Espíritos vadios: inspiração dos anos 80 sem mocinhas nem vilões clichês
De hackers a coronéis modernos, romance do escritor André L. Nakamura satiriza hipocrisia e superficialidade
Quando hackers, mentalistas, advogados, mafiosos, profissionais do sexo e autoridades religiosas são envolvidos na morte de Toni e Alexandre, dois dos mais temidos coronéis da Paraíba, cabe respectivamente às viúvas Marcília e Valquíria protegerem os legados dos maridos durante uma guerra entre seus sucessores. Nesta atmosfera ausente de mocinhas ou mocinhos a serem salvos de vilões, o escritor André L. Nakamura cria, no lançamento Espíritos Vadios, um cenário repleto de conflitos de interesses, denunciando pressões sociais e desigualdades estruturais.
Imagine que uma pessoa idêntica a você pode estar por aí, com a sua aparência, memórias e voz... mas, intenções bem diferentes. Daniel cresceu ouvindo histórias estranhas da família, mas foi só quando retornou à Baía dos Lagartos, já adulto, que entendeu o peso real das falas do avô, Tadeu. O idoso acredita que existe uma passagem entre mundos escondida na região – uma fenda por onde doppelgängers, cópias malignas de pessoas reais, atravessam livremente. 




