quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Aconteceu.

 São Paulo.

Modern Construction Show encerra segunda edição com conteúdo técnico, público qualificado e avanço da construção industrializada.

Realizado de 29 de setembro a 1º de outubro, no Distrito Anhembi, evento reuniu arquitetura, engenharia, construção, incorporação, indústria, fornecedores e academia em torno de soluções para aumentar produtividade, previsibilidade e eficiência no setor

O Modern Construction Show encerrou sua segunda edição, realizada de 29 de setembro a 1º de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, reafirmando seu posicionamento único no mercado brasileiro: ser a única plataforma agnóstica que une, em um mesmo ecossistema, os múltiplos sistemas construtivos industrializados.

Ao longo de três dias, de 29 de setembro a 1º de outubro, o evento promoveu a convergência entre concreto pré-fabricado, estruturas metálicas, madeira engenheirada, sistemas modulares e soluções híbridas, mostrando que o futuro da construção civil é industrializado e integrado.

"A segunda edição do Modern Construction Show demonstrou a maturidade de um evento desenhado para unir, e não dividir. A industrialização não pertence a uma única tecnologia ou bandeira; o futuro do setor é híbrido, inteligente e altamente produtivo. O MCS criou o ambiente neutro e plural onde quem especifica, quem projeta, quem fabrica e quem constrói se encontram para tomar decisões estratégicas e mover a construção civil brasileira para o futuro", destaca Renato Cordeiro, Head de Portfólio de Eventos B2B nos segmentos Indústria e Construção da Francal.

A programação foi um dos principais ativos da edição. O evento reuniu especialistas reconhecidos em suas respectivas áreas para discutir os desafios e as oportunidades da industrialização a partir de diferentes perspectivas. Entre os destaques estiveram os Seminários AsBEA-SP, promovida pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura – Regional São Paulo (AsBEA-SP), com discussões sobre industrialização, sustentabilidade, previsibilidade, novos papéis dos profissionais e o impacto das decisões de projeto no desempenho dos empreendimentos.

Outro destaque foi a discussão sobre construção industrializada no setor público, que reuniu representantes de órgãos responsáveis por habitação, saúde e educação. O painel mostrou como sistemas industrializados podem contribuir para programas de grande escala e para a redução dos prazos de execução, em um contexto de demandas crescentes por infraestrutura e habitação.

A programação também trouxe análises sobre o avanço da industrialização no mercado brasileiro. Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, apresentou dados do Índice Geral de Industrialização da Construção (IGIC), mostrando a evolução da adoção de sistemas industrializados no país e, ao mesmo tempo, a dimensão do desafio para elevar a produtividade do setor.

A programação técnica também incluiu o Seminário da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic); que debateu o uso da pré-fabricação de concreto em projetos habitacionais e residenciais e a integração entre academia e indústria; o Construmetal Pocket, iniciativa da Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM), que tratou de temas relacionados à construção metálica; e o Seminário da Associação Brasileira da Construção Industrializada em Madeira Engenheirada (Abracime), que ampliou a discussão para a madeira engenheirada e suas aplicações em projetos de diferentes portes e tipologias.

Para Éberson Cosso, presidente da Labor, a realização conjunta da exposição e da programação de conteúdo foi um dos pontos positivos da edição. Na avaliação de Fábio Nardi, superintendente da Marko Roll-on, a feira cumpre um papel de atualização de toda a cadeia, ao permitir que profissionais, usuários e clientes conheçam as soluções industriais disponíveis hoje no Brasil. “Ao mesmo tempo, temos estudantes e profissionais que estão começando no setor e que serão os clientes do futuro. Ter um ambiente que gere essa conexão e atualização é muito importante".

Feira aproxima expositores de potenciais clientes

A percepção dos expositores reforçou outro aspecto valorizado nesta edição: a qualificação dos visitantes. Arquitetos, engenheiros, construtores, incorporadores, projetistas, especificadores, autoridades e gestores públicos e profissionais ligados à gestão e à tomada de decisão estiveram entre os perfis presentes na feira, favorecendo conversas técnicas e a identificação de oportunidades de negócios. “Considero a Modern Construction Show uma feira qualificada para networking com bons conteúdos e nossa ideia é continuar participando desta feira”, afirmou Luis Virgile, diretor comercial da Premovale.

Leonardo Barbosa, gestor de suprimentos da Leonardi, também ressaltou o caráter técnico dos visitantes. “A feira foi surpreendente, técnica, com os pré-fabricadores de concreto e o público mais técnico sabendo o que está procurando. Foi bem positivo até para os visitantes qualificados que não conheciam nossa solução”, disse.

Na CS Sistemas, especializada em software para fábricas e indústrias de pré-moldados, o contato com projetistas e engenheiros também foi considerado um dos principais resultados da participação. “Para nós, a feira foi bem assertiva com público qualificado e tivemos a oportunidade de conversar com nossos prospects”, avaliou Fábio Campos, sócio fundador da empresa.

“Em termos de qualificação do público, entendemos que a feira foi bastante positiva. Vimos muitos especificadores técnicos, o que também agregou valor ao evento”, comentou Anestine Jaeger, diretora industrial da empresa.

A Trimble Brasil levou um portfólio integrado de tecnologias para diferentes etapas dos projetos estruturais. Segundo Carlos Costa, diretor técnico-comercial da empresa na área de Engenharia de Estruturas, “tivemos um nível de conversa muito alto e qualificado, o que permitiu discutir de forma mais aprofundada as necessidades e os desafios dos profissionais do setor”.

A mesma percepção apareceu entre empresas de outros segmentos. Luana Cavaca, especialista em Estratégia Comercial da ArcelorMittal, destacou a oportunidade de conversar diretamente com engenheiros, diretores e arquitetos que participam das decisões de compra e especificação. Para Cristiana Auradou, gerente de Marketing e Relacionamento da PREFAB, a participação foi marcada por um público “mais direcionado”, que chegou à feira com projetos e questões técnicas.

MCS abre espaço para a madeira engenheirada

Uma das novidades da segunda edição foi o espaço dedicado à madeira engenheirada, incorporando ao Modern Construction Show uma terceira frente tecnológica ao lado das estruturas metálicas e do concreto pré-fabricado. A presença de empresas e especialistas do segmento permitiu apresentar aplicações em edifícios residenciais e corporativos, aeroportos, restaurantes e projetos híbridos.

“A madeira nunca teve um espaço como esse. Estar aqui no Modern Construction Show é fantástico não somente para mostrar o nosso material, mas também para fazer sinergia com os outros. A madeira tem ganhado forma através de sistemas híbridos. Desse modo, o evento é importante para conversar e também para mostrar o nosso trabalho e o grande potencial da madeira”, destacou Calil Neto, CEO da Rewood.

Hélio Olga ressaltou a importância de ampliar o conhecimento do setor sobre essa alternativa. “O mais importante é o setor saber que também é possível industrializar em madeira, não só em aço ou pré-moldado de concreto. A madeira é uma terceira possibilidade, que permite grandes resultados".

Para João Casari, Advocacy Manager da Saint-Gobain Brasil, a presença da madeira engenheirada representa uma evolução importante no mercado brasileiro. “É sensacional um evento que trata de industrialização na obra. A Saint-Gobain fora do Brasil trabalha muito o mercado de madeira engenheirada, enquanto no Brasil é um mercado que está sendo conhecido. Ou seja, é inovação, industrialização, sustentabilidade, tudo num pacote só".

 

Sobre a Francal

A Francal foi fundada em 1969, na cidade de Franca, no interior de São Paulo. Atualmente, conta com um portfólio de 16 eventos e, há 56 anos, contribui para o fomento do desenvolvimento econômico e social do país. Maior promotora de eventos 100% brasileira, a Francal atua em 15 diferentes setores, conectando a indústria brasileira ao varejo e a importadores dos cinco continentes. Reúne negócios, conhecimento, soluções e serviços para o B2B, sempre em sintonia com as demandas de um setor em constante transformação.

 


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