quinta-feira, 21 de maio de 2026

 CASACOR Paraná apresenta plano estruturado de sustentabilidade em mostras de decoração no país .


A CASACOR Paraná amplia sua atuação ambiental em 2026 com a implementação de um plano estruturado de sustentabilidade. A iniciativa aprofunda práticas já adotadas pela operação e avança para novas frentes, como inventário de emissões de carbono, compensação ambiental, rastreabilidade de materiais, soluções energéticas e ações de conscientização. 

Realizada em Curitiba, cidade reconhecida mundialmente pela gestão de resíduos e por diretrizes rigorosas de separação e destinação, a CASACOR já vinha operando alinhada às exigências municipais. Nos últimos três anos, estabeleceu parceria com o programa Resíduo Zero da Prefeitura Municipal. Em 2026, a parceria com a GT Building, empresa que carrega a Sustentabilidade em seu DNA, consolida e expande essa atuação com uma abordagem integrada, que organiza processos e amplia o impacto das ações. 

A instalação da CASACOR Paraná em um terreno da incorporadora, apoiadora local da edição, reforça o alinhamento da mostra com práticas sustentáveis no setor. A GT Building lidera a compensação integral das emissões de carbono geradas ao longo da montagem, operação e desmontagem do evento, em parceria com a Forte Desenvolvimento Sustentável, responsável pela elaboração do inventário de gases de efeito estufa (GEE), mapeamento detalhado das emissões e consolidação dos dados para compensação. 

O projeto “CASACOR Paraná rumo à sustentabilidade" é coordenado em parceria com Rose Guazzi, consultora de gestão sustentável. Arquiteta especialista em projetos e construção sustentável, ela tem mais de 20 anos de experiência na área. A iniciativa contempla os três pilares da sustentabilidade — ambiental, social e econômico — e segue a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, que reúne os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas. 

Rose explica que o foco deste ano é mostrar o que está por trás da vitrine de um evento de grande porte como a CASACOR. “Queremos conscientizar o público de que cada um pode contribuir à sua maneira. Pequenas ações, quando somadas, fazem uma grande diferença para o planeta”, afirma. 

Sustentabilidade na prática 

As ações se dividem em três frentes: período de obra, durante a mostra e pós-evento. Todas as etapas são realizadas em conjunto com empresas especializadas e a articulação dessas frentes conta com o apoio de Adriana Kalinowski, coordenadora do projeto Design City Institute, que atua como um hub de soluções e conecta profissionais criativos, startups de tecnologia e empresas do setor. No contexto da

mostra, o instituto funciona como integrador das iniciativas sustentáveis, reunindo e potencializando a atuação de diferentes parceiros. 

O Plano de Gestão de Resíduos Sólidos e Recicláveis atravessa todas essas fases e inclui separação, coleta e destinação adequada dos resíduos. Nesse processo, o Instituto Reciclajuda comercializa materiais recicláveis — como papel, vidro e plástico — para a indústria, que os reinsere na cadeia produtiva. A receita é destinada a cursos profissionalizantes para os carrinheiros cadastrados no projeto e para seus filhos, no contraturno escolar. 

Período de obra 

Durante a fase de implantação, as ações se concentram na estruturação das bases do plano. A gestão de resíduos tem início já na obra, com diretrizes para separação, coleta e destinação adequada dos materiais. Paralelamente, começa o inventário de gases de efeito estufa (GEE), conduzido pela Forte Desenvolvimento Sustentável, com coleta primária de dados junto a arquitetos, fornecedores e demais envolvidos na operação. O processo considera variáveis como transporte de materiais, fretes, deslocamentos diários e consumo energético, garantindo maior precisão no cálculo das emissões. 

A etapa também contempla a estruturação das soluções energéticas da mostra, desenvolvidas pela Energy Trade, incluindo sistemas de geração pontual para a bilheteria (Grid Zero), testes de tecnologias off-grid para carregamento de dispositivos em áreas de descanso (Pit Stop) e aplicações de soluções inovadoras como o uso de produtos hidrofóbicos da Suntech em superfícies expostas. 

Durante a mostra 

Com a abertura ao público, o plano entra em fase operacional. A gestão de resíduos segue ativa, com coleta contínua e destinação adequada ao longo de todo o período expositivo. 

O monitoramento das emissões avança com a consolidação dos dados levantados, enquanto ações educativas e eventos sociais passam a integrar a programação, ampliando a conscientização sobre consumo e impacto ambiental. 

No campo energético, entram em funcionamento soluções como pontos de carregamento off-grid em áreas de descanso, sistemas de geração para a bilheteria (Grid Zero) e tecnologias interativas de captação de energia por meio da movimentação do público, como pisos com geração piezoelétrica, que transformam energia mecânica em eletricidade para acionamento de iluminação em LED — iniciativas implementadas pela Energy Trade. 

Pós-evento

Após o encerramento, o plano se concentra na desmontagem e destinação dos materiais, etapa crítica para o controle ambiental do evento. 

Nesse momento, ganha destaque o processo de rastreabilidade do ciclo de vida dos produtos, desenvolvido com consultoria da Orbis Protocol, que acompanha o percurso dos materiais desde a CASACOR até seu destino final. A CASACOR Paraná é a primeira mostra no mundo a adotar essa tecnologia, incorporando um nível inédito de controle e transparência na destinação de materiais. 

A compensação das emissões de carbono é então efetivada, com base no inventário consolidado ao longo de todas as etapas, por meio de projetos ambientais conduzidos pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental. 

O período também contempla a elaboração de relatórios ESG, reunindo dados de consumo energético, emissões e destinação de resíduos, consolidando os resultados e o legado da iniciativa. 

O impacto na construção civil 

O movimento ganha relevância diante do impacto do setor da construção, responsável por cerca de 37% das emissões globais de CO, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (2022). No Brasil, o cenário também impõe desafios: os resíduos da construção representam entre 40% e 60% do volume de resíduos sólidos urbanos, de acordo com levantamentos recentes da Abrelpe (2021–2023). 

A diretora da CASACOR Paraná, Marina Nessi, destaca o pioneirismo da iniciativa, que inclui a adoção inédita da tecnologia de rastreabilidade da Orbis Protocol. “Curitiba é internacionalmente reconhecida por suas ações voltadas à sustentabilidade. Nós, da CASACOR Paraná, reforçamos nosso compromisso em preservar os recursos naturais e avançar com soluções que ampliam a transparência e o impacto positivo do setor”, afirma.


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