Curitiba PR
Dança vai além do bem-estar e pode ajudar a reduzir 76% do risco de demência, aponta estudo.
Dançar pode fazer muito mais do que proporcionar bem-estar. Um estudo publicado pela revista científica New England Journal of Medicine apontou que pessoas que praticam dança regularmente apresentam um risco até 76% menor de desenvolver demência. Segundo a pesquisa, a atividade reúne fatores fundamentais para uma vida mais longa e saudável, como exercício físico, estímulo criativo, equilíbrio corporal e interação social.
O estudo começou em meados da década de 1980, quando pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine decidiram aprofundar os estudos sobre o envelhecimento cerebral. Para isso, acompanharam cerca de 500 homens e mulheres, com idades entre 75 e 85 anos, moradores da região do Bronx, em Nova York.
Durante a pesquisa, os participantes passaram por avaliações neuropsicológicas e responderam questionários sobre condições de saúde e hábitos de vida. A partir desses dados, os cientistas monitoraram por anos a evolução das funções cognitivas do grupo e identificaram na dança uma das atividades mais benéficas para a preservação da saúde cerebral.
Ballet como estilo de vida
Muito além da expressão artística, a dança é reconhecida, cada vez mais, como uma prática capaz de promover qualidade de vida em diferentes fases da vida. No Shopping Novo Batel, a escola Petit Ballet acompanha diariamente os benefícios dessa atividade entre crianças, adolescentes e adultos.
Para o bailarino e professor Alexandre Scupinari, a dança se destaca por estimular corpo e mente simultaneamente. “A dança é uma das atividades mais completas para o cérebro porque trabalha de forma integrada aspectos físicos e cognitivos, que se relacionam entre si a cada instante da aula”, explica.
Segundo ele, o processo de aprendizado das coreografias também exerce papel importante no desenvolvimento mental. “A memorização das sequências e das aulas de ballet clássico é essencial para manter o pensamento ativo e muito benéfico em todas as idades. Utilizamos mecanismos diariamente para ajudar nossos alunos a aprimorar essa habilidade, sempre com cautela e atenção especial aos praticantes adultos, que apresentam limitações diferentes das crianças e adolescentes”, pontua.
Para a psicóloga Bruna Bezerra, além da dança ser rica para a saúde cerebral, ela melhora a memória, coordenação motora, reduz estresse, ansiedade e até a própria consciência corporal. “Quando uma pessoa vai dançar, ela precisa prestar atenção no ritmo da música, memorizar movimentos do corpo, manter o equilíbrio e, dependendo do ambiente, interagir com outras pessoas. Essa combinação estimula diversas funções cognitivas ao mesmo tempo e contribui para a saúde do cérebro, pois favorece a circulação sanguínea e ativa processos ligados à neuroplasticidade, que é a capacidade que o cérebro tem de criar e reorganizar conexões ao longo da vida”, explica.
No entanto, a psicóloga alerta que a atividade sozinha não deve ser vista como a única responsável pela saúde do cérebro. “O resultado de redução de até 76% de risco de demência vem de um estudo observacional, ou seja, ele mostra que há uma associação importante para o corpo e bem-estar emocional, mas não significa que a dança de forma isolada seja apenas a responsável por essa redução. Percebemos pelas evidências científicas que elas são protetoras para a saúde cerebral, mas é fundamental olharmos para um conjunto de hábitos saudáveis”, pontua.
Dança não tem idade
Para muitos praticantes, o ballet representa inclusive a realização de antigos sonhos. “A dança sempre esteve presente em diferentes fases da vida. Hoje, muitas pessoas retomam desejos da infância e voltam a dançar. A arte aparece justamente nos momentos mais desafiadores, ajudando cada um a enfrentar dificuldades com mais leveza e equilíbrio”, comenta o professor.
O balé não tem idade, mas Bruna destaca que é importante frisar que a prática seja dentro da capacidade e limitações de cada pessoa, pois quando adaptado, ele trará um envelhecimento saudável.
“Tem pessoas que acabam iniciando o balé na vida adulta, na terceira idade, realizando um desejo antigo fortalecendo a autoestima e ampliando a percepção de capacidade. Isso gera também uma realização pessoal, pois quando a pessoa envelhece, ela acha que ela não dá conta de nada, que a vida vai acabar. Envelhecer com qualidade não significa apenas preservar funções cognitivas mas também manter a própria autonomia”, conclui a psicóloga.
Petit Ballet
A Petit Ballet está localizada no Shopping Novo Batel, um dos empreendimentos mais tradicionais de Curitiba, reconhecido por reunir cultura, lazer, gastronomia, serviços e entretenimento em um só lugar. Com aulas voltadas para diferentes idades e níveis de experiência, a escola reforça o compromisso do shopping em oferecer espaços que incentivam o desenvolvimento, o bem-estar e a qualidade de vida por meio da arte e da educação.
Serviço
Shopping Novo Batel
Endereço: Rua Coronel Dulcídio, 517 - Batel
Horário de funcionamento: Loja - segunda a sábado, das 10h às 20h. Alimentação: de segunda a sábado, das 11h às 22h, e aos domingos, das 14h às 22h.
Bilheteria: de segunda a sábado, das 12h às 17h
Instagram: @novobatel @teatrofernandamontenegro
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Equipe Blog Leite Quentee news