quarta-feira, 11 de março de 2026

 

Os benefícios da iluminação zenital nos projetos de arquitetura.

A arquiteta destaca Isabella Nalon discorre sobre a relevância de contar com

a iluminação natural pelo teto

A iluminação diurna ou noturna propicia a conexão do ser humano com o natural |

Projeto da arquiteta Isabella Nalon | Fotos: Julia Herman​ ​

A forma como a luz entra nos ambientes nunca foi apenas um detalhe na arquitetura. Com a valorização crescente de soluções mais sustentáveis e do bem-estar, a iluminação natural passou a ser cada vez mais considerada nos projetos residenciais e, por isso, a iluminação zenital é bem-vinda para levar luz de maneira mais uniforme e intensa, especialmente quando as aberturas laterais são limitadas.

Para a arquiteta Isabella Nalon, que implementa o recurso para acrescentar esse privilégio aos projetos, trazer a luz natural para dentro de casa faz parte de um conjunto de estratégias que buscam melhorar o desempenho dos ambientes, tanto do ponto de vista funcional, quanto sensorial.

Como ela funciona?

A iluminação zenital é uma técnica que implementa aberturas na cobertura das construções para permitir a entrada de luz natural. Diferentemente das janelas convencionais, que captam lateralmente, esse tipo de solução coopera para a luminosidade diretamente do céu, criando uma iluminação mais homogênea e, muitas vezes, mais intensa.

É a partir dessa lógica que diferentes elementos podem ser aplicados, como sheds, lanternins, cúpulas e as próprias claraboias“Cada um deles responde às necessidades específicas do projeto, variando em formato, intensidade de luz e comportamento térmico”, comenta.

Onde funciona melhor?

Em projetos residenciais, a iluminação zenital, por meio de claraboias, costuma ser indicada para áreas de menor permanência. Banheiros, corredores, halls de entrada e pátios internos são exemplos frequentes, já que se beneficiam da luz natural sem demandar controle constante de luminosidade.

Em edificações comerciais e industriais, a arquiteta explica que a solução ganha relevância ao compensar a ausência de aberturas laterais, contribuindo para uma melhor distribuição da luz em grandes áreas.

Benefícios além da estética

Executado pela arquiteta Isabella Nalon, este banheiro apresenta uma claraboia no teto da

área de banho e compõe com a ampla esquadria de vidro | Foto: Julia Herman​

Além dos benefícios já mencionados, Isabella relata que a iluminação zenital valoriza o projeto arquitetônico, reduz a dependência de iluminação artificial ao longo do dia e coopera para o bem-estar dos moradores.

“Quando bem aplicada, a luz natural transforma a experiência dentro do espaço e ainda colabora com a eficiência energética da edificação”, observa. Outro ponto relevante está na valorização do imóvel, já que ambientes bem iluminados tendem a ser mais atrativos para os compradores.

Cuidados técnicos fazem a diferença

No projeto dessa residência, a arquiteta Isabella Nalon se atentou à análise da luz solar no terreno. Assim, o projeto permite que a luz natural ocupe toda a extensão do corredor que dá acesso aos dormitórios | Fotos: Julia Herman​

Dentro da estratégia de iluminação zenital, a claraboia exige atenção a partir de vários fatores. De acordo com a profissional, a orientação solar, o tamanho da abertura e os materiais escolhidos influenciam diretamente no desempenho térmico e luminoso do ambiente.

Ela também diz que a incidência contínua de luz é positiva, mas demanda controle em alguns casos. Em ambientes como quartos e salas, a instalação de cortinas é uma solução comum para regular o volume de luz ao longo do dia. Tecidos mais leves permitem filtragem parcial, enquanto opções com efeito blackout garantem bloqueio total quando necessário.

No que diz respeito à manutenção, Isabella recomenda a limpeza periódica das superfícies para evitar a perda de eficiência na entrada de luz. Além disso, é preciso prever, ainda na fase de projeto, o acesso à cobertura para facilitar esses cuidados ao longo do tempo.

Materiais e tendências

O vidro segue como o material mais indicado para claraboias, principalmente por sua durabilidade e desempenho térmico, embora apresente custo mais elevado. Já o policarbonato e o acrílico são alternativas mais acessíveis, mas podem exigir manutenção com o passar do tempo, especialmente em função das condições climáticas.

No campo do design, as claraboias acompanham a evolução da arquitetura e passam a assumir também um papel estético mais marcante. “Estruturas metálicas, formatos variados e soluções que criam efeitos de luz e sombra nos ambientes estão entre as tendências atuais”, reforça Isabella. Em alguns casos, também pode incorporar sistemas de ventilação, ampliando sua funcionalidade e contribuindo para o conforto ambiental.

Sobre a arquiteta Isabella Nalon

Com uma carreira sólida e experiência proveniente de mais de 25 anos de trabalho, Isabella Nalon percorreu uma trajetória de muitos estudos e pesquisas na área de Arquitetura e Decoração. Iniciou sua carreira atuando como arquiteta na Alemanha e, em 1998, inaugurou seu escritório em São Paulo. Se especializou em projetos arquitetônicos residenciais, comerciais e de decoração de interiores. Possui uma visão plural e ampla de diferentes culturas e públicos, o que se tornou um diferencial em seu percurso profissional. Cada projeto desenvolvido pelo escritório é único, com muita harmonia, elegância e criatividade. Frequentemente, tem obras reconhecidas e publicadas por renomados portais e revistas de arquitetura e decoração, consolidando o escritório na lista dos mais importantes da capital paulista.

 

Instagram: @isabellanalon

Site: www.isabellanalon.com

Youtube: Isabella Nalon

Tel.: (11) 94453-5500

MARÇO / 2026


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