domingo, 1 de março de 2026

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Tráfico digital: como grupos de WhatsApp, Facebook e marketplaces impulsionam o comércio de animais no início do ano


Plataformas digitais funcionam como vitrines e canais de negociação para o comércio ilegal de fauna.

Pesquisas acadêmicas mostram que redes sociais e aplicativos de mensagens se tornaram uma das principais infraestruturas do tráfico de animais silvestres. Grupos privados, perfis temporários e anúncios disfarçados permitem que vendedores ofereçam aves, répteis e mamíferos com entrega por transporte rodoviário ou correio informal, muitas vezes durante o período de férias, quando há maior circulação de pessoas.

Esses ambientes digitais dificultam a fiscalização porque perfis e grupos podem ser recriados rapidamente após denúncias. O resultado é um mercado fragmentado, porém constante, que conecta áreas de captura a consumidores urbanos em poucos cliques.


O Instituto Líbio, organização que recebe e reintroduz animais vítimas desse sistema, integra a Campanha Agora Você Sabe para alertar sobre a dinâmica do tráfico online e os riscos de interagir com esse tipo de conteúdo.


“O comércio digital reduziu a distância entre quem captura e quem compra, o que amplia o número de animais retirados da natureza”, diz Raquel Machado, CEO do Instituto Líbio. “Informar o público sobre esses canais é parte da prevenção.”


Conheça a campanha no link: https://www.instagram.com/reel/DRk25ZyDy_h/?igsh=OHgya2h2ODBveXFt


Referências: Northumbria University — Wildlife trafficking via social media

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