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Vitória
Espírito santo
Coletivo reúne artistas e designers na Galeria do Centro Cultural SESI, em Vitória, no ES, para refletir sobre identidade, natureza e sociedade brasileira.

Aféfé de Mariana Maia, que estará em exposição em Brasilina - Divulgação
O Brasil, com sua diversidade de territórios, culturas, povos, paisagens e modos de existir, é o ponto de partida da exposição Brasilina – Poéticas de uma Nação Mátria, realizada pela Decoranea e 1COMUM Coletivo. A mostra reúne artistas e designers brasileiros em torno de uma reflexão sobre a riqueza e a complexidade do país, por meio de diferentes linguagens, técnicas, materiais e expressões criativas.
Idealizada por Isabela Castello e Fernando Caseira Nicolau, com curadoria de Isabela Castello e Isabel Portella, a exposição parte de uma imagem simbólica: a brasilina, pigmento vermelho associado ao pau-brasil, árvore que deu nome ao país. A substância que colore o cerne da madeira torna-se, na exposição, metáfora para a própria identidade brasileira — diversa, intensa, contraditória e em constante transformação.
“A brasileína é uma tinta vermelha intensa, cor de brasa, que se forma naturalmente pela reação química da brasilina – substância encontrada no interior da árvore pau-brasil – em contato com o ar e a luz. Reagir ao encontro, como descrito acima, é sintoma de morte por podas drásticas e cortes violentos na espécie. Deste modo, o Brasil, único país com nome de árvore no mundo, é forjado. É possível falar de história sem falar de corte, de trauma? E falar de corte, de trauma é regenerá-lo? Quem és tu, cidadã brasileira? Quem és tu, cidadã latino-americana?”, instiga o idealizador, Fernando Nicolau.
Também à frente do projeto, Isabela Castello diz que “Brasilina fala da potência criativa do nosso país, da nossa essência. Precisamos olhar para nossas raízes, nossas belezas e nossa história para compreender o país que somos e, principalmente, o país que queremos construir coletivamente. E nada melhor do que a arte para nos ajudar nessa tarefa, porque a arte reflete quem somos e como nos percebemos. Nesta exposição, reunimos 32 artistas brasileiros e brasileiras para, por meio de diferentes linguagens e olhares, refletir sobre o Brasil e sobre a nação que queremos construir. Um convite para olhar para nós mesmos, reconhecer nossa diversidade e nossa potência e imaginar, juntos, novos caminhos para o nosso país.”
A proposta da Brasilina nasce do desejo de olhar para o Brasil além dos estereótipos e das narrativas únicas, reconhecendo sua potência natural e cultural, mas também suas contradições. Um país de dimensões continentais, biodiverso, multicultural e miscigenado, marcado por profundas desigualdades, mas também por criatividade, resistência, afetos e capacidade de reinvenção.
A exposição está estruturada em três eixos curatoriais: Identidade, Natureza e Sociedade. Juntos, eles propõem diferentes perspectivas sobre o país. Identidade aborda as múltiplas formas de ser e pertencer ao Brasil; Natureza contempla a biodiversidade, os territórios e as relações entre ser humano e meio ambiente; e Sociedade reflete sobre as relações, desafios, contrastes e transformações que constituem a vida brasileira.
Um dos conceitos centrais da mostra é a ideia de nação mátria, uma visão do país como terra-mãe, que gera, nutre e protege. A expressão propõe uma perspectiva mais afetiva e inclusiva de nação, relacionada à terra, à natureza, às ancestralidades e ao papel das mulheres na construção da vida social e cultural brasileira.
A exposição também parte de uma reflexão simbólica sobre a bandeira nacional. O lema “Ordem e Progresso”, inspirado no pensamento de Auguste Comte, originalmente fazia parte de uma formulação mais extensa que incluía a palavra “amor”. Ao trazer essa ausência para o campo da reflexão artística, Brasilina propõe uma regeneração simbólica: amor como princípio, ordem como base e progresso como fim. Terra como corpo, cultura como cura, arte como fala. Mais do que apresentar obras sobre o Brasil, Brasilina busca criar um espaço de encontro e reflexão, e para isso contará com um programa educativo desenvolvido pela arte-educadora Tatiana Rosa. A diversidade de artistas, linguagens e perspectivas permite que diferentes Brasis coexistam na mesma exposição, revelando que não existe uma única maneira de representar ou compreender o país.
Para a Decoranea, galeria dedicada à arte e ao design autoral, a exposição também reafirma seu compromisso com a valorização da produção criativa brasileira e com a aproximação entre essas duas linguagens. A marca se lança ao mercado junto dessa iniciativa para potencializar a presença conjunta de arte e design autoral e ampliar o olhar sobre a criatividade nacional, evidenciando a capacidade brasileira de transformar matéria, cultura e experiência em formas, objetos e narrativas.
Brasilina inaugura sua trajetória na Galeria do Centro Cultural SESI, em Jardim da Penha, Vitória, Espírito Santo, no dia 1º de setembro, às 18h, e permanece aberta ao público até 30 de setembro. Com produção de Elaine Pinheiro (ArtES Consultoria, Produção e Gestão Cultural), a exposição nasce também com a perspectiva de circular posteriormente por outras cidades brasileiras.
Para acessar o presskit da exposição, acesse: https://tinyurl.com/brasilina
SERVIÇO
Brasilina - Poéticas de uma Nação Mátria
Realização: Decoranea e 1COMUM Coletivo
Idealização: Isabela Castello e Fernando Caseira Nicolau
Curadoria: Isabela Castello e Isabel Portella
Local: Galeria do Centro Cultural SESI – Jardim da Penha, Vitória – ES
Abertura: 1º de setembro, das 18h às 21h
Período: 1º a 30 de setembro de 2026
Visitação: terça a sábado, das 10h às 20h
Entrada: Gratuita
Classificação: Livrec
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São Paulo.

Renan Alves aproxima engenharia e arte em individual na Galeria Nilton Zanotti, em Praia Grande.SP
Com curadoria de Marina Bortoluzzi, "Estado Transiente" reúne 11 obras que integram matéria, movimento e transformação
Clique aqui para acessar imagens de divulgação
O artista plástico Renan Alves apresenta sua primeira exposição individual na Galeria Nilton Zanotti, dentro do Palácio das Artes em Praia Grande, litoral de São Paulo. Com curadoria de Marina Bortoluzzi, a mostra abre no dia 12 de setembro e segue em cartaz até o dia 12 de outubro, com entrada gratuita.
A exposição reúne diferentes momentos da pesquisa de Renan, desde trabalhos em que a pintura e o gesto sobre a tela têm maior protagonismo, até sua produção mais recente, marcada pela incorporação de novas materialidades e pela expansão da obra para além do plano pictórico. Nesse percurso, sua formação em engenharia mecânica deixa de ocupar um universo à parte e passa a integrar sua linguagem mais recente, visual.
"Meu trabalho sempre esteve muito ligado ao movimento e às linhas. Com o tempo, percebi que aquilo que eu conhecia pela engenharia também estava presente intuitivamente na minha produção artística. Hoje, esses dois universos caminham lado a lado", afirma Renan Alves.
Da matéria à experiência
O conceito curatorial parte do paralelo entre princípios da mecânica dos fluidos e os processos vividos pelo ser humano. Assim como um fluido muda de comportamento diante de diferentes forças, o indivíduo também é continuamente atravessado por acontecimentos, escolhas e relações humanas. Mais do que uma ruptura, a mostra propõe entender a transformação como continuidade, em que mudar não significa deixar de ser quem se é, mas incorporar aquilo que atravessou no caminho.
Ao todo, são 11 obras entre desenhos, estruturas metálicas, intervenções, pinturas e trabalhos com cordas, que dialogam diretamente com a arquitetura do espaço expositivo. Parte significativa da produção é inédita e foi desenvolvida especialmente para a mostra, considerando as características da Galeria Nilton Zanotti.
A montagem foi pensada para que a arquitetura da galeria também participe da experiência do visitante. Elementos estabelecem relações entre diferentes superfícies e pontos do espaço, enquanto trabalhos de maior escala alteram a percepção da arquitetura. A intenção é que o público não apenas observe as obras individualmente, mas atravesse diferentes estados de matéria e sinta a transformação ao longo da exposição.
Entre os destaques está "des-ÁGUA". Com aproximadamente 10 metros de extensão, composta por oito módulos e construída a partir de um grande volume de cordas azuis, a peça parte da ideia de um fluxo de água suspenso no tempo, em que uma das extremidades diminui progressivamente ao longo dos módulos, revelando sua estrutura pouco a pouco. Sua escala aproxima o espectador de uma experiência corporal e espacial.
"Talvez a pergunta que atravesse toda a exposição seja muito simples: quais forças me transformaram na pessoa que sou hoje?", questiona Renan. A partir dessa reflexão, o artista aproxima a engenharia da arte, para falar não apenas de sua própria trajetória, mas de uma experiência compartilhada com todos.
“Estado Transiente” conta com o patrocínio da Eucatex.
Serviço
“Estado Transiente” - individual de Renan Alves
Entrada gratuita
Abertura: 12 de setembro, sábado, das 15h às 20h
Período de visitação: de 12 de setembro a 12 de outubro de 2026
Local: Galeria Nilton Zanotti, Palácio das Artes | Avenida Presidente Costa e Silva, 1600, Praia Grande/ SP
Horário de funcionamento: terças a sextas-feiras e domingos, das 14h às 17h | sábados, das 14h às 19h
Sobre Renan Alves
Nascido em 1993, em São Paulo, Renan Alves vive e mantém ateliê em Praia Grande, no litoral paulista. Artista plástico, com mais de uma década de trajetória na engenharia mecânica, ele desenvolve uma pesquisa artística que explora conceitos como estrutura, fluxo e movimento, traduzidos para uma linguagem visual abstrata. Assina mais de 200 murais em diferentes cidades do país e já teve trabalhos publicados em veículos como Casacor Brasil e Casa & Jardim, além de integrar o time de artistas da Starbucks Brasil.
Sobre Marina Bortoluzzi
Marina Bortoluzzi (1983, Florianópolis) é curadora de arte e pesquisadora contemporânea. Sua pesquisa transita na intersecção entre arte, abstração, metafísica e espiritualidade. Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo, Marina apresenta mais de 15 anos de trajetória consolidada em pesquisa, curadoria, mentoria, conteúdo, comunicação, consultoria e coordenação de projetos de arte. Assina a curadoria de exposições de arte no Brasil, Rússia, Alemanha e Estados Unidos e foi palestrante em festivais internacionais como SXSW (Austin), Wynwood Walls (Miami) e Wool Festival (Portugal). Em 2020, fundou o WOW - Women on Walls, uma plataforma mundial voltada para a valorização e crescimento profissional das mulheres e pessoas não-binárias nas artes visuais. Em 2024, lançou o Spiritual in Art, projeto focado à pesquisa, exposições e experiências sobre o espiritual na arte. Em 2025, inaugurou o Programa de Mentoria e Acompanhamento Curatorial Flamma, direcionado a artistas visuais que investigam dimensões do espiritual. Vive e trabalha em São Paulo há mais de 16 anos.
Sobre o Palácio das Artes
Inaugurado em 2008, o Palácio das Artes é um complexo cultural da Praia Grande que reúne dois teatros, biblioteca, galeria de arte e museu. A Galeria Nilton Zanotti, que recebe a exposição de Renan Alves, leva o nome do artista plástico praia-grandense e recebe diferentes exposições ao longo do ano.


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