terça-feira, 14 de julho de 2026

Contemporaneidade

 


Na sala 7 de MON, Bienal de Curitiba discute os limites do futuro.

“Algoritmos do Humano: Imagem e Novas Presenças” e “Tecnologias da Natureza: Arte, Ciência e Futuros Sustentáveis” aproxima artistas de diferentes países para investigar como algoritmos, ecologia e tecnologias ancestrais transformam nossa forma de existir

Curitiba, julho de 2026 | A inteligência artificial já produz imagens, interpreta comportamentos e interfere em decisões cotidianas. Ao mesmo tempo, a emergência climática obriga a repensar a relação entre desenvolvimento tecnológico e preservação ambiental. Na Sala 7 do MON, a 16ª Bienal Internacional de Curitiba, esses dois movimentos se encontram pela perspectiva da arte contemporânea. A Bienal prossegue até 15 de novembro, ocupando vários espaços do MON (incluindo o Olho) e de outras instituições culturais de Curitiba e Santa Catarina. 

Reunindo duas exposições - “Algoritmos do Humano: Imagem e Novas Presenças” e “Tecnologias da Natureza: Arte, Ciência e Futuros Sustentáveis” - o espaço transforma o conceito curatorial LIMIARES em uma experiência concreta, aproximando inteligência artificial, ancestralidade, ciência, ecologia e novas formas de imaginar o futuro.

"LIMIARES propõe habitar as zonas de transição, onde fronteiras entre humano e máquina, natureza e tecnologia deixam de ser fixas para abrir espaço a novas formas de convivência", afirmam as curadoras Adriana Almada e Tereza de Arruda.

Reunindo artistas brasileiros e internacionais, a Sala 7 demonstra como essas transformações impactam diferentes culturas, mas convergem em inquietações comuns: quem produz as imagens que consumimos? Como preservar a biodiversidade em uma era de automatização? O que permanece humano quando máquinas passam a criar, interpretar e decidir?

Na primeira exposição, “Algoritmos do Humano”, fotografia, vídeo, pintura, escultura e inteligência artificial ampliam as possibilidades da imagem contemporânea. Fernando Aidar utiliza conceitos da microbiologia e sua ancestralidade em uma escultura em cerâmica que tensiona natureza e tecnologia; Carlos Amorales transforma a máscara em metáfora dos algoritmos que moldam relações sociais; Panmela Castro cria pinturas inspiradas nos sonhos narrados por uma inteligência artificial; Mayara Ferrão utiliza IA para reconstruir histórias de afeto apagadas pelo colonialismo; Tom Lisboa investiga as subjetividades produzidas por chatbots; Jaqueline Duhr revela os vieses dos sistemas biométricos; Alessandra Bergero revisita seu próprio arquivo fotográfico com ferramentas de inteligência artificial; enquanto Joseca Yanomami apresenta narrativas visuais que preservam cosmologias indígenas resistentes às interferências tecnológicas.

Se a primeira mostra investiga as tecnologias produzidas pelos seres humanos, a segunda inverte a perspectiva. “Tecnologias da Natureza” parte da ideia de que os próprios ecossistemas carregam formas sofisticadas de inteligência e organização.

Obras de Giselle Beiguelman, Armarinhos Teixeira, Jack Holmer, Sunjeong Hwang e Kira Xonorika reuniem pesquisa científica, robótica, inteligência artificial, visualização de dados e conhecimentos ancestrais para refletir sobre biodiversidade, preservação ambiental e coexistência. Em vez de opor natureza e tecnologia, os artistas demonstram como ambas podem atuar como formas complementares de compreender o mundo.

O resultado é uma sala em permanente estado de diálogo. Algoritmos convivem com cosmologias indígenas; esculturas em cerâmica encontram sistemas digitais; plantas invasoras dialogam com inteligência artificial; organismos microbiológicos dividem espaço com imagens produzidas por máquinas.

Neste mix de possibilidades, a Sala 7 convida o visitante a imaginar futuros possíveis. Um futuro em que tecnologia e natureza deixem de representar polos opostos para constituírem novas formas de conhecimento, sensibilidade e existência.

A 16ª Bienal Internacional de Curitiba é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal - Do lado do povo brasileiro, MON, MAC Paraná e Paraná Festival - Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) - Governo do Paraná. Apoio: Fundação Cultural de Curitiba (FCC) - Prefeitura de Curitiba. Acompanhe pelos sites www.16bienaldecuritiba.org, www.curitibaartweek.com e pelas redes sociais no Instagram @bienaldecuritiba @cubic.bienal e @curitibaartweek, no Facebook @bienaldecuritiba, no Linkedin @bienaldecuritiba e no Tik Tok @bienaldecuritiba

SOBRE A BIENAL DE CURITIBA I A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba é um dos principais eventos de arte da América Latina e uma plataforma de referência para a produção e o pensamento contemporâneo. Realizada desde 1993, ocupa museus, galerias e espaços públicos com uma programação que reúne exposições, performances, instalações e ações educativas. Com forte vocação para o diálogo internacional, a Bienal conecta artistas de diferentes países e promove encontros entre produção local e global. Ao longo de sua trajetória, já recebeu nomes como Marina Abramović, Julio Le Parc, Louise Bourgeois, Anish Kapoor e Cildo Meireles. Além do circuito expositivo, destaca-se pelo impacto cultural e educativo, com programas de formação e ampliação de acesso à arte. Em sua última edição presencial, reuniu mais de um milhão de visitantes, consolidando Curitiba como um polo relevante no circuito internacional da arte contemporânea. 

Serviço:

16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES

Sala 7 I Museu Oscar Niemeyer (MON) -  Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico, Curitiba

Exposições
Algoritmos do Humano: Imagem e Novas Presenças
Tecnologias da Natureza: Arte, Ciência e Futuros Sustentáveis

Curadoria
Adriana Almada e Tereza de Arruda

Visitação
Até 15 de novembro de 2026

Ingressos
R$ 36 (inteira)
R$ 18 (meia-entrada)

Gratuito
Quartas-feiras e no último domingo de cada mês.


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