segunda-feira, 29 de maio de 2023

Acontece Artes

 

MON realiza exposição individual de Leila Pugnaloni. 

Curitiba PR


A mostra “Tela”, da artista visual Leila Pugnaloni, radicada no Paraná, será inaugurada pelo Museu Oscar Niemeyer (MON) no dia 1º de junho, na Sala 7. No total são 131 obras, com curadoria de Marco Antonio Teobaldo.


Uma profusão de cores e pinturas em grande escala dividem espaço com delicados desenhos em nanquim, frutos de suas observações cotidianas, além de desenhos realizados in situ, o que personaliza a sala expositiva.


“Tela é o nome da exposição de Leila Pugnaloni, mas poderia ser o codinome da artista carioca, radicada há décadas no Paraná e que teve em Curitiba o ponto de início de sua extensa e intensa trajetória nas artes”, afirma a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika. 


Leila utiliza as telas para revelar sua singular leitura do mundo, as observações urbanas de suas andanças, impressões femininas tão suaves quanto fortes, numa inquietude que a acompanha há muito tempo. “É nas telas que ela imprime e eterniza sua marca registrada”, comenta Juliana.


A secretária da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, comenta que as obras de Leila são tão extraordinárias quanto sua trajetória de vida. “Tenho certeza de que visitar no MON a exposição dessa artista que tanto nos orgulha será uma experiência ímpar e transformadora para qualquer pessoa”, diz.


A relação emocional da artista com o espaço é visível e extravasa o ambiente da mostra. Leila Pugnaloni passou a infância em Brasília e, ao observar atentamente o traço e as curvas da obra de Oscar Niemeyer, teve o seu próprio fazer artístico tocado por uma sutil influência. 


“A minha memória visual e afetiva é composta de várias camadas: do Rio de Janeiro, onde nasci; da Brasília em que passei parte da infância e da Curitiba para onde vim adolescente e finquei raízes”, conta a artista.


Leila lembra que sua primeira mostra individual foi realizada na capital do Paraná, em 1981, na Galeria Jovem do Museu Guido Viaro. Segundo ela, reunia bico de pena, nanquim, formas femininas, desenhos detalhistas e, de certa forma, autobiográficos. “Na época, não percebia que os grafismos que circundavam as figuras seriam a base da abstração”, comenta.


Poeticamente, ela explica que “do Rio, tão solar, me são indissociáveis as curvas; de Brasília, a magia do plano-piloto, e de Curitiba as imagens da cidade em transformação, repleta de novas cores e novas propostas”. 


A estas camadas, a artista acrescenta as temporadas nos anos 80 no Parque Lage (RJ) e na Art Students League of New York, de onde trouxe a formação em desenho e o contato com a obra de artistas de diferentes tendências.


“É muito significativo que a exposição ‘Tela’ aconteça no Museu Oscar Niemeyer, nome expressão da arte contemporânea e portador de tantos significados que me são caros”, resume.


Segundo o curador Marco Antonio Teobaldo, a exposição revela as pesquisas recentes da artista e inclui outras séries, eventuais intervenções sobre as paredes da galeria e uma seção biográfica. 


“Nesta última, é apresentado um conjunto de itens que remontam a trajetória da artista, por meio de fotografias de acervo, materiais gráficos de exposições, publicações, uma coleção de artigos, matérias e notas jornalísticas, compondo um breve histórico de seus trabalhos”, diz Teobaldo.


Serviço:

Exposição “Tela”, de Leila Pugnaloni

Sala 7

Abertura: dia 1º de junho, 19h

www.museuoscarniemeyer.org.br


Paraná. + Arte. 
Ponta Grossa  

 

Elizabeth Titton inaugura dia 29  de maio 2023.

“Muirapiranga no Paraná”, no Museu Campos Gerais, em Ponta Grossa

 

Elizabeth Titton

Exposição é composta por esculturas e gravuras relativas aos estudos dos indígenas do Xingu e oferece recursos de acessibilidade como etiquetas e apostilas em braile, audiodescrição e réplicas táteis

 

Inaugura nesta segunda, 29/05, às 19 horas, a exposição “Muirapiranga no Paraná”, da artista visual e escultora Elizabeth Titton, no Museu Campos Gerais, em Ponta Grossa, após ter circulado por outras cidades do Paraná: Curitiba, Cascavel e Toledo.

 

 

A coleção é composta por 21 esculturas de 40 cm de altura e 15 gravuras relativas aos estudos dos indígenas do Xingu e terá recursos de acessibilidade para pessoas com baixa visão, com etiquetas em braile, colocadas nas bases das esculturas, além do texto do catálogo com a mesma adaptação.

 

Além disso, contará com códigos virtuais (QR code) para todo o material da mostra, que levam a um canal no Youtube onde estão áudios explicativos sobre o processo de criação e texto crítico:  https://www.youtube.com/channel/UCtJd9NvSoFpy3BLdNXY838g

 

Acesso à cultura

A questão da acessibilidade contempla e dialoga com a estrutura das cidades e dos museus por onde passou, mas principalmente possibilita a fruição de públicos que convencionalmente não são contemplados pelos museus.

A partir de recursos como a audiodescrição, braile, réplicas táteis e da organização de oficinas com crianças de escolas públicas, “Muirapiranga no Paraná” proporciona uma experiência democrática de acesso à cultura.

 

Muirapiranga

 

O nome Muirapiranga é um tributo às árvores e em especial à árvore amazônica também conhecida como pau-rainha, com sua madeira vermelha que remete à cor da ferrugem das esculturas oxidadas.

A coloração vermelha da Muirapiranga é representada pelo tom de ferrugem das esculturas em metal, resultando em uma mistura da espacialidade da natureza e do universo do urbano, da eternidade do metal e da efemeridade das formas, que percorrem elementos que remetem à mitologia – árvores, folhas, flores, água, peixes, pássaros, nuvens e estrelas.

 

Altamente resistente a infecções de fungos e cupins, mas de fácil trato para trabalhos manuais, a Muirapiranga, árvore amazônica similar ao pau-brasil, pode ser associada à resiliência dos povos originários, ancorada em suas sensibilidades, territorialidades e na relação com a natureza. A árvore é utilizada para a confecção de instrumentos por sua qualidade e dureza.

 

Titton quer completar a experiência de perceber o mundo, conforme o pensamento do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty, alertando de que a ciência é sua expressão segunda, pois, primeiro, existem os rios e as montanhas, depois os mapas que os representam, além de refletir sobre a crescente cegueira do homem moderno perante o mundo que habita.

A artista reflete sobre o conteúdo da mostra: “As florestas, sempre tão discutidas e pouco preservadas no mundo e no Brasil, existem para nós como uma realidade? Nós, seres urbanos, em nossa maioria apenas as conhecemos por sua representação. A floresta real não nos é vivenciada. Chega a nós pelas mídias. Talvez por isso não sejamos tocados por todos os apelos contra a devastação e eliminação da vida silvestre, já que temos a impressão de que nunca dependemos dela para nossa sobrevivência?”, indaga Titton.

 

 

Sobre a artista

Elizabeth Titton é escultora. Graduada em Administração de Empresas pela UFPR 1972, em Pintura pela EMBAP 1982. Especialista em Sociologia e Economia pela PUC/PR 1988. Mestre em Educação pela UFPR 2000. Diretora do MAC Paraná 1984/87. Criadora do Espaço Cultural "Pró-Criar"1988. Professora do Curso Superior de Escultura da EMBAP por 16 anos. Orientadora de pesquisas na EMBAP.

 

 

Apoio

­Este projeto foi aprovado pelo Programa Estadual Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE), da Secretaria da Cultura do Estado do Paraná, e conta com apoio do Governo Municipal de Toledo e Havan; Produção do Cultural Office. O logotipo da exposição Muirapiranga no Paraná foi criado por Susana Mezzadri.

 

Visitação

“Muirapiranga no Paraná” ficará aberta ao público até o dia 29 de julho de 2023, com visitação de terça a sábado, das 9h às 11h30 e das 13h30 às 17h, com entrada gratuita.

 

Crédito da foto de Elizabeth Titton: Hay Graphiks

Crédito das fotos das obras com a artista: Celso Renato Dias

 

 

Serviço:

Abertura da exposição “Muirapiranga no Paraná”, de Elizabeth Titton

Data: 29 de maio de fevereiro de 2023, segunda-feira

Horário: 19h

Local: Museu Campos Gerais

Endereço: Rua Engenheiro Schamber 686 - Centro

https://www2.uepg.br/museu

 

Visitação:

Até dia 29 de julho de 2023

Terça a sábado, das 9h às 11h30 e das 13h30 às 17h

Entrada gratuita

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