quinta-feira, 23 de julho de 2026

CONTEMPORANEIDADE NA PAUTA.

 CURITIBA.

Torre do MON amplia a experiência da Bienal de Curitiba em diálogo com Chiharu Shiota .

Exposição: Poéticas da Memória e da Matéria

Curadoria: Tereza de Arruda

Artistas: André Azevedo, Evandro Soares, Iêda Jardim, James Kudo, Luiz Mauro e Marina Camargo.


Percurso expositivo reúne seis artistas brasileiros cujas instalações transformam tecidos, cartografias, objetos e desenhos em narrativas sobre memória e identidade; visitantes podem aproveitar gratuidade mensal do MON neste domingo

Curitiba, julho de 2026 | A monumental instalação de Chiharu Shiota no Olho costuma ser o clímax do impacto da 16ª Bienal Internacional de Curitiba junto ao público. Mas basta aceitar o convite para subir pelas escadas os três pavimentos da Torre do Museu Oscar Niemeyer (MON) para descobrir outro núcleo expositivo igualmente potente, construído a partir de gestos delicados, memórias afetivas e materiais carregados de significado.

A exposição “Poéticas da Memória e da Matéria”, com curadoria de Tereza de Arruda, reúne seis artistas brasileiros cujas obras estabelecem um diálogo sensível com o universo poético da artista japonesa. Em vez de fios que ocupam o espaço monumentalmente em 9 metros de altura, surgem tecidos, couro, mapas, desenhos, costuras, bordados e objetos cotidianos que transformam a matéria em um arquivo vivo de experiências humanas.

"O núcleo propõe o espaço expositivo como um campo relacional, onde objetos, superfícies e espacialidade tornam-se portadores de memória e experiência sensível", afirma a curadora Tereza de Arruda. "Reunidos, esses artistas fazem da matéria um arquivo vivo, onde memória e transformação permanecem em contínuo estado de travessia."

A visita começa no térreo com o goiano Luiz Mauro, que apresenta a série inédita Romaria. Couros marcados a ferro, chifres, cordas e pinturas com folha de ouro aproximam elementos da cultura popular brasileira de narrativas autobiográficas sobre pertencimento, deslocamento e memória familiar. Ainda no mesmo pavimento, Marina Camargo transforma mapas em esculturas flexíveis e pinturas que deixam de representar lugares para sugerir deslocamentos, fluxos e experiências vividas. Na pesquisa da alagoana, a cartografia torna-se matéria sensível, enquanto borracha e látex evocam também a história da exploração dos recursos naturais brasileiros.

No primeiro pavimento, o curitibano radicado em São Paulo André Azevedo investiga o tecido como linguagem. Utilizando máquinas de escrever e de costura como ferramentas complementares, cria instalações e trabalhos que aproximam memória analógica e cultura digital, explorando repetição, transmissão e entrelaçamento como formas de construir conhecimento. Em diálogo com essa reflexão, o paulista James Kudo transforma moldes, linhas e tecidos em grandes pinturas que evocam autobiografia, presença e ausência, convertendo a costura em uma escrita visual sobre o tempo.

A subida continua até o segundo pavimento, onde Evandro Soares, da Bahia, expande o desenho para o espaço. Estruturas metálicas, sombras e linhas projetadas criam arquiteturas delicadas nas quais vazio e matéria passam a compartilhar a mesma importância. Ao final do percurso, a instalação inédita Corpos Sutis, da goiana Iêda Jardim, encerra a visita reunindo tecidos, porcelanas, bordados e fotografias familiares em uma obra que investiga ancestralidade, continuidade e memória coletiva partindo de uma experiência particular.

Embora utilizem linguagens distintas, os seis artistas compartilham uma mesma compreensão da matéria como portadora de experiências invisíveis. Tecidos guardam lembranças, mapas registram deslocamentos, linhas conectam tempos distintos, enquanto objetos cotidianos passam a revelar histórias que unem gerações.

A 16ª Bienal Internacional de Curitiba é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal - Do lado do povo brasileiro, MON, MAC Paraná e Paraná Festival - Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) - Governo do Paraná. Apoio: Fundação Cultural de Curitiba (FCC) - Prefeitura de Curitiba. Acompanhe pelos sites www.16bienaldecuritiba.org, www.curitibaartweek.com e pelas redes sociais no Instagram @bienaldecuritiba @cubic.bienal e @curitibaartweek, no Facebook @bienaldecuritiba, no Linkedin @bienaldecuritiba e no Tik Tok @bienaldecuritiba

SOBRE A BIENAL DE CURITIBA I A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba é um dos principais eventos de arte da América Latina e uma plataforma de referência para a produção e o pensamento contemporâneo. Realizada desde 1993, ocupa museus, galerias e espaços públicos com uma programação que reúne exposições, performances, instalações e ações educativas. Com forte vocação para o diálogo internacional, a Bienal conecta artistas de diferentes países e promove encontros entre produção local e global. Ao longo de sua trajetória, já recebeu nomes como Marina Abramović, Julio Le Parc, Louise Bourgeois, Anish Kapoor e Cildo Meireles. Além do circuito expositivo, destaca-se pelo impacto cultural e educativo, com programas de formação e ampliação de acesso à arte. Em sua última edição presencial, reuniu mais de um milhão de visitantes, consolidando Curitiba como um polo relevante no circuito internacional da arte contemporânea. 

SERVIÇO

16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES

Exposição: Poéticas da Memória e da Matéria

Curadoria: Tereza de Arruda

Artistas: André Azevedo, Evandro Soares, Iêda Jardim, James Kudo, Luiz Mauro e Marina Camargo

Local: Torre – Museu Oscar Niemeyer (MON) - Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico – Curitiba

Visitação: Até 15 de novembro de 2026

Ingressos
R$ 36 (inteira)
R$ 18 (meia-entrada)

Entrada gratuita: Quartas-feiras e no último domingo de cada mês.

Mais informações
@16bienaldecuritiba
www.bienaldecuritiba.org

Contato com a imprensa: Dani Brito / (41) 99951-9083 / danibrito@danibrito.com.br

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