Crônicas inspiradas em Millôr Fernandes refletem sobre relacionamentos, envelhecimento e finitude.
Livro "Ninguém solta a alça do caixão de ninguém" retrata inquietações sobre as relações humanas com referências a Luis Fernando Verissimo, Fernanda Torres e Vinícius de Moraes
A morte de um dos integrantes de um grupo de amigos altera a rotina no Bar do Susso, onde eles se encontravam religiosamente. Como o falecido era português e não tinha parentes no Brasil, a turma decidiu organizar o velório e passar a madrugada no salão paroquial. O tempo frio e a escassez de piadas ao longo das horas fizeram com que alguém sugerisse uma bebida para esquentar a noite. No fim, acabaram todos no bar — inclusive o morto — envoltos por lembranças das histórias engraçadas, até que um soltou: Ninguém solta a alça do caixão de ninguém.