| Monique Evans. |
Entenda o que é o minilifting realizado por Monique Evans e como funciona o procedimento.
Cirurgião plástico explica as indicações da técnica, os efeitos esperados e os principais cuidados durante a recuperação.
Um vídeo compartilhado por Monique Evans nas redes sociais chamou atenção para o período de recuperação após um procedimento facial. A apresentadora de 70 anos relatou que o aplicativo do banco não reconheceu seu rosto durante uma tentativa de realizar um pagamento por Pix. A situação está relacionada às mudanças temporárias provocadas pelo inchaço e pelas alterações nos contornos faciais comuns aos primeiros dias do pós-operatório.
O episódio também despertou dúvidas sobre o minilifting, técnica cirúrgica indicada principalmente para casos de flacidez leve a moderada no terço inferior da face, na linha mandibular e, em algumas situações, no pescoço. Segundo David Di Sessa, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o edema do período inicial pode modificar temporariamente volumes, contornos e pontos utilizados pelos sistemas de reconhecimento facial.
“Nos primeiros dias, o edema altera temporariamente volumes, contornos e pontos usados pelos sistemas de biometria. Isso não significa que a aparência ficará irreconhecível após a recuperação. O aspecto inicial não representa o resultado da cirurgia, que surge gradualmente conforme o inchaço diminui e os tecidos se acomodam”, explica.
O minilifting utiliza incisões menores, geralmente posicionadas ao redor das orelhas, e permite o reposicionamento de tecidos profundos. A extensão da cirurgia varia de acordo com a anatomia de cada paciente, a qualidade da pele e as áreas que precisam ser tratadas. “A indicação não é definida apenas pela idade, mas pelo grau de flacidez, pela posição dos compartimentos de gordura e pela perda de contorno facial. Há pacientes mais jovens que apresentam queda precoce e pessoas mais velhas com boa sustentação. A avaliação mostra se um minilifting atende à necessidade ou se é indicado outro procedimento para garantir um melhor resultado”, afirma Di Sessa.
Entre os efeitos esperados estão a melhora da linha mandibular, a redução do excesso de pele e uma maior definição da transição entre face e pescoço. Por envolver uma área mais delimitada, o minilifting pode ter uma recuperação mais curta do que a de um lifting facial completo. A técnica, porém, não substitui abordagens mais amplas quando existe flacidez acentuada e exige avaliação médica, exames prévios, anestesia e acompanhamento no pós-operatório.
Inchaço, manchas arroxeadas, sensibilidade e sensação de repuxamento podem ocorrer nos primeiros dias após a cirurgia. A intensidade e a duração desses efeitos variam de acordo com cada paciente e com a extensão do procedimento. “O paciente não deve massagear, apertar ou tentar acelerar a redução do inchaço por conta própria. Medicamentos, higiene das cicatrizes e retorno às atividades precisam seguir a prescrição. Também é importante evitar sol, calor intenso, cigarro e esforço físico, porque esses fatores podem aumentar sangramento, inflamação e alterações na cicatrização”, orienta o cirurgião plástico.
Repouso, dormir com a cabeça elevada, manter uma alimentação equilibrada e boa hidratação e suspender exercícios físicos pelo período determinado pelo médico também fazem parte dos cuidados. Faixas e curativos devem ser utilizados somente pelo tempo indicado pelo cirurgião.
Para Di Sessa, além dos cuidados no pós-operatório, a segurança começa antes mesmo da cirurgia. “Procedimentos cirúrgicos devem ser indicados e realizados por profissionais habilitados, em ambiente adequado e com acompanhamento médico. O paciente deve pesquisar a formação do especialista, verificar se ele é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e conversar abertamente sobre indicação, técnica, riscos e expectativas antes de tomar uma decisão”, conclui.
Sobre o especialista CRM-SP 112566 |
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