quarta-feira, 5 de abril de 2023

Aconteceu

 


Athletico leva jogadores da base pela primeira vez ao teatro no Festival de Curitiba



Jogadores no Festival de Curitiba. .

Um grupo de 55 jogadores das categorias de base do Club Athletico Paranaense conheceu o Teatro Guaíra pela primeira vez na noite desta segunda-feira (3), durante a apresentação de “O Bem-Amado Musicado”, peça da Mostra Lucia Camargo do Festival de Curitiba.


Os atletas, que fazem parte das Sub 17 e Sub 20 do clube, ocuparam um canto do segundo balcão do Guairão e viram as peripécias do coronel Odorico Paraguaçu para construir um cemitério em Sucupira, na versão musical do texto de Dias Gomes, com Cassio Scapin no papel principal, direção de Ricardo Grasson e músicas de Zeca Baleiro e Newton Moreno.

A ação é uma iniciativa do clube através de seu departamento de Desenvolvimento Humano, explica a pedagoga Carolina Rodrigues. Foi dela a missão de comandar a expedição dos meninos rubro-negros ao Festival de Curitiba pelo segundo ano consecutivo.

Em 2022, os jogadores da base já haviam visto três peças da Mostra Lucia Camargo e um grupo de atletas com idade infantil esteve no MishMash, o braço do Festival dedicado às artes circenses.
Nesse ano, porém, além do grupo ser maior, o tema da peça era mais “adulto”. “Eles já têm 17 anos e já são crescidinhos já dá pra encarar uma peça de outro tipo”, disse Carolina.

Os “piás do Caju”, como são chamados em referência ao nome do Centro de Treinamento do clube, no bairro do Ganchinho, onde todos moram, chegaram de ônibus meia hora antes da peça começar. Na entrada, tiraram muitas selfies com espectadores atleticanos numa agitação incomum no hall do Guairão.

Tudo controlado por Carolina: “Eles são tranquilos. 90% nunca tinha ido ao teatro. Metade é de outros estados do brasil como Pará, Sergipe, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro… Além de conhecerem a cidade, é uma oportunidade única de conhecer o Teatro Guaíra. Eu mesmo nunca tinha vindo aqui”, disse.

“Não, nunca tinha entrado em um teatro. É minha primeira vez”, disse Vitinho, meia atacante do time Sub 17 do Athletico Paranaense. O menino nascido em Borborema (SP) e que mora em Curitiba desde junho do ano passado também estava conhecendo o centro da cidade. “Acho que vai ser uma experiência legal. É um lugar muito bonito. Vai ser da hora”, disse.

Inscrito na lista de 50 jogadores do Athletico na Copa Libertadores 2023 que começa nesta terça (4), Leonardo Derick queria saber antes da peça se podia comer pipoca dentro do teatro. Quando descobriu que só era permitido comer no hall e não nas poltronas, desistiu. No Athletico desde 2018, o lateral de 17 anos é uma promessa do clube e não tinha ideia do que viria, mas achava que podia ser legal. “Tudo isso é novo pra mim”.

Dentro e Fora do Campo

Estes jogadores são nascidos entre 2005 e 2007, ou seja, na metade da história do Festival de Curitiba que neste ano completa 31 anos. A maioria tem um ano a menos que o grande craque do Furacão, o atacante Vitor Roque, que já está na seleção brasileira principal e é cobiçado pelos maiores clubes da Europa. É ele a inspiração destes meninos.

“Quero chegar no profissional do clube e dar independência para minha família, quem sabe chegar à seleção e jogar uma Copa do Mundo…” disse o meia Pierre, de 17 anos, que chegou de Brasília ao clube em janeiro de 2022. Ele disse que nunca tinha pensado em ir ao teatro. “Meu negócio é esporte mesmo, mas o Athletico cobra muito estudo da gente e temos aula de inglês todas as semanas. Teatro é algo diferente. Quem sabe no final eu goste”, disse.

Durante às quase duas horas da peça, parte do grupo precisou levantar das poltronas para fazer alongamentos, mas no geral todos ficaram comportados e se divertindo até o aplauso final. Com a cortina baixada, voltaram para o ônibus na praça Santos Andrade e dali para seus sonhos no futebol.

Segundo a pedagoga, a ideia do clube é manter e ampliar ações deste tipo. “O Athletico faz questão que seus atletas tenham acesso à cultura, aprendam outras línguas e tenham uma formação completa como cidadão e ser humano, dentro e fora do campo”, disse.

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