Com a chegada do Carnaval, período marcado por altas temperaturas, longas horas fora de casa, roupas justas e maior exposição ao suor e à umidade, os cuidados com a saúde íntima feminina merecem atenção redobrada. Segundo a ginecologista Camila Bolonhezi, esse cenário pode favorecer o surgimento de infecções ginecológicas se alguns hábitos básicos não forem respeitados.
“Durante o Carnaval, é comum passar muitas horas com biquíni molhado, fantasias sintéticas ou roupas apertadas, o que cria um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias”, explica a médica. Infecções como candidíase e vaginose bacteriana estão entre as mais frequentes nesse período.
Camila Bolonhezi orienta priorizar roupas leves, de tecidos naturais, manter a região íntima sempre seca e evitar o uso excessivo de absorventes diários ou produtos perfumados. “A higiene deve ser feita apenas externamente, com sabonetes suaves e específicos, evitando duchas vaginais, que alteram a flora natural e aumentam o risco de infecções”, alerta.
Outro ponto importante durante a folia é a atenção às relações sexuais. O uso do preservativo é fundamental não apenas para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), mas também para a proteção da saúde íntima como um todo. “O Carnaval costuma ser um período de maior exposição a riscos, e a prevenção continua sendo o melhor cuidado”, reforça a ginecologista.
Além dos cuidados imediatos, Camila Bolonhezi destaca que o Carnaval pode servir como um lembrete para algo essencial: a importância do exame preventivo e do check-up ginecológico anual. O Papanicolau, aliado à avaliação clínica regular, é fundamental para a detecção precoce de alterações no colo do útero e para o acompanhamento da saúde feminina em todas as fases da vida.
“O exame preventivo não deve ser feito apenas quando surgem sintomas. Ele é uma ferramenta de cuidado contínuo, que permite identificar alterações silenciosas e agir precocemente”, explica. O acompanhamento anual também inclui avaliação hormonal, orientação contraceptiva e conversas sobre saúde sexual e reprodutiva.
Para a ginecologista, cuidar da saúde íntima é um ato de autocuidado que vai além de datas específicas. “A mulher que se cuida o ano inteiro aproveita melhor todos os momentos — inclusive o Carnaval — com mais segurança, conforto e bem-estar.”
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