021. Neste Dia Nacional da Saúde, nós, que promovemos ela por meio de nossos produtos, comemoramos essa propensão”, explica.


Outro ponto que comprovou essa mudança para o segundo semestre de 2021, foi o levantamento divulgado pela consultoria especializada Galunion, no “Food Trend Report 2021”, que apontou as cinco principais tendências para o mercado de alimentação neste ano, sendo a preocupação com a saúde (corpo e mente) em primeiro lugar, destacando oportunidades de mercado para alimentos que tragam benefícios funcionais, como melhora da saúde intestinal, melhor absorção de vitaminas e que ajudem também no próprio processo de imunização. 


Sobre a Da Magrinha – Fundada há mais de 25 anos em Florianópolis, foi incorporada pelo grupo Hathor em 2012 com objetivo de se tornar umas das marcas mais importantes do segmento no Brasil, criando produtos gostosos, artesanais, saudáveis e 100% INTEGRAIS! Atualmente está presente em países da América Latina e do Norte por meio das principais cadeias supermercadistas, atacadistas e distribuidores internacionais. Os interessados em conhecer mais sobre os produtos Da Magrinha podem acessar o site www.damagrinha.com.br, ou ainda acompanhar as novidades pelas redes sociais, pelo Facebook @DaMagrinha, pelo Instagram @damagrinha, pelo youtube.com/channel/damagrinha ou ainda pelo telefone 0800 643 1538.


Dia Nacional da Saúde (5): Hospital chega a 2 mil vidas salvas da covid desde início da pandemia.

Wenillton de Paula Cavalheiro, 63 anos, passou cinco meses internado para se recuperar das complicações da covid-19


A cada alta hospitalar, uma história de superação, aprendizado e ânimo para profissionais, pacientes e famílias.

Jamal Munir Bark, médico do SUS, ficou 40 dias na UTI e 10 na unidade de internação do hospital
Créditos: Divulgação


"A melhor coisa que aconteceu neste ano para mim foi voltar para casa e encontrar minha família”. Esse é o depoimento de Wenillton de Paula Cavalheiro, 63 anos, que passou cinco meses internado no Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), para se recuperar das complicações da covid-19. Assim como ele, outras 2 mil pessoas internadas na instituição devido ao coronavírus venceram a doença e puderam voltar para suas famílias desde o início da pandemia. 

“Cada vez que acompanhamos uma alta e vemos o encontro do paciente com a família, é uma sensação indescritível, de que estamos vencendo os desafios impostos pela pandemia”, explica o médico intensivista e coordenador médico das UTIs, Jarbas da Silva Motta Junior. O hospital foi o primeiro a receber pacientes graves com covid-19 no estado do Paraná, com a internação do médico do SUS Jamal Munir Bark. Sem doenças prévias, ele deu entrada no dia 19 de março de 2020, quando acabou sendo intubado. Foram 40 dias na UTI e 10 na unidade de internação do hospital. 

Após esse período, o médico precisou de 90 dias de fisioterapia domiciliar para então voltar ao trabalho e se tornou um símbolo da luta contra a doença. “Sentia muita fraqueza e tinha muito medo de não conseguir andar mais, devido à perda da massa muscular. É muito difícil passar por todo esse processo e sem o acompanhamento multidisciplinar seria ainda mais complicado”, ressalta Jamal. “A doença é única para cada paciente e, nesses quase 18 meses da covid-19, precisamos nos adaptar às novas maneiras de cuidado que o vírus impôs, com pacientes muito mais graves e com tempo maior de internação, fazendo com que as pessoas fiquem por meses dentro do hospital para se recuperarem da infecção”, complementa o intensivista Jarbas.

Reestruturação

Para que histórias de sucesso nessa batalha pudessem ser contadas, a palavra de ordem quando a pandemia dava os primeiros sinais de que chegava ao Brasil foi reestruturação. Os hospitais organizaram espaços físicos, construindo novos fluxos para atendimento dos casos suspeitos da covid, separados dos de outras doenças, que não deixaram de existir e não podiam esperar a pandemia passar, como casos de doenças crônicas, AVCs, infartos, urgências e emergências. 

Foi necessária uma força-tarefa que uniu profissionais da assistência e de gestão. “Não havia repertório para trabalharmos com a infecção, mas conseguimos nos adaptar de maneira rápida e integrada, graças ao intercâmbio com outras instituições e à experiência trazida por acreditações internacionais de segurança. Foi praticamente criado um novo hospital dentro do que já existia, com investimentos em equipamentos e agilidade para que a estrutura física fosse praticamente dividida em duas, com fluxos totalmente separados e treinamento de toda a equipe em tempo recorde”, conta o diretor geral do Hospital Marcelino Champagnat, José Octávio Leme. 

Avanços e descobertas

E as conquistas só foram possíveis graças à rede de intercâmbio de experiências e observações que se formou entre universidades, hospitais, pesquisadores e profissionais de saúde, sem esquecer do papel essencial de pacientes e familiares que se dispuseram a participar dos estudos. Em pouco tempo foram descobertas as diferentes formas como o coronavírus age no organismo e, agora, as pesquisas se voltam às sequelas da doença. “Mais do que nunca, é preciso enxergar as pessoas por trás desses números. Esse talvez seja um dos principais aprendizados da pandemia. Porque são essas pessoas que nos motivam e também tornam possíveis os avanços que tivemos até aqui”, reforça a fisioterapeuta e pesquisadora do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação dos hospitais Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Cristina Baena

Olimpíada expõe desafio de atletas pós-covid



Falta de ar, cansaço excessivo e dores no corpo são algumas das dificuldades físicas que podem permanecer após o vírus

A pandemia comprometeu a rotina dos atletas que treinavam para a Olimpíada de Tóquio, impôs treinos a distância, além de ter provocado o cancelamento da competição em 2020. Mas a dificuldade é ainda maior para quem contraiu o coronavírus. Brenno Oliveira Fraga Costa, goleiro da seleção brasileira de futebol, e Maique Tavares, pivô do time de basquete, são exemplos de atletas que tiveram covid-19 e sofreram com as sequelas da doença. Falta de ar, cansaço e dores no corpo foram alguns dos problemas relatados, o que complicou a volta aos treinos.

“Os pacientes apresentam baixa reserva funcional porque, durante a fase inflamatória, o organismo consome muito oxigênio e, pela demanda estar extremamente aumentada, o músculo trabalha em excesso. O que acaba gerando mecanismos de compensações para suprir essa necessidade, fazendo evoluir o processo de fadiga muscular”, explica a fisioterapeuta do Hospital Marcelino Champagnat, Flávia Makoski. 

Além dos sintomas persistentes, com uma doença imprevisível como a covid-19, os atletas também estão suscetíveis a complicações que podem levar a quadros mais graves, como inflamação no coração, chamada de miocardite - quando envolve o músculo cardíaco -, ou pericardite - quando acomete a sua membrana externa. Isso, embora seja raro, pode acometer atletas jovens, levando à dor no peito, palpitações, falta de ar e perda importante da capacidade física. “Em indivíduos mais velhos, que desenvolvem quadros mais graves, ou caso o atleta já tenha a artéria do coração comprometida, pode ocorrer a trombose e até causar o infarto”, explica o especialista em medicina do esporte, Pedro Murara.

Retorno gradual

Após passar um período isolado por conta da contaminação pelo vírus, recuperar a forma física pode ser um dos momentos mais complicados para o esportista. “O comprometimento e o tempo de retorno dependem do grau de complexidade que o atleta desenvolveu durante a fase de sintomas. Observamos que a evolução varia muito, já que alguns conseguem retornar em poucos dias e outros levam meses”, comenta a fisioterapeuta. 

O recomendável é que o atleta fique pelo menos sete dias assintomático antes de retomar os treinos. É importante respeitar a volta gradual. “No primeiro momento, os exercícios permitidos são muito leves, e depois a intensidade, duração e complexidade vão aumentando de maneira gradual, conforme tolerância do atleta. E sempre observando se permanece sem sintomas que levantem qualquer suspeita de complicações”, orienta o médico. 

Apesar da ansiedade para voltar à ativa, é preciso cuidado com a reintrodução das atividades, observando e respeitando os limites do corpo para responder melhor aos estímulos, já que a gravidade da covid-19 também pode interferir no retorno à prática esportiva. “Todo período de recuperação deve ser acompanhado por um médico, pois assim ele consegue observar o processo de evolução do paciente, e solicitar os exames importantes para descartar outras complicações mais graves”, finaliza Murara.




Nova série do Woohoo explora técnicas de yoga e meditação para uma vida mais tranquila e saudável

Primeiro episódio de 'A Paz Vem de Dentro' apresentará a Hatha Yoga como técnica que busca assentar o corpo e acalmar a mente através do esforço físico. Estreia acontece nesta segunda, às 19h45.

 Julho de 2021 – A prática da yoga e meditação com seus benefícios para a saúde são os temas centrais do “A Paz Vem de Dentro”, nova série do Woohoo que estreia às 19h45 desta segunda-feira. Cada episódio reunirá especialistas e praticantes desvendando técnicas que podem ajudar a lidar com problemas cotidianos relacionados à tranquilidade, como estresse, insônia e ansiedade, além de melhorar o desempenho mental e corporal.


No primeiro episódio, seremos apresentados pelo instrutor Bruno Jones à Hatha Yoga, técnica milenar que busca assentar o corpo e acalmar a mente através do esforço físico. A prática, que é uma das primeiras a enfatizar o uso do corpo físico, busca promover autoconhecimento e equilíbrio.

O programa “A Paz Vem de Dentro” estreia dia 19 de julho e será exibido todas as segundas, às 19h45, no Woohoo.

 

Vídeo de estreia: https://youtu.be/_wA3cCS_hY8

 

Sobre o Woohoo

O Woohoo é um canal de variedades focado em transformação e cultura para todos. Uma programação recheada de música, arte, gastronomia, viagens, comportamento, esportes, estilo de vida e muito mais para um público plural e vibrante, acompanhando o ritmo de um mundo que não se permite ficar parado. Está disponível na Claro (565 - HD e 65 - SD), SKY (191 - SD), Vivo TV (76 - SD), Oi TV (165 - SD) e operadoras independentes de todo o Brasil



+Saúde


Sobre reconstrução e alongamento ósseo dos membros inferiores em tempos de pandemia.
#Saúde


Programação faz parte da edição on-line do Sulbrafix
Especialistas de renome nacional e internacional estarão reunidos na quinta-feira, 28 de maio, em live, para discutir sobre a reconstrução óssea x tempos de pandemia. A programação faz parte do Sulbrafix - Curso Sulbrasileiro de Planejamento Pré-Operatório para Correção de Deformidades Ósseas e Alongamento de Membros, promovido pelo Centro de Excelência em Reconstrução Óssea (Cero), localizado no Hospital VITA Curitiba, com coordenação do médico ortopedista Richard Luzzi, especialista no assunto.
A reconstrução e alongamento ósseo são utilizados para evitar amputações de membros inferiores e superiores.  A técnica é utilizada no tratamento de doenças congênitas (principalmente em crianças), infecciosas, metabólicas ou degenerativas, como a artrose. Segundo o médico, além de evitar amputações, o procedimento reduz gastos em longo prazo, já que o custo de manutenção de uma prótese é três vezes maior do que o tratamento. O método também contribui para a diminuição do custo social, pois pode reduzir o período de inatividade do paciente e até evitar a invalidez permanente. 
Dr. Richard explica que o uso da internet como ferramenta para disseminar conhecimento não é novidade no Sulbrafix, já que foi o primeiro curso na área totalmente transmitido ao vivo pela rede, no Brasil. “O curso teve início em 2007 e de lá para cá, entre participações presenciais e virtuais já treinou mais de mil profissionais de saúde entre médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, médicos veterinários e engenheiros. O seminário é caracterizado pela informação direta, pela qualidade e quantidade de exercícios práticos”, destaca o médico.
Os convidados da edição on-line são: Dr. Selvadurai Nayagam (Inglaterra), Dr. Anil Bhave (EUA), Dr. John Herzenberg (EUA), Dr. Rodrigo Mota (Rio de Janeiro) e Dra. Paloma Yan Lam Wun (São Paulo).
O curso é destinado a médicos, fisioterapeutas e demais profissionais que atuam na área de reconstrução e alongamento ósseo. Para participar, basta realizar inscrições pelo número (41) 99698-0122 ou cerocuritiba.com.br. A contribuição mínima é de R$ 100 - a renda total será destinada às comunidades vulneráveis à pandemia da Covid-19.
A iniciativa conta com o apoio da Associação Brasileira de Reconstrução e Alongamento Ósseo (Asami Brasil).
SERVIÇO
Sulbrafix on-line
Quando: 28 de maio, quinta-feira
Horário: a partir das 19h
Contribuição mínima: R$ 100,00 – renda totalmente destinada às comunidades vulneráveis a pandemia
Informações e inscrições: 41 99698-0122 ou cerocuritiba.com.br
Mais sobre os palestrantes:
Dr. Selvadurai Nayagam, head do Limb Reconstruction Unit Rayal Liverpoll University e Royal Liverpool Children´s Hospital.
Dr. Anil Bhave, diretor clínico do Ortho Rehab and Wassermann Gait Lab e chefe do Strateg.
Dr. John Herzenberg, diretor do Pediatric Orthopedics no Sinai Hospital e do International Center of Limb Lengthening (ICLL) no Rubin Institute, localizados em Baltimore (EUA).
Dr. Rodrigo Mota, médico oficial do Hospital Central da Polícia Militar, professor da Universidade Federal Fluminense e médico do grupo de trauma do Américas (Barra), no Rio de Janeiro.
Dra. Paloma Yan Lam Wun, fisioterapeuta do Grupo Trauma-Ortopédico do Instituto de Assistência Médica do Servidor Público de São Paulo (Iamspe) e sócia-fundadora da via Pedes Fisioterapia.

Sobre o CERO do VITA Curitiba - Atuando desde 2011, o Centro de Excelência em Reconstrução Óssea do Hospital VITA Curitiba tem como finalidade treinar profissionais e desenvolver pesquisas e tecnologias relacionadas a cirurgias de reconstrução de membros e ao alongamento ósseo. Esses treinamentos são direcionados a profissionais da área da saúde, engenharia, biologia, entre outros. O CERO é coordenado pelo médico ortopedista Richard Luzzi e conta com uma equipe interdisciplinar, formada por enfermeiros, fisioterapeutas, médicos e psicólogos para orientar e dar todo o acompanhamento necessário ao paciente.


Sobre o Hospital VITA - A primeira unidade da Rede VITA no Paraná foi inaugurada em março de 1996, no Bairro Alto, e a segunda em dezembro de 2004, no Batel. O VITA foi o primeiro hospital brasileiro a conquistar, no início de 2008, a Acreditação Internacional Canadense CCHSA (Canadian Council on Health Services Accreditation). A certificação de serviços de saúde avalia a excelência em gestão e, principalmente, a assistência segura ao paciente. Além disso, o VITA é um dos hospitais multiplicadores do Programa Brasileiro de Segurança do Paciente (PBSP). Ele visa disseminar e criar melhorias inovadoras de qualidade e segurança do paciente. Integra também o grupo de hospitais da Associação Nacional de Hospitais Privados - ANAHP. O VITA oferece atendimento 24 horas e é referência nas áreas de cardiologia, cirurgia geral, neurologia, cirurgia bariátrica, medicina de urgência, urologia, terapia intensiva, traumato-ortopedia e pediatria. Além disso, dispõe de um completo serviço de medicina esportiva, prestando atendimento a atletas de diversas modalidades; serviço de oncologia; Centro Médico e Centro de Diagnósticos. Para garantir um alto nível de qualidade nos serviços prestados aos pacientes, o VITA tem investido em ampliação da infraestrutura, tratamentos com equipes multidisciplinares, modernização dos equipamentos, humanização no atendimento, qualificação dos profissionais e segurança assistencial. www.hospitalvita.com.br






Pesquisa brasileira será apresentada no maior congresso mundial de transplante de medula óssea com apoio do Instituto TMO
Estudo de 11 autores, desenvolvido no Hospital de Clínicas da UFPR, contribui para evitar a rejeição da medula óssea após o transplante, favorecendo para que o resultado seja o melhor possível

Alberto - STMO (3).jpeg
Lide Mutimídia - O Instituto TMO é uma instituição que há 31 anos apoia o transplante de medula óssea (também conhecido pela sigla TMO) em várias frentes, inclusive dando suporte a pesquisas que beneficiam inúmeros pacientes. Recentemente, a instituição viabilizou a apresentação de um estudo desenvolvido no Hospital de Clínicas da UFPR (em Curitiba, Paraná), que será apresentado no maior congresso de TMO do mundo, em Madri, Espanha.

A última edição do Congresso Anual da Sociedade Europeia de Transplante de Medula Óssea (EBMT) contou com mais de 5500 participantes de 94 países. 1068 trabalhos foram selecionados. Destes, somente 182 (17%) foram escolhidos para apresentação oral. A data da 46ª edição deste congresso está agendada para agosto deste ano (originalmente seria em março, mas foi transferida devido à pandemia de coronavírus). Após a apresentação no congresso, os trabalhos serão publicados na revista Bone Marrow Transplantation, que pertence ao conceituado grupo Nature Research.

O Instituto TMO viabilizou a inscrição no congresso e também a viagem a Madri de um dos pesquisadores para a apresentação oral. O bioquímico Alberto Cardoso Martins Lima ficará encarregado de apresentar o trabalho, que faz parte de sua tese de doutorado. Entre os 11 autores, estão incluídos médicos que fizeram ou ainda fazem parte do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Complexo Hospital de Clínicas (STMO/CHC): Ricardo Pasquini (médico que integrou a equipe que realizou o primeiro transplante de medula óssea no Brasil, no HC/UFPR e foi orientador do estudo), Carmem Bonfim (coorientadora), Samir Kanaan Nabhan, Vaneuza Araújo Moreira Funke, Gisele Loth e Samantha Nichele.

Os demais autores incluem os bioquímicos Noemi Farah Pereira (coorientadora), Luciana Nasser Dornelles, Margareth Kleina Feitosa e Geovana Borsato do Amaral, que fazem parte do Laboratório de Imunogenética do CHC/UFPR. Este laboratório foi o primeiro do Brasil credenciado pela Sociedade Americana de Imunogenética, o que lhe confere um dos maiores padrões de qualidade do mundo.
Importância da participação brasileira
A seleção do estudo para o maior congresso de transplante de medula óssea do mundo vem a confirmar a importância do Hospital de Clinicas da UFPR na área, há muitos anos conhecido como referência mundial em TMO.  

A conquista conta com vários outros méritos, conforme cita o bioquímico Alberto Cardoso Martins Lima. “É muito difícil ser selecionado para os 17% que vão apresentar, entre tantos trabalhos inscritos mundo afora. O segundo ponto é que este congresso tem foco nos aspectos clínicos do TMO. Ter um trabalho de imunogenética aceito para apresentação oral é muito raro”, afirma.

Mesmo não sendo um trabalho 100% clínico, o estudo tem um grande impacto prático, pois contribui para evitar a rejeição da medula óssea após o transplante, favorecendo para que o resultado seja o melhor possível. Afinal, uma rejeição que é evitada contribui para: poupar tempo de recuperação do paciente, poupar mais trabalho da equipe médica e poupar recursos e insumos. Além disso, um paciente com rejeição tem maior probabilidade de ter complicações depois do transplante.

“É interessante citar que este é um trabalho feito na área de doenças não-malignas, que é muito carente de estudos sobre o HLA-DPB1 (há apenas um, com pacientes com doença Thalassemia) e feito com 106 pacientes com doenças não-malignas, atendidos no HC/UFPR entre 2008 a 2017”, cita Alberto. Mesmo sendo doenças não-malignas, o transplante é necessário.

Questões técnicas sobre o estudo
A pesquisa intitulada “A Alorreatividade contra HLA-DPB1 na direção HvG está associada com risco aumentado de falha de enxertia após transplante com doador não aparentado para doenças não-malignas" foi desenvolvida no Laboratório de Imunogenética em conjunto com o STMO/CHC.

Antes de um transplante ser feito, é necessário encontrar um doador. O mais adequado seria um doador da mesma família do paciente (aparentado HLA idêntico), mas como nem sempre isso é possível, uma opção é a busca por um doador não-aparentado, que geralmente são localizados no Redome (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) ou em Registros Internacionais.

Para saber se há compatibilidade, é feito em laboratório um trabalho de tipagem para identificar os genes HLA compatíveis. Este estudo tem como objetivo avaliar o papel da resposta imunológica contra os antígenos HLA-DPB1 incompatíveis no contexto do transplante de medula óssea com doadores não aparentados para doenças não-malignas.

Uma peculiaridade que se observa é que nos transplantes com doadores não aparentados, a grande maioria (80% a 85%) dos voluntários apresentam incompatibilidades HLA-DPB1. Além disso, essas incompatibilidades podem ser classificadas em permissíveis (mais adequadas para transplante) e não permissíveis (menos adequadas e com maior risco).

Uso de algoritmos para encontrar doador compatível
Uma pesquisadora da Alemanha desenvolveu um estudo com uso de algoritmos na busca de doadores e criou um website para classificar o risco dos vários doadores não aparentados. Essa ferramenta, chamada IMGT/T-Cell-Epitope 3 (TCE3), classifica as incompatibilidade HLA-DPB1 em permissíveis e não permissíveis, e os médicos do STMO/CHC usam essa informação para selecionar o doador com menor probabilidade de ter complicação. Clinicamente, as incompatibilidades HLA-DPB1 permissíveis são melhor toleradas e conferem menor risco de complicações. Já as incompatibilidades HLA-DPB1 não permissíveis estão associadas a desfechos deletérios após o transplante. Este tipo de incompatibilidade DPB1 podem ser divididas em duas: não permissíveis na direção do paciente contra o enxerto (HvG) e não permissíveis na direção do enxerto contra o paciente (GvH).

Vários estudos com doenças malignas mostraram a utilidade da ferramenta IMGT/TCE3 para selecionar o melhor doador não aparentado. No entanto, quase não existem estudos avaliando o uso desta ferramenta no contexto das doenças não malignas. Os resultados desta pesquisa indicam que as incompatibilidades DPB1 não permissíveis na direção do paciente contra o enxerto (HvG) estão associadas com risco aumentado de rejeição do enxerto e diminuição de sobrevida-livre de eventos. Desta forma, tais incompatibilidades deveriam ser evitadas com o objetivo de otimizar o prognóstico do TMO não aparentado.

Por fim, os achados desta pesquisa validam a importância da tipagem HLA-DPB1 e a estratégia pioneira de seleção de doadores não aparentados atualmente utilizada pelo Serviço de Transplante de Medula Óssea do HC/UFPR em conjunto com o Laboratório de Imunogenética.

#Saudecuidados

85% dos portadores da COVID-19 são assintomáticos
Especialista em bacteriologia explica os riscos da transmissão e a importância da utilização de máscaras

            Pesquisa divulgada pelo hematologista e pós-doutorando da Universidade de Paris, Ramy Rahmé, afirma que 85% dos contaminados pelo coronavírus são assintomáticos, ou apresentam sintomas moderados, como febre, cansaço, tosse seca, sem a necessidade de atendimento hospitalar. Estudos sugerem que é possível que esses indivíduos possam estar com a COVID-19 por até 14 dias antes de apresentar os sintomas, ou desenvolver imunidade a ele.
Cerca de 80% dos pacientes se recuperam da doença sem a necessidade de tratamentos especiais e, muitas vezes, sem sentir sintoma algum. “Depois de infectado, o indivíduo passa a multiplicar a carga viral dentro do organismo e, a partir do segundo dia de infecção, já está transmitindo o vírus para outras pessoas, mesmo que sem sintomas”, afirma o especialista em bacteriologia do LANAC, Marcos Kozlowski.
O uso de máscaras, mesmo as de tecido, estão sendo indicadas pelo órgãos de saúde para conter o vírus. “Elas criam uma barreira física que segura a emissão de gotículas enquanto a pessoa fala, tosse ou simplesmente respira. Assim, ajuda a reduzir a propagação viral de pessoas assintomáticas e auxilia na proteção de quem está ao seu redor”, afirma o especialista.
A chegada do inverno também ascende uma preocupação com as infecções, que aumentam consideravelmente nessa época, principalmente entre crianças e idosos. O LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, registra aumento de 20% nos resultados positivos para infecções de vírus e bactérias nesse período.
Segundo Kozlowski, atitudes simples impedem as infecções, e essas são as mesmas disseminadas para evitar o contágio do coronavirus. “É importante lavar as mãos com frequência, evitar colocá-las em contato com boca, nariz, olhos e ouvidos quando estão sujas e manter o corpo descansado e bem alimentado – isso ajuda o sistema imunológico a se manter forte”, explica, lembrando que é importante manter o ambiente sempre ventilado, apesar do frio.

Sobre o LANAC:
Há 28 anos, o LANAC - Laboratórios de Análises Clínicas se diferencia por se manter, com orgulho, como empresa 100% paranaense. A empresa possui 45 unidades de atendimento em diversos bairros de Curitiba, além da Região Metropolitana, Litoral do Paraná, Ponta Grossa, Palmeira e Rio Branco do Sul. Hoje, o laboratório oferece mais de dois mil tipos de exames, além de coleta domiciliar e assessoria científica para médicos e conta com mais de 400 colaboradores. Recebe exames de 25 laboratórios, atuando como laboratório de apoio. A sede central, com 1.200 m², é o maior centro de análises clínicas de Curitiba. A empresa participa de testes de proficiência do Controle Nacional de Qualidade da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, com nota excelente desde 1992 e mantêm a certificação ISO 9001/2015 atualizada desde 2004.
Especialista em bacteriologia explica os riscos da transmissão e a importância da utilização de máscaras


            Pesquisa divulgada pelo hematologista e pós-doutorando da Universidade de Paris, Ramy Rahmé, afirma que 85% dos contaminados pelo coronavírus são assintomáticos, ou apresentam sintomas moderados, como febre, cansaço, tosse seca, sem a necessidade de atendimento hospitalar. Estudos sugerem que é possível que esses indivíduos possam estar com a COVID-19 por até 14 dias antes de apresentar os sintomas, ou desenvolver imunidade a ele.
Cerca de 80% dos pacientes se recuperam da doença sem a necessidade de tratamentos especiais e, muitas vezes, sem sentir sintoma algum. “Depois de infectado, o indivíduo passa a multiplicar a carga viral dentro do organismo e, a partir do segundo dia de infecção, já está transmitindo o vírus para outras pessoas, mesmo que sem sintomas”, afirma o especialista em bacteriologia do LANAC, Marcos Kozlowski.
O uso de máscaras, mesmo as de tecido, estão sendo indicadas pelo órgãos de saúde para conter o vírus. “Elas criam uma barreira física que segura a emissão de gotículas enquanto a pessoa fala, tosse ou simplesmente respira. Assim, ajuda a reduzir a propagação viral de pessoas assintomáticas e auxilia na proteção de quem está ao seu redor”, afirma o especialista.
A chegada do inverno também ascende uma preocupação com as infecções, que aumentam consideravelmente nessa época, principalmente entre crianças e idosos. O LANAC – Laboratório de Análises Clínicas, registra aumento de 20% nos resultados positivos para infecções de vírus e bactérias nesse período.
Segundo Kozlowski, atitudes simples impedem as infecções, e essas são as mesmas disseminadas para evitar o contágio do coronavirus. “É importante lavar as mãos com frequência, evitar colocá-las em contato com boca, nariz, olhos e ouvidos quando estão sujas e manter o corpo descansado e bem alimentado – isso ajuda o sistema imunológico a se manter forte”, explica, lembrando que é importante manter o ambiente sempre ventilado, apesar do frio.

Sobre o LANAC:
Há 28 anos, o LANAC - Laboratórios de Análises Clínicas se diferencia por se manter, com orgulho, como empresa 100% paranaense. A empresa possui 45 unidades de atendimento em diversos bairros de Curitiba, além da Região Metropolitana, Litoral do Paraná, Ponta Grossa, Palmeira e Rio Branco do Sul. Hoje, o laboratório oferece mais de dois mil tipos de exames, além de coleta domiciliar e assessoria científica para médicos e conta com mais de 400 colaboradores. Recebe exames de 25 laboratórios, atuando como laboratório de apoio. A sede central, com 1.200 m², é o maior centro de análises clínicas de Curitiba. A empresa participa de testes de proficiência do Controle Nacional de Qualidade da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, com nota excelente desde 1992 e mantêm a certificação ISO 9001/2015 atualizada desde 2004.

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