quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Contemporaneidade na Agenda

Tons Coletivo estreia com exposição que explora diferentes significados da cor roxa.

Renan Alves aproxima engenharia e arte em individual na Galeria Nilton Zanotti, em Praia Grande.SP.

Exposição "90 anos do Serviço Social no Brasil: Memórias do Paraná" ganha novas datas


Coletivo
reúne artistas e designers na Galeria do Centro Cultural SESI, em Vitória, no ES









 







90 anos do Serviço Social no Brasil: Memórias do Paraná 





Curitiba.


Exposição "90 anos do Serviço Social no Brasil: Memórias do Paraná" ganha novas datas

Promovida pela PUCPR, mostra imersiva segue até o dia 07 de outubro no Centro de Realidade Estendida da Universidade

O ano de 2026 marca uma data histórica para o Serviço Social no Brasil: são nove décadas de uma profissão que está na linha de frente do enfrentamento das desigualdades sociais no país. Para celebrar essa trajetória, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) promove a exposição imersiva "Memórias do Serviço Social no Paraná", que, devido ao sucesso de público, teve sua visitação ampliada até o dia 07 de outubro.

Reunindo documentos históricos, registros fotográficos e relatos de experiências que expressam a construção coletiva da profissão, a mostra se constitui como um espaço de diálogo com a sociedade, mobilizando profissionais, estudantes, pesquisadores e o público em geral para uma reflexão sobre a relevância do Serviço Social na contemporaneidade e sobre os desafios que a profissão ainda enfrenta diante do crescimento das vulnerabilidades sociais. São três novas datas para quem desejar conferir a exposição: 20 de agosto, das 13h às 18h; 29 de setembro, das 19h às 21h; e 07 de outubro, das 19h às 22h.

Com o objetivo de dar visibilidade às contribuições dos assistentes sociais na defesa de direitos e na construção de políticas públicas em diferentes áreas - como saúde, educação, assistência social, habitação e seguridade -, a mostra resgata e celebra essa história, reafirmando o protagonismo da categoria no compromisso ético-político com a justiça social, a democracia e os direitos humanos. “Mais do que uma retrospectiva, a exposição busca mostrar e valorizar os profissionais que atuam a serviço da dignidade, da democracia e da justiça social, por meio de trabalho técnico e qualificado, da atuação crítica e da construção de alternativas”, explica Andrea Braga, professora do curso de Serviço Social da PUCPR e uma das responsáveis pela exposição.

 

Serviço:  

“90 anos do Serviço Social no Brasil: Memórias do Paraná

Datas: 20 de agosto, 29 de setembro e 07 de outubro

Local: PUCPR – Centro de Realidade Estendida – Bloco Amarelo - R. Imaculada Conceição, 1155 - Prado Velho, Curitiba - PR  

Inscrições: Gratuitas 

https://eventum.pucpr.br/90-anos-do-servico-social-no-brasil-memorias-do-parana 



+ Arte




São Paulo 

Tons Coletivo estreia com exposição que explora diferentes significados da cor roxa

Primeira mostra do coletivo reúne oito artistas contemporâneos em torno das diferentes simbologias da cor roxa


O Tons Coletivo estreia no circuito de artes visuais com “ROXO em TONS”, exposição que reúne oito artistas contemporâneos em torno de uma investigação sobre as múltiplas simbologias da cor roxa. Com curadoria de Audrey Barbosa, a mostra acontece de 3 a 9 de outubro de 2026, no Vazio Criativo, em São Paulo, reunindo trabalhos em fotografia, pintura, desenho, escultura, arte têxtil e linguagens híbridas. 

Historicamente associada ao poder, à espiritualidade, ao mistério, à memória e à transformação, a cor roxa deixa de ser apenas um elemento visual e se torna o ponto de partida para um diálogo entre diferentes trajetórias artísticas. Em “ROXO em TONS”, cada artista desenvolve uma pesquisa autoral a partir da cor, revelando como uma mesma tonalidade pode despertar narrativas, sensações e interpretações diversas. 

A exposição se organiza em quatro núcleos — Memória; Corpo e Afeto; Mistério e Espiritualidade; e Ruptura e Transformação — que conduzem o visitante por diferentes relações entre cor, matéria e experiência humana. O percurso reúne obras que exploram a memória inscrita nos objetos, as relações entre corpo e identidade, a conexão entre natureza e humanidade, além de processos de transformação presentes nos materiais e nas próprias trajetórias dos artistas. 

As obras atravessam questões da contemporaneidade como identidade, resistência, sustentabilidade, tecnologia, espiritualidade e relações humanas, evidenciando a potência da arte contemporânea em unir reflexão crítica e experimentação estética. 

Entre os destaques da mostra, Luiz Queiroz apresenta a série “Feminicídio”, composta por retratos de mulheres manipulados digitalmente —  sem recorrer à inteligência artificial —  para investigar os limites entre presença, memória e deformação da imagem. Alessandra Stona leva à exposição tecelagens autorais, esculturas e aquarelas que exploram as conexões entre corpo e natureza, incluindo a série “Glifo”, desenvolvida durante um tratamento de saúde. Paulo H Vieira apresenta pinturas da série “Conectados”, inspiradas nas relações entre o cotidiano urbano e a presença crescente da tecnologia nas experiências humanas. 

Na pintura, Helder Alves investiga corpo, identidade e pertencimento por meio de autorretratos e referências à trajetória das lutas queer. As esculturas inéditas em cerâmicas de Fabienne Lodomez exploram relações entre matéria, luz e percepção, enquanto Luiz Maymone articula desenho, colagem e escultura em trabalhos voltados à memória, empatia e identidade.

Eduardo Rondon transforma resíduos industriais em esculturas e relevos encapsulados em resina acrílica, propondo reflexões sobre permanência e memória coletiva. Já Rosane Viegas desenvolve uma pesquisa que aproxima gravuras, esculturas e livros de artista, investigando as relações entre movimento, matéria e transformação.

Embora partam de linguagens e trajetórias distintas, os oito artistas compartilham o interesse pela experimentação de materiais e processos criativos. Em “ROXO em TONS”, a cor se transforma em território de encontro, revelando diferentes formas de perceber, construir e habitar o mundo.

“Quando começamos a pensar na primeira exposição do Tons Coletivo, percebemos que o roxo tinha a capacidade de aproximar pesquisas muito diferentes sem uniformizá-las. A cor se tornou um ponto de encontro entre artistas, materiais e experiências, permitindo que cada obra preservasse sua identidade. A mostra convida o visitante a construir seu próprio percurso e descobrir as múltiplas camadas de significado que uma mesma cor pode revelar”, afirma Audrey Barbosa. 

Serviço

“ROXO em TONS”

Entrada gratuita

Abertura: 3 de outubro, sábado, das 13h às 17h

Período de visitação: de 3 a 9 de outubro de 2026

Local: Vazio Criativo | Rua Lavradio, nº 573 - Barra Funda, São Paulo/SP

Horário de funcionamento: segunda a domingo, das 10h às 17h 

+ Arte


Vitória 

Espírito santo 

Coletivo reúne artistas e designers na Galeria do Centro Cultural SESI, em Vitória, no ES, para refletir sobre identidade, natureza e sociedade brasileira.

Aféfé de Mariana Maia, que estará em exposição em Brasilina - Divulgação

O Brasil, com sua diversidade de territórios, culturas, povos, paisagens e modos de existir, é o ponto de partida da exposição Brasilina – Poéticas de uma Nação Mátria, realizada pela Decoranea e 1COMUM Coletivo. A mostra reúne artistas e designers brasileiros em torno de uma reflexão sobre a riqueza e a complexidade do país, por meio de diferentes linguagens, técnicas, materiais e expressões criativas.

Idealizada por Isabela Castello e Fernando Caseira Nicolau, com curadoria de Isabela Castello e Isabel Portella, a exposição parte de uma imagem simbólica: a brasilina, pigmento vermelho associado ao pau-brasil, árvore que deu nome ao país. A substância que colore o cerne da madeira torna-se, na exposição, metáfora para a própria identidade brasileira — diversa, intensa, contraditória e em constante transformação.

A brasileína é uma tinta vermelha intensa, cor de brasa, que se forma naturalmente pela reação química da brasilina – substância encontrada no interior da árvore pau-brasil – em contato com o ar e a luz. Reagir ao encontro, como descrito acima, é sintoma de morte por podas drásticas e cortes violentos na espécie. Deste modo, o Brasil, único país com nome de árvore no mundo, é forjado. É possível falar de história sem falar de corte, de trauma? E falar de corte, de trauma é regenerá-lo? Quem és tu, cidadã brasileira? Quem és tu, cidadã latino-americana?”, instiga o idealizador, Fernando Nicolau.

Também à frente do projeto, Isabela Castello diz que “Brasilina fala da potência criativa do nosso país, da nossa essência. Precisamos olhar para nossas raízes, nossas belezas e nossa história para compreender o país que somos e, principalmente, o país que queremos construir coletivamente. E nada melhor do que a arte para nos ajudar nessa tarefa, porque a arte reflete quem somos e como nos percebemos. Nesta exposição, reunimos 32 artistas brasileiros e brasileiras para, por meio de diferentes linguagens e olhares, refletir sobre o Brasil e sobre a nação que queremos construir. Um convite para olhar para nós mesmos, reconhecer nossa diversidade e nossa potência e imaginar, juntos, novos caminhos para o nosso país.”

A proposta da Brasilina nasce do desejo de olhar para o Brasil além dos estereótipos e das narrativas únicas, reconhecendo sua potência natural e cultural, mas também suas contradições. Um país de dimensões continentais, biodiverso, multicultural e miscigenado, marcado por profundas desigualdades, mas também por criatividade, resistência, afetos e capacidade de reinvenção.

A exposição está estruturada em três eixos curatoriais: Identidade, Natureza e Sociedade. Juntos, eles propõem diferentes perspectivas sobre o país. Identidade aborda as múltiplas formas de ser e pertencer ao Brasil; Natureza contempla a biodiversidade, os territórios e as relações entre ser humano e meio ambiente; e Sociedade reflete sobre as relações, desafios, contrastes e transformações que constituem a vida brasileira.

Um dos conceitos centrais da mostra é a ideia de nação mátria, uma visão do país como terra-mãe, que gera, nutre e protege. A expressão propõe uma perspectiva mais afetiva e inclusiva de nação, relacionada à terra, à natureza, às ancestralidades e ao papel das mulheres na construção da vida social e cultural brasileira.

A exposição também parte de uma reflexão simbólica sobre a bandeira nacional. O lema “Ordem e Progresso”, inspirado no pensamento de Auguste Comte, originalmente fazia parte de uma formulação mais extensa que incluía a palavra “amor”. Ao trazer essa ausência para o campo da reflexão artística, Brasilina propõe uma regeneração simbólica: amor como princípio, ordem como base e progresso como fim. Terra como corpo, cultura como cura, arte como fala. Mais do que apresentar obras sobre o Brasil, Brasilina busca criar um espaço de encontro e reflexão, e para isso contará com um programa educativo desenvolvido pela arte-educadora Tatiana Rosa. A diversidade de artistas, linguagens e perspectivas permite que diferentes Brasis coexistam na mesma exposição, revelando que não existe uma única maneira de representar ou compreender o país.

Para a Decoranea, galeria dedicada à arte e ao design autoral, a exposição também reafirma seu compromisso com a valorização da produção criativa brasileira e com a aproximação entre essas duas linguagens. A marca se lança ao mercado junto dessa iniciativa para potencializar a presença conjunta de arte e design autoral e ampliar o olhar sobre a criatividade nacional, evidenciando a capacidade brasileira de transformar matéria, cultura e experiência em formas, objetos e narrativas.

Brasilina inaugura sua trajetória na Galeria do Centro Cultural SESI, em Jardim da Penha, Vitória, Espírito Santo, no dia 1º de setembro, às 18h, e permanece aberta ao público até 30 de setembro. Com produção de Elaine Pinheiro (ArtES Consultoria, Produção e Gestão Cultural), a exposição nasce também com a perspectiva de circular posteriormente por outras cidades brasileiras.

Para acessar o presskit da exposição, acesse: https://tinyurl.com/brasilina

SERVIÇO

Brasilina - Poéticas de uma Nação Mátria
Realização: Decoranea e 1COMUM Coletivo
Idealização: Isabela Castello e Fernando Caseira Nicolau

Curadoria: Isabela Castello e Isabel Portella
Local: Galeria do Centro Cultural SESI – Jardim da Penha, Vitória – ES
Abertura: 1º de setembro, das 18h às 21h
Período: 1º a 30 de setembro de 2026
Visitação: terça a sábado, das 10h às 20h
Entrada: Gratuita

Classificação: Livrec


+ Arte


São Paulo.

 

Renan Alves aproxima engenharia e arte em individual na Galeria Nilton Zanotti, em Praia Grande.SP

Com curadoria de Marina Bortoluzzi, "Estado Transiente" reúne 11 obras que integram matéria, movimento e transformação

Clique aqui para acessar imagens de divulgação

O artista plástico Renan Alves apresenta sua primeira exposição individual na Galeria Nilton Zanotti, dentro do Palácio das Artes em Praia Grande, litoral de São Paulo. Com curadoria de Marina Bortoluzzi, a mostra abre no dia 12 de setembro e segue em cartaz até o dia 12 de outubro, com entrada gratuita.

A exposição reúne diferentes momentos da pesquisa de Renan, desde trabalhos em que a pintura e o gesto sobre a tela têm maior protagonismo, até sua produção mais recente, marcada pela incorporação de novas materialidades e pela expansão da obra para além do plano pictórico. Nesse percurso, sua formação em engenharia mecânica deixa de ocupar um universo à parte e passa a integrar sua linguagem mais recente, visual.

"Meu trabalho sempre esteve muito ligado ao movimento e às linhas. Com o tempo, percebi que aquilo que eu conhecia pela engenharia também estava presente intuitivamente na minha produção artística. Hoje, esses dois universos caminham lado a lado", afirma Renan Alves.

Da matéria à experiência

O conceito curatorial parte do paralelo entre princípios da mecânica dos fluidos e os processos vividos pelo ser humano. Assim como um fluido muda de comportamento diante de diferentes forças, o indivíduo também é continuamente atravessado por acontecimentos, escolhas e relações humanas. Mais do que uma ruptura, a mostra propõe entender a transformação como continuidade, em que mudar não significa deixar de ser quem se é, mas incorporar aquilo que atravessou no caminho.

Ao todo, são 11 obras entre desenhos, estruturas metálicas, intervenções, pinturas e trabalhos com cordas, que dialogam diretamente com a arquitetura do espaço expositivo. Parte significativa da produção é inédita e foi desenvolvida especialmente para a mostra, considerando as características da Galeria Nilton Zanotti.

A montagem foi pensada para que a arquitetura da galeria também participe da experiência do visitante. Elementos estabelecem relações entre diferentes superfícies e pontos do espaço, enquanto trabalhos de maior escala alteram a percepção da arquitetura. A intenção é que o público não apenas observe as obras individualmente, mas atravesse diferentes estados de matéria e sinta a transformação ao longo da exposição.

Entre os destaques está "des-ÁGUA". Com aproximadamente 10 metros de extensão, composta por oito módulos e construída a partir de um grande volume de cordas azuis, a peça parte da ideia de um fluxo de água suspenso no tempo, em que uma das extremidades diminui progressivamente ao longo dos módulos, revelando sua estrutura pouco a pouco. Sua escala aproxima o espectador de uma experiência corporal e espacial.

"Talvez a pergunta que atravesse toda a exposição seja muito simples: quais forças me transformaram na pessoa que sou hoje?", questiona Renan. A partir dessa reflexão, o artista aproxima a engenharia da arte, para falar não apenas de sua própria trajetória, mas de uma experiência compartilhada com todos.

Estado Transiente” conta com o patrocínio da Eucatex. 

Serviço

“Estado Transiente” -  individual de Renan Alves

Entrada gratuita

Abertura: 12 de setembro, sábado, das 15h às 20h

Período de visitação: de 12 de setembro a 12 de outubro de 2026

Local: Galeria Nilton Zanotti, Palácio das Artes | Avenida Presidente Costa e Silva, 1600, Praia Grande/ SP

Horário de funcionamento: terças a sextas-feiras e domingos, das 14h às 17h | sábados, das 14h às 19h

Sobre Renan Alves

Nascido em 1993, em São Paulo, Renan Alves vive e mantém ateliê em Praia Grande, no litoral paulista. Artista plástico, com mais de uma década de trajetória na engenharia mecânica, ele desenvolve uma pesquisa artística que explora conceitos como estrutura, fluxo e movimento, traduzidos para uma linguagem visual abstrata. Assina mais de 200 murais em diferentes cidades do país e já teve trabalhos publicados em veículos como Casacor Brasil e Casa & Jardim, além de integrar o time de artistas da Starbucks Brasil.

Sobre Marina Bortoluzzi

Marina Bortoluzzi (1983, Florianópolis) é curadora de arte e pesquisadora contemporânea. Sua pesquisa transita na intersecção entre arte, abstração, metafísica e espiritualidade. Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo, Marina apresenta mais de 15 anos de trajetória consolidada em pesquisa, curadoria, mentoria, conteúdo, comunicação, consultoria e coordenação de projetos de arte. Assina a curadoria de exposições de arte no Brasil, Rússia, Alemanha e Estados Unidos e foi palestrante em festivais internacionais como SXSW (Austin), Wynwood Walls (Miami) e Wool Festival (Portugal). Em 2020, fundou o WOW - Women on Walls, uma plataforma mundial voltada para a valorização e crescimento profissional das mulheres e pessoas não-binárias nas artes visuais. Em 2024, lançou o Spiritual in Art, projeto focado à pesquisa, exposições e experiências sobre o espiritual na arte. Em 2025, inaugurou o Programa de Mentoria e Acompanhamento Curatorial Flamma, direcionado a artistas visuais que investigam dimensões do espiritual. Vive e trabalha em São Paulo há mais de 16 anos.

Sobre o Palácio das Artes

Inaugurado em 2008, o Palácio das Artes é um complexo cultural da Praia Grande que reúne dois teatros, biblioteca, galeria de arte e museu. A Galeria Nilton Zanotti, que recebe a exposição de Renan Alves, leva o nome do artista plástico praia-grandense e recebe diferentes exposições ao longo do ano.

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