segunda-feira, 25 de maio de 2026

Exposição.

 Cidade Brasília.

Grande exposição em Brasília homenageia 50 anos de carreira de Araquém Alcântara, precursor da fotografia de natureza no Brasil

Obras do fotógrafo ocuparão a sede do Superior Tribunal de Justiça, onde haverá também lançamento editorial comemorativo

No próximo dia 01 de junho, o fotógrafo Araquém Alcântara abre exposição e faz noite de autógrafos na sede do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. A exposição reunirá imagens em grandes formatos (2,20 m x 1,50 m), selecionadas para celebrar 50 anos de carreira do artista. Há registros da Amazônia, da Mata Atlântica e de outros biomas, bem como cenas do cotidiano do povo brasileiro.

Dedicado à sensibilização do público em relação a questões ambientais, Araquém Alcântara foi o primeiro fotógrafo a registrar todos os parques nacionais brasileiros, tendo sido também pioneiro na documentação visual dos ecossistemas e unidades de conservação do país. 

                                   Araquém Alcântara lança obra-manifesto                                                     

Livro de 50 anos de carreira é uma "crônica visual da beleza e do horror"

         O fotógrafo Araquém Alcântara comemora, aos 75 anos, cinco décadas de trajetória,  com o lançamento de um livro seminal que, segundo o curador Eder Chiodetto,  pontua imagens de flagrante beleza do povo brasileiro, o desmatamento das florestas e os efeitos das mudanças climáticas nos biomas nacionais.

         Reunindo 220 imagens em mais de 500 páginas, o volume sintetiza um percurso que começou em Santos, no litoral paulista, nos anos 1970, e atravessa florestas, rios e serras, em um projeto de vida dedicado à documentação e à defesa da natureza brasileira.

         Araquém construiu um acervo com cerca de 500 mil imagens, que forma hoje um dos mais importantes patrimônios visuais da biodiversidade do país, desvendando a Mata Atlântica, o Cerrado, a Caatinga, o Pantanal, os Pampas, a Amazônia e seus povos. 

         Com 62 livros autorais, 75 exposições individuais,  mais de 40 prêmios nacionais e internacionais, obras nos acervos do Masp, Pinacoteca de São Paulo, MAM-SP, Centro Georges Pompidou e Museu Britânico, o inquieto artista consolidou a dimensão ética e estética rara de seu trabalho — um manifesto pela vida, que se mantém pulsante e necessário.

         “O verdadeiro fotógrafo deve escolher o caminho com o coração e nele viajar incansavelmente”, escreveu Araquém em um de seus textos. "Só na Amazônia, estive mais de 100 vezes, desde 1971.” Todo esse movimento se tornou o eixo espiritual de sua produção, marcada pela devoção à luz, à paisagem e à consciência.

                                                                 Da epifania à insurgência: as origens de um olhar

         O livro revisita as primeiras imagens feitas no cais de Santos, onde prostitutas, marinheiros e estivadores inauguraram o universo do fotógrafo, e avança até as fotos mais recentes das queimadas na Amazônia e no Pantanal. Entre esses extremos, destaca-se a fotografia que se tornaria um ícone — a foto de capa feita em 1980, retratando seu pai, Manoel Alcântara, em protesto contra a instalação de usinas nucleares na Juréia.

         A imagem — hoje símbolo da crítica à política energética e à destruição ambiental — marca o início da fase autoral de Araquém, que revela sua vocação para a fotografia como ato de combate e gesto poético.

         A cena, descrita por Chiodetto como “um instante de epifania e insurgência”, foi o ponto de inflexão que transformou o repórter em um "andarilho da luz". “Ali se consolidou o caminho a ser seguido — investir toda sua energia de artista em nome de uma causa que, mesmo quando parece fadada ao fracasso, segue ecoando nas elipses do tempo”, escreve o curador.

                                                                                     A obra-manifesto

         “Entre epifanias e apocalipses”, como resume um dos textos críticos, o livro revela a grande travessia de Araquém — 50 anos de fotografia para iluminar os 500 anos da terra chamada Brasil. São imagens que registram a beleza da flora e fauna e também a miséria, o terror causado pela poluição em Cubatão, a devastação das matas e dos biomas.

         Fotografias que impõem a reflexão: “Sou um artista de combate, cúmplice dos injustiçados. Minhas fotos são um canto de amor à natureza e ao povo brasileiro”, escreve Araquém.

         Adolescente nos final dos anos 1960, quando leu Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, Araquém gravou na memória um dos trechos, que norteou seu foco: “Como é que posso com este mundo? A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo no meio do fel do desespero.” O escritor forjou o percurso do fotógrafo, que transformou sua câmera em instrumento de resistência.

 

SERVIÇO:

Inauguração da exposição “O Brasil de Araquém Alcântara” e lançamento do livro  "50 anos de fotografia"

Data: 1º/06/2026

Horário: 19h

Local: Mezanino do Edifício dos Plenários - Superior Tribunal de Justiça

 

Informações para a Imprensa:

Carolina Campos  

cel11 96574-2323

e-mail: carolqfcampos@gmail.com

 

Raquel Luccat 

cel11 99153-7937

e-mail: raquelluccat@uol.com.br



 Onça-Pintada (panthera onca)Presidente Figueredo. AM 2020 Seca Extrema Igarapé Tumbira. Rio Negro. AM 2023
Visualizar todas as imagens em alta resolução





CAROLINA CAMPOS
carolqfcampos@gmail.com
(11) 96574-2323





Você está recebendo este email por estar cadastrado nas editorias Notícias de Entretenimento.
Caso não trabalhe mais com estas editorias, altere aqui seu cadastro ou se este conteúdo não tem relação com estas editorias, reporte aqui.
Caso não queira receber mais conteúdos cancele aqui sua inscrição.

Nenhum comentário: