Creatina, humor e saúde mental: o que a ciência vem mostrando
Pesquisas recentes têm investigado o papel da creatina como coadjuvante na saúde mental, especialmente em mulheres. Os achados sugerem que a suplementação pode:
- melhorar a eficiência energética das células cerebrais
- aumentar a resiliência do cérebro ao estresse
- potencializar a resposta a tratamentos antidepressivos
- contribuir para melhora do humor em quadros leves a moderados de depressão
É importante destacar: a creatina não é um hormônio nem um antidepressivo, mas atua criando um ambiente metabólico mais favorável ao funcionamento cerebral.
“Quando o cérebro tem energia suficiente, ele funciona melhor. Isso impacta memória, foco e até a forma como lidamos com o estresse”, explica o médico nutrólogo Dr. Gustavo de Oliveira Lima.
Função cognitiva: memória, foco e clareza mental
Outro campo em expansão é o efeito da creatina sobre a função cognitiva. Estudos indicam benefícios especialmente em situações de alta demanda mental, como:
- estresse prolongado
- privação de sono
- fadiga mental
- períodos de grande exigência intelectual
Para mulheres que relatam dificuldade de concentração, lapsos de memória ou sensação de esgotamento mental, a creatina surge como uma estratégia simples e acessível de apoio metabólico cerebral.
E os hormônios? Onde a creatina entra nessa equação
Embora a creatina não atua diretamente como reguladora hormonal, ela pode contribuir de forma indireta para o equilíbrio do organismo. Ao melhorar a eficiência energética celular e reduzir o estresse metabólico, o corpo passa a lidar melhor com flutuações hormonais, especialmente aquelas relacionadas ao cortisol e à sensibilidade à insulina.
“O erro comum é esperar que um suplemento ‘corrija hormônios’. O que a creatina faz é ajudar o corpo a funcionar melhor como um todo, e isso favorece o equilíbrio hormonal”, esclarece Dr. Gustavo.
Segurança e uso consciente
A creatina é um dos suplementos mais estudados do mundo, com excelente perfil de segurança quando utilizada corretamente em pessoas saudáveis. Não há evidências de que cause danos renais em indivíduos sem doença prévia, nem de que provoque alterações hormonais indesejadas.
Ainda assim, a orientação médica é fundamental, especialmente para ajustar doses, avaliar contexto clínico e integrar a suplementação a um plano de saúde mais amplo.
Para muitas mulheres, o cansaço mental, a oscilação de humor e a dificuldade de foco não são sinais de fraqueza, mas de um organismo trabalhando com reservas limitadas.
A creatina, por muito tempo subestimada no universo feminino, começa a ocupar um novo espaço: o de aliada da saúde cerebral e do bem-estar mental.
“Cuidar do cérebro feminino exige entender suas demandas metabólicas. E às vezes, o que falta não é força de vontade, é energia celular”, conclui o Dr. Gustavo de Oliveira Lima.
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