quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Paraná Acontece.

 










Balé Teatro Guaíra leva "Tempo de Movimento" a Maringá.



Butō ocupa Curitiba com dança, performance e corpos em transformação.

Barbara Campelli transforma “Onde Eu Sol” em show no Teatro Paiol.

Após um lançamento  nas plataformas digitais, cantora curitibana celebra um ano do álbum.


Drolmas estreia em Curitiba revisitando o mito de Medusa Espetáculo cruza mitologia grega, budismo tibetano e cultura popular brasileira ..


Simone em Curitiba com novo show, "Que mulher é essa?!"


Espetáculo traz direção musical de Ana Frango Elétrico e direção artística de Ronaldo Fraga





Música Dança.

Balé Teatro Guaíra leva "Tempo de Movimento" a Maringá

Programa reúne três criações contemporâneas em diálogo com a música clássica e será apresentado gratuitamente no Teatro Calil Haddad, em 26 de setembro

O Balé Teatro Guaíra (BTG), sob direção de Marcelo Damián Zamora, apresenta em Maringá, no dia 26 de setembro, o programa “Tempo de Movimento”, que reúne três criações da companhia em diálogo com diferentes momentos da música clássica. A sessão integra a programação do Festival de Música de Maringá e acontece às 20h, no Teatro Calil Haddad, com entrada gratuita e reserva antecipada de ingressos pelo Sympla.

Apresentado pela primeira vez na abertura da temporada 2026 do BTG, em Curitiba, o programa reúne “Unwaltz - Isso não é uma valsa”, de Mathieu Guilhaumon, “Sospiri ou Sobre a Finitude”, de Luiz Fernando Bongiovanni, e “Stol - uma questão de confiança”, de Alessandro Sousa Pereira. As três obras partem de propostas coreográficas distintas e encontram um ponto de contato na abordagem dos ciclos, das mudanças e das permanências que fazem parte da vida cotidiana.

A apresentação em Maringá também conta com recursos de acessibilidade comunicacional, com tradução para Libras, audiodescrição e abafadores de ruídos.

Entre o clássico e o contemporâneo

O espetáculo está organizado em dois atos e um entreato. Na abertura, “Unwaltz - Isso não é uma valsa” retoma a relação entre dança e repertório clássico a partir das valsas de Johann Strauss II, utilizadas pelo coreógrafo francês Mathieu Guilhaumon como matéria para uma construção contemporânea. A peça já integrou a programação do BTG em 2024 e retornou aos palcos de Curitiba em março deste ano.

No entreato, um casal de bailarinos interpretam “Sospiri ou Sobre a Finitude”, criação do coreógrafo e ex-diretor do Balé Teatro Guaíra Luiz Fernando Bongiovanni, profissional com trajetória dedicada à dança contemporânea. Desenvolvida a partir do adágio “Sospiri”, do compositor inglês Edward Elgar, a obra observa diferentes situações de encerramento e mudança, associando a ideia de finitude também ao término de relacionamentos, fases e experiências.

Após o intervalo, o BTG apresenta “Stol - uma questão de confiança”, do coreógrafo brasileiro Alessandro Sousa Pereira, radicado na Dinamarca e já conhecido pelo público do Teatro Guaíra por sua criação “Castelo”. “Stol” estreou em agosto de 2025, com lançamento simultâneo em Curitiba, no Guairinha, e em Klampenborg, na Dinamarca, no Teatro Bellevue. Stol é uma palavra dinamarquesa que significa cadeira, mas também confiança. A obra parte dessa dupla acepção.

Ao reunir as três criações em uma mesma apresentação, “Tempo de Movimento” estabelece relações entre obras concebidas a partir de referências e procedimentos coreográficos diferentes, passando pela revisão de um repertório musical consolidado, pela abordagem dos ciclos de encerramento e pela pesquisa em torno das relações de confiança.

Circulação pelo Paraná

A apresentação em Maringá integra um projeto de circulação do Balé Teatro Guaíra por cidades paranaenses. Depois da sessão de 26 de setembro, no Teatro Calil Haddad, o projeto segue até o fim do ano com novas apresentações em Arapongas, Cascavel e Curitiba, levando diferentes programas da companhia a outros públicos do Paraná.

A ação faz parte de projeto aprovado na Lei Rouanet, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Maringá e realização da Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra, PalcoParaná, Centro Cultural Teatro Guaíra, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Paraná e Ministério da Cultura.

Criado em 1969, o Balé Teatro Guaíra está entre as companhias públicas de dança mais antigas do Brasil e reúne mais de 150 coreografias em seu repertório. Ao longo de sua trajetória, o grupo desenvolveu montagens de diferentes períodos e linguagens, entre elas “O Grande Circo Místico”, “Lendas do Iguaçu” e “O Lago dos Cisnes”.

 

Serviço

Tempo de Movimento

Balé Teatro Guaíra no Festival de Música de Maringá

Data: 26 de setembro de 2026, sábado, às 20h

Local: Teatro Calil Haddad -Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 2500, Zona 04, Maringá, PR

Classificação etária: 12 anos

Ingressos gratuitos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/produtor/ababtg

Acessibilidade: Tradução para Libras, audiodescrição e abafadores de ruídos


Música News CWB

Butō ocupa Curitiba com dança, performance e corpos em transformação

Mostra independente reúne diferentes pulsações do butō em dois territórios da cidade, com performances, cine-butō, oficinas e conversas, de 18 a 22 de setembro


Na foto de Maria Tortato, Beatriz Marçal em cena em A Morte que Nela Habita, performance que integra a programação de Liturgia dos Escombros - Rituais dramatúrgicos de butō contemporâneo. A mostra acontece de 18 a 22 de setembro, no Espaço Kà e na Casa Hoffmann, em Curitiba. (Para mais

E se o corpo não precisasse estar sempre funcionando? E se o cansaço, a fragilidade, a deformação e até a morte também pudessem ser matéria de criação? É a partir dessas perguntas que “Liturgia dos Escombros - Mostra de butō contemporâneo” chega a Curitiba. Fruto de uma iniciativa independente dos próprios artistas e produtores envolvidos, a mostra ocupa o Espaço KÀ de Artes e a Casa Hoffmann, entre 18 e 22 de setembro, com performances, cine-butō, oficinas e conversas.

Idealizada pelo butōista Lucca Lírio e pelos dançarinos de butō Beatriz Marçal e Caio Frankiu, com direção e curadoria de Lucca, a mostra parte de uma linguagem nascida no Japão do pós-guerra, que rompeu com padrões tradicionais de beleza, virtuosismo e representação. Inspirada nas linhagens de Tatsumi Hijikata, Kazuo Ohno e Yoshito Ohno, Liturgia dos Escombros aproxima o butō de questões do presente: exaustão, ancestralidade, desejo, precariedade, memória, morte e transformação. “O butō não começa perguntando como um corpo deve parecer. Ele pergunta o que esse corpo carrega, o que o atravessa e o que ainda pode nascer dele. Olhar para a fragilidade pode ser um gesto radical”, afirma Lucca Lírio.

Dois espaços, duas atmosferas

A programação foi pensada em duas frentes curatoriais, criando experiências distintas para o público. No Espaço KÀ acontece o SOMOS KÀ-baret, programação paga que recupera uma dimensão experimental, noturna, erótica e marginal ligada às primeiras experiências do butō. Em diálogo com o Ankoku-Butō, a “dança das trevas” de Tatsumi Hijikata, a programação mistura performances ao vivo, cine-butō, registros históricos e festejos.

Entre os trabalhos estão performances ao vivo e transmissão de vídeo-dança butō, além de vídeos de arquivo da história do Butō e outras produções audiovisuais. “O Espaço KÀ permite uma relação mais carnal, excessiva e indisciplinada com o butō. É um espaço em que a performance pode acontecer junto com o cinema, a música, o encontro e a presença do público”, explica Beatriz Marçal.

Na Casa Hoffmann, as apresentações de 20 a 22 de setembro são gratuitas e assumem uma atmosfera mais ritualística, meditativa e fantasmagórica, aproximando-se das poéticas de Kazuo Ohno e da transmissão de Yoshito Ohno. “Nesse segundo polo da nossa mostra, decidimos honrar a linhagem mais onírica e surreal que chega até nós de Kazuo e Yoshito Ohno, onde se dança com os Ancestrais, dança-se com quem já não está mais aqui nesse plano, encontrando-se no limiar de vida. A morte aqui existe como um último suspiro, um alívio do retorno ao éter primordial” afirma Lucca.

Corpos que viram memória, criatura e paisagem

Nas performances, os corpos deixam de ser apenas instrumentos para se tornar matéria, arquivo, paisagem, criatura, fantasma e raiz.

Entre os trabalhos apresentados estão Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva dos cinco artistas citados anteriormente sobre transmissão, transformação e continuidade. “O corpo é também espaço. Quando ele ocupa, desloca ou transforma um lugar, cria outra relação com a cena e com quem está assistindo. É esse cruzamento entre corpo, espaço e dramaturgia que atravessa o meu trabalho”, afirma Caio Frankiu.

Quando o butō sai do palco

A mostra também abre espaço para formação e pesquisa. Na Casa Hoffmann, a programação inclui as oficinas Karada - O Corpo Vazio, MA - O Espaço-Entre, além da Roda de Conversa Butô: Origem e História.

Antes da abertura da mostra, no dia 13 de setembro, a Casa Hoffmann recebe, dentro da programação Portas Abertas, a oficina Butô: Inclusão Radical. A atividade é gratuita e aberta a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

A proposta parte de uma provocação: e se a fragilidade também fosse beleza? “Existe uma ideia de que determinados corpos precisam ser consertados antes de ocupar uma cena. A gente quer fazer o contrário: começar pelo corpo que existe, com suas marcas, seus limites, sua história e suas possibilidades. O butō começa aí”, afirma Lucca.

A pesquisa também ultrapassa o palco. Lucca Damilano e Nabylla Fiori de Lima tiveram aprovada no 1º Congresso de Dança da UNESPAR a pesquisa Butō como prática de cultivo: investigando a fronteira entre vida e cena, que será apresentada durante o Seminário de Pesquisa Acadêmica, realizado de 14 a 18 de setembro, em Curitiba. O estudo investiga o momento em que o viver cotidiano pode se transformar em dança, a partir da compreensão do butō como uma prática de cultivo, borrando as fronteiras entre arte e vida.

Entre o cabaré e o ritual, o grotesco e o sublime, a sombra e a flor, Liturgia dos Escombros aproxima diferentes linhagens, corpos e modos de criação. Para Lucca, “um corpo que não precisa ser perfeito para estar em cena. Um corpo que pode parar, desaparecer, se transformar, e continuar”, finaliza.


SERVIÇO: LITURGIA DOS ESCOMBROS - Mostra de butō contemporâneo

Data: 18 a 22 de setembro de 2026

Espetáculos de Classificação: 14 anos

SOMOS KÁ-BARET

De: 18 e 19 de setembro | 19h às 22h
Local: Espaço Kà de Artes (Rua Treze de Maio, 506 - Centro)

*Performances, cine-butō, vídeos e registros históricos.

Ingressos via Sympla https://www.sympla.com.br/evento/somos-ka-baret-liturgia-dos-escombros-mostra-de-buto-contemporaneo/3560155?algoliaID=098ea824dd2b63968064e2ff337b15b9 

LITURGIA DOS ESCOMBROS

De: 20, 21 e 22 de setembro
Local: Casa Hoffmann (Rua Dr. Claudino dos Santos, 58 - São Francisco)

Horarios: 9h às 13h: oficinas e formação | 14h às 18h: ensaios técnicos | 19h às 22h: performances

*Apresentações gratuitas, retirada de ingressos com uma hora de antecedência. Oficinas gratuitas mediante inscrição., no link: https://www.sympla.com.br/evento/oficinas-liturgia-dos-escombros-mostra-de-buto-contemporaneo/3556301?algoliaID=098ea824dd2b63968064e2ff337b15b9 

PORTAS ABERTAS

Dia: 13 de setembro | domingo | 9h às 13h | Casa Hoffmann

Oficina Butô: Inclusão Radical

*Atividade gratuita, aberta a diferentes corpos, idades e habilidades. Não é necessário ter experiência anterior em dança. Inscrições na hora. 

Instagram: @pocoependulo | @espacokadeartes
 

PROGRAMAÇÃO 

A programação começa no dia 13 de setembro, antes da abertura oficial da mostra, com a Oficina Butô: Inclusão Radical, realizada das 9h às 13h na Casa Hoffmann, dentro do projeto Portas Abertas. Gratuita, a atividade é voltada a diferentes corpos, idades e habilidades, sem necessidade de experiência anterior em dança.

Nos dias 18 e 19 de setembro, o Espaço KÀ recebe, das 19h às 22h, o SOMOS KÁ-baret, reunindo performances, cine-butō, vídeos e registros históricos, e uma programação audiovisual dedicada ao universo do butō. A entrada com 3 lotes e venda na hora. 

De 20 a 22 de setembro, a Casa Hoffmann concentra a programação principal de Liturgia dos Escombros, com atividades formativas pela manhã e performances à noite. No dia 20, o público poderá assistir a Bloodline Ritual: O que os Ancestrais deixam no corpo, de Lucca Lírio; A Morte que Nela Habita, de Beatriz Marçal; e Butōsei no YoaKe (Alvorecer Butônico): Uma raiz que atravessa o futuro, criação coletiva.

No dia 21, a programação reúne Cyber, de Alessandra Giacomoni; Kanashibari Hypnagógico, de Bruno Sanctus; e novamente Butōsei no YoaKe. Já no dia 22, são apresentados Pollen-Pólem(os), de Caio Frankiu; Anemia, de Dani Durães; e a criação coletiva Butōsei no YoaKe. As apresentações na Casa Hoffmann são gratuitas.

A programação formativa inclui as oficinas Karada - O Corpo Vazio, MA - O Espaço-Entre, a Roda de Conversa Butô: Origem e História e a partitura imagética e corporal do butō. As atividades são gratuitas mediante inscrição.

20 de setembro -  Oficina Butō: Karada, O corpo vazio
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira 

21 de setembro -  Oficina Butō: MA - O Espaço-Entre
Manhãs | 9h30 às 13h30 | R$ 75,00 a Inteira 

22 de setembro -  Roda de Conversa Butō: Origem e História
Manhãs | 10h-12h | Gratuita

Horários e inscrições:     https://www.sympla.com.br/evento/oficinas-liturgia-dos-escombros-mostra-de-buto-contemporaneo/3556301?algoliaID=098ea824dd2b63968064e2ff337b15b9 





Música News CWB

Barbara Campelli transforma “Onde Eu Sol” em show no Teatro Paiol

Após um lançamento  nas plataformas digitais, cantora curitibana celebra um ano do álbum com o show Onde Eu Sol, no dia 24 de setembro, às 20h, no Teatro Paiol, em Curitiba


Barbara Campelli apresenta Onde Eu Sol ao vivo no Teatro Paiol, um ano após o lançamento independente do álbum. Foto: Letícia Futato. (Para mais imagens acesse: Fotos e arte )

Há um ano, a cantora curitibana Barbara Campelli lançou Onde Eu Sol, seu primeiro álbum, de forma independente nas plataformas digitais. Agora, no aniversário do disco, leva o repertório ao palco em show que acontece no dia 24 de setembro, às 20h, no Teatro Paiol, em Curitiba. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Pixta.

“Música calma, MPB calminha.” É assim que Barbara costuma definir sua sonoridade. Sem se preocupar muito em enquadrá-la, encontrou na calma um território próprio para cantar sobre amor, desejo, saudade, perda, recomeço e também algum deboche.

O álbum nasceu de um grande sonho: escolher as músicas, ouvir os arranjos, entrar em estúdio e reunir músicos com quem queria trabalhar, e se tornou um projeto musical. O lançamento digital aconteceu sem pressa e, naquele momento, o disco encontrou seu próprio ritmo. Um ano depois, chega ao palco celebrando junto ao público uma obra que até então existia principalmente no ambiente digital. “O álbum foi um dos sonhos que queria realizar e realizei. E agora, com um ano de vida, resolvi colocar ele no palco. Tipo a festa de aniversário mesmo. Onde Eu Sol faz um ano e agora ele vai pro mundo, ao vivo, no Paiol”, afirma a cantora.

Sem pressa, Barbara foi encontrando sua voz

A música entrou na vida de Barbara muito antes de ela pensar em ser cantora. Nascida e criada em Curitiba, cresceu em uma família musical. Aos 30 anos, decidiu estudar canto e, aos 32, fez seu primeiro show. Em 2018, criou Ciclos do Amor, seu primeiro espetáculo solo.

A partir daí, sua trajetória foi se formando entre trabalhos como backing vocal, uma paixão e também parte de seu trabalho artístico, e encontros com artistas como Darlene Lepetit, Leo Fressato, Pietro Domiciano, Re Gugli, Bruna Pena e Capim Limão. Em 2021, lançou duas canções de Leo Fressato e, em 2024, fez backing vocal para o Capim Limão no Coolritiba. Barbara também integra o Doce Delírio, ao lado de Bruna Pena, Henrique Geladeira e Pietro Domiciano.

Foi desse caminho feito de encontros que nasceu a vontade de gravar Onde Eu Sol. “A música é um amor e quando ela me notou eu senti que ela também gostou de mim, mas nosso casamento não é convencional. Daqueles com festão, filhos e mesmo teto. Moramos uma na outra, numa relação íntima, mas com muito espaço”, revela.

O amor, em todas as suas contradições

Produzido por Julia Klüber, Onde Eu Sol reúne oito faixas que atravessam diferentes estados do amor. Há delicadeza, mas também sensualidade, melancolia, ironia e movimento.

A ideia do álbum começou com a vontade de Barbara de gravar Perfume, canção inédita de Julia Klüber, que também assina a produção, os arranjos e a direção musical do trabalho. A ideia cresceu e virou um álbum, batizado com uma composição de Pietro Domiciano, escrita especialmente para Barbara. No palco, Julia é acompanhada por Lilian Nakahodo nos synths e beats, Vic Vilandez no baixo e Dani Dalessa na bateria. O show recebe ainda Pietro, na voz e violão, e Murilo Campelli, no violão.

Para Barbara, o amor não é apenas um tema recorrente. É o lugar onde ela se reconhece como intérprete. “Hoje me vejo como uma intérprete das ondas que o amor inunda em alguém. Uma cantora de amor, de sorriso e abraço de amor, de dor e lágrima de amor”, afirma.

Sua música também carrega uma escolha: desacelerar. Em tempos intensos, Barbara aposta em canções que pedem escuta e presença e que, segundo ela, às vezes fazem as pessoas chorarem.

O show reúne as oito faixas de Onde Eu Sol, os dois singles lançados por Barbara em 2021 e outras seis canções que continuam investigando esse território tão amplo quanto contraditório: o amor. Para Barbara, chegar ao Paiol representa um dos maiores sonhos realizados até aqui. “Fazer um show no Paiol é GIGANTE! Eu falo que depois desse show vou ter que inventar um sonho novo, porque esse vai estar realizado”, conta entusiasmada.

A apresentação tem produção e realização de Wellington Guitti e Renata Zunino.


SERVIÇO: Show  “Onde Eu Sol” - Bárbara Campelli

Data: 24 de setembro de 2026
Horário: 20h
Local: Teatro Paiol (Rua Coronel Zacarias, 51 - Prado Velho)
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Vendas: https://pixta.me/barbaracampelli/show-onde-eu-sol-de-barbara-campelli 

Produção e realização: Wellington Guitti e Renata Zunino
Instagram: @barbaracampelli
Spotify: https://open.spotify.com/artist/4iBm9wnTQfw9fbjKIyNvys?si=equ4HrxqSpSTfF7OXkE-wg&utm_source=copy-link 

Sobre a artista: Barbara Campelli é cantora curitibana, intérprete e apaixonada por harmonias e canções de amor. Nascida em uma família musical, passou pelo coral e pela dança antes de se dedicar ao canto. Aos 30 anos, começou a estudar profissionalmente e, aos 32, realizou seu primeiro show.

Desde então, atuou como backing vocal e participou de projetos com nomes da cena curitibana, como Leo Fressato e Pietro Domiciano, além de cantar com a banda Capim Limão no festival Coolritiba. Em 2018, criou Ciclos do Amor e, em 2021, lançou seus primeiros singles. Em 2025, apresentou de forma independente seu primeiro álbum, Onde Eu Sol, produzido por Julia Klüber.

Bárbara define sua sonoridade como “música calma, MPB calminha” e encontra no amor, em suas delicadezas, contradições e desastres, o principal território de sua música.

FICHA TÉCNICA - SHOW ONDE EU SOL

Voz: Barbara Campelli | Arranjos, direção musical e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Convidado - voz e violão: Pietro Domiciano | Convidado - violão: Murilo Campelli | Luz: Lucas Amado | Som: Luigi Castel | Figurino: Isabella Brasileiro | Foto e vídeo: Letícia Futata e equipe

FICHA TÉCNICA - ÁLBUM ONDE EU SOL

Voz: Bárbara Campelli | Produção, arranjos e teclas: Julia Klüber | Teclas: Lilian Nakahodo | Baixo: Vic Vilandez | Bateria: Dani Dalessa | Participação - violão: Pietro Domiciano | Participação | sax: Helinho Brandão | Participação - viola: Anadgesda Guerra | Participação - violoncelo: Rebeca Friedman | Participação - violino: Karina Romanó | Mix: Leo Gumiero | Master: Fred Teixeira | Estúdio: Gramofone | Técnico: Vitor Pinheiro










Música News CWB



Simone em Curitiba com novo show, "Que mulher é essa?!"

Espetáculo traz direção musical de Ana Frango Elétrico e direção artística de Ronaldo Fraga

O novo show zero de Simone. Toda mulher já nasce com um roteiro esperado. Nele, a que deseja demais, a que ocupa espaço além do combinado, a que abre a boca na hora errada, termina sempre do mesmo jeito: calada, corrigida, posta pra fora. Simone não seguiu. Cinquenta anos de carreira e ela ainda escolhe o risco. Não o conforto do legado, não a reverência garantida. O risco, de novo, de outra forma, com gente nova. "Que mulher é essa?" não é tributo. É o primeiro de uma nova fase, com direção musical e arranjos de Ana Frango Elétrico e direção artística  e figurinos de Ronaldo Fraga, parceiros que trazem novos olhares e novas referências. Mari Pitta assina iluminação e cenário com Ronaldo. Em Curitiba, Simone se apresenta no Teatro Guaíra, no dia 19 de setembro de 2026, às 21h.

Ingressos: https://www.diskingressos.com.br/evento/36/2026-09-19/pr/curitiba/simone 

A talentosa banda conta com Chico Lira no piano, Giordano Bruno no baixo, Vitor Cabral na bateria e Filipe Coimbra no violão e na guitarra.

Abrir-se para isso, nesse estágio, já é uma declaração. O que move o projeto não é saudade. É apetite. A mesma força que construiu cinquenta anos de carreira quer abrir outros caminhos. O desejo, aqui, tem dona. É dela. Dela o apetite. Dela a vontade. Dela a boca que canta e a boca que diz não. No palco, ela não quer distância. Quer proximidade, o calor, a troca. Por isso a pergunta "Que mulher é essa?" é a que se faz quando não se consegue categorizar uma mulher. Quando ela não cabe só na gaveta da diva, nem na da lenda, nem na da senhora que deveria estar quieta. A resposta para essa pergunta é curta e arredia: é essa. É essa mulher que não cabe num rótulo, que fala por si e acaba falando por muitas, que carrega política e leveza na mesma frase. E o cabelo prateado, que num homem viraria autoridade, sabedoria, monumento, numa mulher é o aviso de que está na hora de sair. Para Simone, não. Ela usa ao contrário: como coroa, como presença, como prova de que desejo não tem prazo de validade. "Que Mulher É Essa?" É presença. É o lugar onde essa história deixa de ser contada e começa a acontecer. Essa mulher é Simone. E nela, o tempo não apaga. Acende.

Serviço — Curitiba
Simone — “Que Mulher É Essa?!”
Data: 19 de setembro de 2026, sábado
Horário: 21h
Local: Teatro Guaíra
Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 175, Centro, Curitiba/PR

 


Drolmas estreia em Curitiba revisitando o mito de Medusa

Espetáculo cruza mitologia grega, budismo tibetano e cultura popular brasileira em temporada gratuita de 17 de setembro a 4 de outubro, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta



Katia Horn, Samara Rocha e Ana Decker dão corpo às três górgonas em Drolmas, espetáculo que revisita o mito de Medusa entre memória, violência, resistência e transformação. Foto: Polly Devides. (Para mais imagens acesse: Fotos para assessoria de imprensa )

Medusa não nasceu monstro. Foi transformada em um. É a partir dessa história que Drolmas revisita o mito das três górgonas e leva à cena Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha, em uma montagem que cruza mitologia grega, budismo tibetano e referências da cultura popular brasileira. A temporada começa em 17 de setembro, com entrada gratuita, no Espaço Excêntrico Mauro Zanatta.

Com dramaturgia de Samara Rocha, que também idealiza e atua no espetáculo, e direção de Giorgia Conceição, a peça fala de violência, silenciamento, desejo, envelhecimento e transformação a partir de uma narrativa que também se constrói pelo corpo. As atrizes cantam, dançam e permanecem em movimento, atravessando diferentes linguagens teatrais.

“Drolmas foi sendo construído por muitas mulheres, em diferentes momentos do processo. Cada encontro foi deixando uma marca na obra”, conta Samara. A pesquisa começou em 2022, em encontros entre mulheres artistas, e a dramaturgia foi sendo escrita, reescrita e transformada ao longo de leituras, conversas e ensaios.

Da lama ao lótus

Na dramaturgia, a trajetória das três irmãs se organiza em três imagens: lodo, caule e lótus. Medusa, Euríale e Esteno atravessam diferentes tempos, corpos e existências até chegar à flor, associada à transformação e à iluminação.

O próprio nome do espetáculo vem de Drolma, referência tibetana ligada ao aspecto feminino do Buda. A ideia de uma mulher que escolhe buscar a iluminação justamente em um corpo feminino encontra, na peça, o mito de Medusa e histórias de mulheres que foram culpabilizadas, silenciadas ou transformadas em monstros. “Medusa, Euríale e Esteno são também etapas de uma travessia pelas violências, adaptações, resistências e possibilidades de libertação vividas pelas mulheres”, explica Samara.

Um palco em movimento

Giorgia Conceição leva para a montagem sua pesquisa no burlesco, no vaudeville e no teatro de variedades. A música e a dança surgiram e cresceram durante o processo de criação, fazendo com que o espetáculo se aproximasse de uma opereta vaudevillesca. “Eu queria que, apesar de o tema ser denso, a peça fosse muito sedutora e envolvente para o público. Cada cena tem um apelo visual, estético e uma referência teatral diferente”, afirma Giorgia.

A trilha reúne composições e versões sob direção musical de Edith de Camargo, além de marchinhas de carnaval e da gravação de Cantoras do Rádio, com Carmen e Aurora Miranda. Um álbum dos anos 1970 do artista Pedro Sorongo inspira o ato final, Lótus.

As três intérpretes são mulheres maduras, com 60, 51 e 45 anos. Seus corpos, memórias e experiências atravessam questões como beleza, desejo, envelhecimento, julgamento, autonomia e violência.

Ao longo do processo de criação, Drolmas também foi compartilhado com diferentes públicos, em escolas públicas, casa de passagem e outros espaços, aproximando o trabalho de adolescentes, mulheres trans e travestis, pessoas em situação de rua e outros públicos.

A programação inclui ainda duas ações formativas: Oficina de Libras, com Nathan Sales, e Oficina de Contação de Histórias, com Samara Rocha. As inscrições podem ser feitas pelos formulários disponíveis no link da bio, em @coletivodrolmas. A temporada conta também com sessões com Libras na estreia e em todos os sábados.

A realização é do Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.


ARTE


SERVIÇO: Drolmas

Temporada: 17 de setembro a 4 de outubro de 2026
Local: Espaço Excêntrico Mauro Zanatta (Rua Lamenha Lins, 1429 - Rebouças)

Datas e horários: 17, 18 e 19 de setembro, às 20h | 20 de setembro, às 19h | 24, 25 e 26 de setembro, às 20h | 27 de setembro, às 19h | 1º, 2 e 3 de outubro, às 20h | 4 de outubro, às 19h

Sessões com Libras: Sessões com Libras: 17 de setembro, às 20h | 19 de setembro, às 20h | 26 de setembro, às 20h | 3 de outubro, às 20h

Duração: 1h10 | Classificação: 14 anos
Entrada: gratuita | Ingressos: distribuídos uma hora antes de cada apresentação
Capacidade: 50 lugares

Sinopse: Entrelaçando mitologia grega, budismo tibetano e cultura popularbrasileira, Drolmas ressignifica o mito de Medusa para revelar a força de mulheres que rompem o silêncio e reivindicam o direito decontar a própria história. Amaldiçoada pela deusa Atena, a sacerdotisa Medusa é transformada em monstro ao lado de suas irmãs, Esteno e Euríale. Banidas, culpabilizadas e condenadas ao silêncio, as górgonas atravessam os séculos testemunhando as violências impostas aos corpos femininos - da Grécia Antiga ao Brasil colonial e contemporâneo. Ao retomarem a própria voz, as três irmãs confrontam as narrativas que as transformaram em monstros e iniciam uma jornada de cura, resistência e libertação.


Ficha Técnica

Concepção e Dramaturgia: Samara Rocha | Direção: Giorgia Conceição | Elenco: Ana Decker, Katia Horn e Samara Rocha | Figurinos e Adereços: Katia Horn | Assistência de | Figurino: Flor Horn | Assistente de figurino: Flor Horn Brasil e Barbara Horn | Cenografia: Giorgia Conceição | Assistência de Cenografia: Michelle Bonatto e Angela Suriani | Iluminação: Raul Freitas | Direção Musical: Edith de Camargo | Assessoria de Dramaturgia e Formas Animadas: Laércio Amaral | Operação de Som: Edith de Camargo | Operação de Luz: Raul Freitas | Contrarregragem: Moizés Benvi | Direção de Produção: Samara Rocha | Produção Executiva: Moira Albuquerque | Design Gráfico: Katia Horn e Ale Horn | Mídias Sociais: Thayna Bressan | Fotografia: Polly Devides | Oficineiros: Nathan Sales e Samara Rocha | Realização: Coletivo Drolmas e Les Paranauês Cia Criativa

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