Política

Defensores Públicos rebatem afirmação de Bolsonaro sobre racismo.

 
“Afirmar que o racismo é raro no Brasil é desconhecer o preconceito enfrentado por mais da metade da população negra brasileira, que luta todos os dias por seus direitos e contra o retrocesso”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais do Brasil (Anadef), Igor Roque. O posicionamento da entidade é uma resposta às declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, que afirmou durante uma entrevista a um programa de TV que o racismo “é uma coisa rara no País”.

 
Para a Associação – que representa mais de 600 defensores e defensoras federais no Brasil – tal afirmação vai contra a luta história no combate ao racismo e ignora importantes dados e estatísticas. Em 2017, a Pesquisa Nacional de Amostras de Domicílios (Pnad) apresentou o alto índice de desigualdade na renda média do trabalho: R$ 1.570 para negros, R$ 1.606 para pardos e R$ 2.814 para brancos. O desemprego também é fator de desigualdade: a PNAD do 3º trimestre de 2018 registrou um desemprego mais alto entre pardos (13,8%) e pretos (14,6%) do que na média da população (11,9%). 
 
“Declarações como essas enfraquecem os diversos movimentos negros que lutam por menos opressão em nosso País. Ainda há muita discriminação no mercado de trabalho, na distribuição de renda, na educação. Há um abismo social que o representante de uma nação não pode ignorar”, destaca o presidente da Anadef.
Recentemente, a Defensoria Pública da União (DPU) lançou uma campanha Interfaces do Racismo para conscientizar a sociedade e reforçar a mensagem de que o racismo não é só um comportamento, mas um processo histórico e político. Para saber mais, acesse : http://twixar.me/6lrK





Política \ Por César Prevedello


Que minha voz, transformada nessas letras que agora podemos ler juntos, cheguem ao maior número de pessoas desse nosso Brasil com mais de 201 milhões de habitantes. Alguns podem pensar que muito estou a sonhar, porem digo-lhes que não, sem um objetivo nunca chegaremos a lugar algum, sendo assim, deixo as palavras para uma breve reflexão de Mikhail Baryshnikov, este considerado o melhor bailarino da história, “Não tento dançar melhor do que ninguém. Tento apenas dançar melhor do que eu mesmo.”, onde se leia dançar, leia-se escrever. Após nossa reflexão acerca do ato de escrever, vamos dar início aos nossos trabalhos. Convido a todos os amantes de uma boa leitura apartidária, reservar alguns minutos junto a esta este Cidadão Republicano I que vos escreve ao lado de uma boa xícara de café na querida Curitiba, para debatermos um assunto que interessa a todos, a política. Querendo ou não, temos que debater sobre este tema que nos invade sem pedir licença, igual ao ar que em nossos pulmões adentra, pois sem ar e sem política não se pode viver, mesmo que relutante estejamos, a política é feita por pessoas e acredite meu amigo leitor, estas não querem mais pessoas entendendo e discutindo sobre tal tema, muito menos querendo fazer parte dela, por tais motivos que lhes digo, venha fazer parte desse mundo que gira ao seu redor, antes que ele “pare de girar” e peça para você gentilmente descer sem olhar para trás.
Primeiramente quero lhes indicar um caminho Francês a seguir, entender o que realmente é política de esquerda e política de direita, estas originárias na França. Sinceramente nada mudou radicalmente desde o século XVIII na França, onde a intenção era ser de direita ou esquerda, não muito importava, para não dizer que nada importava, o correto mesmo estava em manter o poder nas mãos. Hoje em nosso Brasil, poucos são os partidos que hasteiam a bandeira de direta ou esquerda, porem apenas para entendimento acerca do tema, temos os partidos PC do B, PSB, PSOL, PT e outros menos votados, como partidos de esquerda do outro lado temos os partidos PSDB, PPS, neste caso a oposição como partidos de direita, ainda poderíamos distinguir os partidos PMDB, PTB, PDT como centralistas.
No final das contas o cenário político atual, seja ele Municipal, Estadual ou Federal, exige de nós um olhar ideológico sobre a política esquerdista ou direitista, isto é, devemos confiar nosso voto sem muito pensar em direita, esquerda ou central, pois na prática pouco existem aquelas que assim se denominam, o correto mesmo é analisar o candidato, seu passado, presente e intenções para o futuro, para em segundo momento analisar o partido em si. É claro que não podemos deixar de analisar o partido no qual o candidato se encontra porem, nos dias atuais, ao menos no Estado do Paraná, pouco são os grupos que se denominam oposição real ao Governo Municipal e/ou Estadual, acaba acontecendo apoio suprapartidário como conhecido na praça, ou melhor, em nosso famoso ponto de encontro sobre política na Rua XV, a nossa Boca Maldita.
Sem mais por hora, deixo aqui registrado meu muito obrigado aos amigos leitores que aqui começam a me acompanhar nesta coluna sobre política.
Para não cair no chavão de lhes dizer para esperarem a cena dos próximos capítulos, vos digo para aguardar a próxima cereja do bom e tradicional Dry Martini e lhes garanto, a próxima cereja vem acompanhada de uma entrevista com um político de família tradicional em nossa política Paranaense, que pleiteia olhar da sacada do Palácio Iguaçu, como Chefe do Poder Executivo Estadual, o horizonte da Avenida Cândido de Abreu. Cândido Ferreira de Abreu, que a título de curiosidade, foi Prefeito de nossa Curitiba por dois mandatos, bem como, Deputado Estadual, Deputado Federal e Senador da República, além de engenheiro atuando na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.


Primeira entrevista para a WEB LEITE QUENTEE NEWS \ POR CÉSAR PREVEDELLO

http://www.leitequenteenews.blogspot.com.br/2014/08/cidadao-republicano-i-por-cesar.html
segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Entrevista exclusiva
_________________Beto Richa______________________________________
                                                Política \ Por César  Prevedello
Lembro-me das ultimas palavras que aqui vos deixei: “a próxima cereja vem acompanhada de uma entrevista com um político de família tradicional em nossa política Paranaense, que pleiteia olhar da sacada do Palácio Iguaçu, como Chefe do Poder Executivo Estadual, o horizonte da Avenida Cândido de Abreu.”, por tais palavras, lhes apresento a entrevista realizada com o Engenheiro Civil formado em nossa capital Paranaense, Carlos Alberto Richa, ou melhor, Beto Richa, atual Chefe do Poder Executivo Estadual, que a título de curiosidade, foi escolhido por três vezes como o Melhor Prefeito do Brasil em sua gestão de 2004 ao ano de 2010.
Após seis meses de namoro, tendo a absoluta certeza que encontrou a mulher amada, casou-se com Fernanda Bernardi Vieira Richa, Fernanda Richa como lembrada por diversos Paranaenses por seu admirável trabalho como Secretária de Estado na Secretaria Estadual da Família e Desenvolvimento Social – SEDS, com quem possui seus maiores tesouros, André, Marcello e Rodrigo, seus três adorados filhos.
Beto Richa começou sua carreira no mundo político em 1992 pleiteando uma cadeira na Câmara Municipal de Curitiba pelo Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB, aos vinte e sete anos de idade obtendo 1.882 votos. Eis que dezoito anos se passaram e os números de votos mudaram, obtendo seus 3.039.774 votos chegou ao Governo do Estado do Paraná na data de 3 de outubro de 2010, data esta que efetivamente começou a ser chamado de Governador do Paraná até os dias atuais, título este, que lhe permite a ser o 56º Governador do Estado do Paraná.
Minha pessoa foi recebida por um sorriso alegre num dia de Sol em nossa Curitiba, pelo Governado Beto Richa, conforme seguem as palavras abaixo.

1)      Muitos adversários e comentaristas políticos dizem que o Sr. não possui um plano de governo, sendo assim, qual ou quais os planos que o Sr. pode citar que foi praticado em sua atual gestão? Existe um carro chefe em sua gestão?
Temos metas de governo estabelecidas antes mesmo das eleições de 2010. E o que é melhor: cumpridas com eficiência e competência, do que nos orgulhamos. Priorizamos os setores de educação, saúde, segurança, infraestrutura, habitação e em todos temos realizações que em muito melhoraram a qualidade de vida dos paranaenses.

2)      Alguns blogs comentam que o Sr. não irá disputar o segundo turno nessas eleições de 2014, fazendo uma comparação da reviravolta com o ocorrido eleitoral para Prefeitura em 2012. Acredita que tal comentário poderá virar realidade?
Este tipo de comentário parte de quem, infelizmente, desconhece a realidade do Paraná. E para eles a melhor resposta será o resultado das eleições.

3)      O Sr. como diz, foi o primeiro Governador do Estado do Paraná a visitar os 399 municípios do Estado, como foi essa recepção por parte da população?
A melhor possível. Onde estive, fui recebido com muito carinho e reconhecimento. Eu cumpri não simplesmente um objetivo de visitar e conversar com os paranaenses nos nossos 399 municípios, o que nenhum governador havia feito anteriormente. Mas, além desta demonstração de respeito aos paranaenses, consolidei também o compromisso de listar suas demandas e de estabelecer maneiras de atendê-las, viabilizando programas, convênios, disponibilizando recursos para o atendimento nos vários setores – segurança, saúde, educação, habitação, em todos, enfim.

4)      Muito é comentado por sua gestão sobre a perseguição política por parte do Governo Federal. Quais os fatos que comprovam tal perseguição ao Estado do Paraná? Nunca existiu um diálogo amistoso com a Presidente Dilma?
O que fizeram para me desgastar politicamente puniu a todos os paranaenses. O próprio Supremo Tribunal Federal reconheceu a discriminação que o Paraná e os paranaenses sofreram do governo federal e dos adeptos do quanto pior melhor por questões partidárias e a visão distorcida daqueles que buscam o poder a qualquer custo. Inclusive, a odiosa discriminação ao Paraná teve a participação direta de dois senadores que deveriam defender o nosso Estado – Gleisi e Requião. Por sua vez, o ministro Marco Aurélio determinou à União a liberação dos R$ 817 milhões do Proinveste ao Paraná. Dinheiro para ser investido em todas as regiões do Estado. O governo federal causou, sim, prejuízos incontáveis ao Paraná e tenho o dever de defender os paranaenses. O nosso governo vem trabalhando dobrado para suprir a lacuna deixada pelo governo federal em nosso Estado. Para perceber isto, basta comparar os recursos liberados para o Paraná com os para outros Estados. Em relação à presidente Dilma, semprer achei que teríamos uma relação republicana, como democratas.

5)      Existe um amistoso diálogo, no tocante a programas políticos e afins, entre o Governador e o Prefeito Gustavo Fruet?
Sim, sempre que for do interesse da população curitibana. Não tenho restrição pessoal ou partidária a qualquer um de nossos 399 prefeitos. Em Curitiba, por exemplo, os investimentos do Estado em nosso governo, incluindo o período do atual prefeito, empatam com os do meu antecessor em oito anos.

6)      Como foi a escolha do cargo a Vice Governador, neste caso, a Vice Governadora Cida Borghetti? Igualmente o atual Vice Governador Flávio Arns, que assumiu a Secretaria de Estado da Educação (SEED), a Vice Governadora será nomeada em alguma Secretaria de Estado?
O nome da deputada federal Cida Borghetti foi um consenso e unanimidade entre os partidos de nossa coligação. Não apenas pelo que ela representa em termos eleitorais, mas pelas qualidades que possui, uma deputada muito atuante e respeitada, e toda a experiência que traz para nosso grupo. Por enquanto, não estamos tratando de nomeações de secretariado. Mas, Cida Borghetti é uma mulher preparada para, além de ser vice-governadora, responsabilizar-se por uma secretaria de nosso governo, como o é, com todos os predicados, o vice-governador Flávio Arns.

7)      Como o Sr. recebeu a notícia que o Senador Roberto Requião venceu as convenções do PMDB para disputar a cadeira do Palácio Iguaçu?

Como um democrata. Os partidos devem ter autonomia absoluta para escolher seus candidatos.

8)      Realmente existe uma “quebra” dos Deputados Estaduais em apoiar sua reeleição, uma vez que, após as convenções do PMDB o Senador Roberto Requião entrou em campo na disputa eleitoral ao Estado?

O PMDB no Estado é um partido dividido entre os que nos apoiam, cientes e participantes de nosso trabalho em proporcionar um grande desenvolvimento socioeconômico aos paranaenses, e aqueles que apoiam o retrocesso, o atraso, o desrespeito, a truculência.

9)       No Portal da Transparência do Governo do Estado do Paraná não consta uma relação nominal de todos os ocupantes de cargos comissionados e estatutários de sua gestão, apenas um link que não gera informação algum, por quê?
Acho que há um equivoco neste questionamento. Divulgamos os nomes e a remuneração de todos os servidores no nosso Portal da Transparência. Está tudo lá.

10)   Por fim, quero saber quais são suas considerações finais e mensagem a população Paranaense.

A população paranaense sabe o trabalho que realizamos em quatro anos e o seu resultado em termos de desenvolvimento socioeconômico no Paraná. Sabe e tem exemplos concretos disto quando leva seus filhos à escola ou à creche, quando acessa os serviços de saúde, quando se depara com maior segurança e índices decrescentes de criminalidade, quando produz tanto nos campos como nas cidades e é respeitada, quando viaja por nossas estradas, inclusive as rurais, as pessoas sabem disto em seu dia a dia, em cada um de nossos 399 municípios, dos mais ou menos populosos, sem distinções. A população sabe como tratamos a administração pública com moderação, sem perseguições ideológicas ou partidárias, e de forma eficiente, com metas e objetivos determinados. Os paranaenses sabem que minha forma de governar nasce do diálogo com todos, especialmente com aquele que trabalha e se esforça para que tenhamos uma sociedade mais desenvolvida economicamente e mais justa socialmente. Por tudo isto, fico muito agradecido e conto com cada paranaense no dia 5 de outubro para prosseguirmos juntos realizando este trabalho à frente do Palácio Iguaçu.

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Segunda Entrevista .

Robeto Requião

Se recordar é viver, então devo lhes dizer que Roberto Requião de Mello e Silva está pronto para assumir pela quarta vez a Chefia do Poder Executivo Estadual do Paraná e se assim se concretizar estas palavras, irá ser o 57º Governador do Estado do Paraná.
Requião é advogado (formado pela UFPR), jornalista (formado pela PUC PR) e urbanista (formado pela Fundação Getúlio Vargas), ocupa atualmente o cargo de Senador da República Federativa do Brasil, sendo que, veio a ocupar os cargos de Prefeito de Curitiba, Deputado Estadual, Governador do Estado do Paraná por 3 vezes e Secretário Estadual de Desenvolvimento Urbano. Em sua última eleição, leia-se no ano de 2010 ao Senado da República, atingiu a marca dos quase 3 milhões de votos, foram exatamente 2.691.557 milhões de votos, sendo que a título de curiosidade, vale lembrar que como Senador, Requião teve a maior votação proporcional da história do Paraná.
Sempre fiel ao PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro é casado com Maristela Quarenghi de Mello e Silva, a qual foi Diretora Presidente do Museu Oscar Niemeyer com inúmeros elogios por sua desenvoltura e bom gosto pelas artes em geral trazidas do mundo inteiro a Curitiba, tem dois filhos, Maurício e Roberta, sendo o primeiro, candidato neste ano eleitoral ao pleitear uma cadeira da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná – ALEP.
Requião sempre cercado de sua família, amigos e fieis eleitores, recebeu minha pessoa com uma enorme gentileza, foi muito sincero e autêntico em suas palavras, conforme seguem abaixo.

ENTREVISTA COM O SENADOR ROBERTO REQUIÃO DE MELLO E SILVA, ROBERTO REQUIÃO

1)  O Sr. é o primeiro governador do Paraná a conquistar três mandatos por
eleição direta. Qual a sensação de obter tal aprovação dos Paranaenses?

É uma demonstração direta de apreço não a uma pessoa, e sim a um programa
de governo e a uma forma eficiente de gerir o estado do Paraná. Por isso,
desço para essa campanha com o compromisso de arrumar a casa que o Beto
Richa bagunçou. Não tenho ideias mirabolantes, até porque depois de três
mandatos, se eu chegasse com fórmulas inéditas iriam me perguntar: “mas
porque não implantou antes?” O que tenho são mais de 300 programas de
governo implantados e bem sucedidos, que pretendo retomar e ampliar.

2) Atuando em Brasília por meio do Senado da República o Sr. pode nos
dizer o que lá observou a respeito da relação do Governo Federal com o
Governado do Estado do Paraná? Existiu uma perseguição política como
afirma a gestão atual do Estado?

O Beto é malcriado com a Dilma e a Gleisi, chorando miséria e dizendo que
tudo é culpa dos outros. O fato é que o estado está quebrado por
incompetência na gestão ao longo desses últimos quatro anos. Falta até
gasolina para a polícia e ração para os cachorros farejadores. Se o
governador não consegue sequer suprir essas necessidades básicas, não é um
empréstimo federal que vai salvar o Estado da bancarrota. Eu governei oito
anos bem e não precisei de nenhum empréstimo. Por isso, vamos voltar com
uma equipe séria, competente e experiente, para poder colocar as coisas
nos eixos.

3) Os Jogos Colegiais do Paraná que aconteciam na sua gestão por meio da
tão adorada Paraná Esportes, que agora mudaram de nome para Jogos
Escolares do Paraná e estão “sediados” por meio da Secretaria de Estado do
Esporte e Turismo, que eram feitos em sua fase final em Curitiba e agora
não mais, podem voltar a serem sediados em nossa capital? Uma vez que, as
melhores adaptações para tal jogos são nossos Colégios Estaduais que aqui
estão e foram aprovados nos nove JOCOPS que aqui tivemos de 2003 a 2011.

Mais importante que o local de sua realização é a capacidade de congregar
todas as escolas do Paraná em um grande evento, com receptividade e
qualidade para que nossos alunos se sintam prestigiados e motivados. As
competições estudantis realizadas pela Paraná Esporte, como você bem
lembrou, são parte integrante de nossa proposta de oferecer uma educação
plena a nossas crianças e jovens.

4) Sendo eleito, como será o diálogo entre o Governador Requião e o
Prefeito Gustavo Fruet?

Eu vou sentar com o Gustavo Fruet para resolver os problemas da cidade.
Curitiba precisa de um parceiro no governo estadual, não de um inimigo que
fique fazendo críticas e denúncias infundadas na mídia. Curitiba precisa
de parceria, como precisa também Londrina. Eu, no governo do estado, não
vou ficar falando mal da Dilma e da ministra Gleisi, fazendo malcriação
com a presidenta da República. Estou sendo eleito para resolver os
problemas do Paraná. Prefeitos dos nossos munícipios terão em mim um
parceiro.

5) A Escola de Governo que era apresentada semanalmente ao vivo, por meio
da Paraná Educativa cedinho no auditório do Museu Oscar Niemeyer irá
voltar? A cobrança que  era feita ao primeiro e segundo escalão de sua
gestão, para todos os Paranaenses assistirem “ao vivo e a cores” irá
continuar?

Sim. Meu governo foi e será pautado pela transparência total das ações do
governo. Não somente através da televisão e rádio públicos, mas através da
internet, publicando todas as despesas e empenhos de forma clara para que
a sociedade possa acompanhar e fiscalizar.

6) Como foi a escolha do cargo a Vice Governadora, neste caso, a Vice
Governadora Rosane Ferreira? Igualmente o atual Vice Governador Flávio
Arns, que assumiu a Secretaria de Estado da Educação (SEED), a Vice
Governadora será nomeada em alguma Secretaria de Estado?

A Rosane declarou que pretende servir ao Estado apenas como
vice-governadora. Mas claro, ela é um quadro competente que será
importante em nossa administração independente de nome de cargo.

7) Como foi ganhar a Convenção do PMDB (com 319 votos a favor), mesmo
tendo alguns Deputados do próprio partido que se dizem contra sua
candidatura ao Palácio Iguaçu?

A convenção foi fantástica. O Beto Richa pensou que poderia comprar o PMDB
e, graças ao desgaste do PT que atinge também a Gleisi, ser reeleito mesmo
tendo feito um governo muito ruim. Porém o PMDB não está à venda. Os
correligionários deram uma resposta clara e demonstraram que querem o
partido de volta ao protagonismo, livrando o estado desse apagão
administrativo dos últimos quatro anos.

8) Realmente existe uma “quebra” dos Deputados Estaduais em apoiar sua
eleição, uma vez que, após as convenções do PMDB o Sr. entrou em campo na
disputa eleitoral ao Estado?

Todo partido tem dissidência. O único partido sem dissidência era o
Nacional Socialista, porque o Hitler mandava fuzilar. No PMDB, em
determinado momento tínhamos duas correntes de pensamento sobre como
deveríamos proceder nessas eleições. A linha de ação foi decidida
democraticamente em convenção, e desde então é o que o partido vem
desempenhando. Eu costumo recorrer ao princípio bíblico: “quem nunca
errou, que atire a primeira pedra”.

9) Muitos Blogs com conteúdo político descrevem que o atual Governador nem
irá se quer disputar o segundo turno, como o Sr. analisa o atual cenário
político em nosso Estado a cadeira do Palácio Iguaçu?

Eu tenho a impressão que vou para o segundo turno com a Gleisi. Mas
prefiro não pensar nisso agora e simplesmente fazer uma boa campanha.
10) Por fim, quero saber quais são suas considerações finais e mensagem a
população Paranaense.

Gaudencio Torquato acredita que essas eleições devem ir às ruas. E eu
concordo com ele. A população mais jovens, que não se sente representada
pelos políticos, tem ido às ruas reclamar da educação, da saúde, do
transporte público, da falta de perspectiva de crescimento econômico e
emprego. E qual a resposta que eles têm recebido? Nenhuma. O caminho é
resolver os problemas, e não criminalizar os protestos. A saúde de um povo
está em sua capacidade de protestar. Nesse processo político, dou
sequência ao que sempre fui. Um contestador do regime que promove e mantém
injustiças. Não diria que sou um black block porque sou racional, formulo
propostas para resolver os problemas. Trabalho como aqueles intelectuais
orgânicos classificados pelo Gramsci. Temos que dar respostas aos
protestos da população de maneira forte e decidida. A minha candidatura é
a do incômodo com o que se passa atualmente no Paraná.



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segunda -feira, 11 de agosto de 2014



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Terceira Entrevista
Gleisi Helena Hoffmann

A cadeira da Chefia do Poder Executivo Estadual do Paraná nunca na história foi ocupada por uma Governadora eleita diretamente para tal cargo, o máximo que podemos citar foi quando a Sra. Emilia Belinati no ano de 1994 e 1998, chegou a ocupar o cargo de Governadora por ser Vice Governadora do então Governador do Estado do Paraná Jaime Lerner, desde então, apenas homens vieram a ocupar tal cadeira.
Com o intuito de ser a primeira Governadora da história de nosso Estado, Gleisi Helena Hoffmann, Gleisi Hoffman, está na disputa eleitoral de 2014 a tal cargo. Advogada possui dois filhos e atualmente é Senadora da República, sendo que, os cargos de maior importância que ocupou foram de Secretária de Estado, Diretora Financeira da Itaipu Binacional, em 2002 participou da equipe de transição do ex-Presidente Lula e Ministra Chefe da Casa Civil da República da gestão atual da Presidente Dilma Rousseff.   
Com uma simpatia ímpar, tanto da Senadora Gleisi quanto de sua Assessoria, recebeu minha pessoa para a entrevista que segue aos amigos leitores abaixo.
ENTREVISTA COM A SENADORA GLEISI HELENA HOFFMANN, GLEISI HOFFMAN

Muito é comentado nos bastidores políticos que a Sra. irá disputar o segundo turno, se assim vier a ocorrer, com o candidato Roberto Requião, qual sua análise sobre?
As primeiras sondagens confirmam que é grande a possibilidade de termos segundo turno nas eleições do Paraná.
Nosso objetivo é estar no segundo turno e ter mais oportunidades para divulgar nosso plano de governo, independente do adversário.

Se vier a existir um segundo turno entre o candidato Beto Richa e Roberto Requião, quem a Sra. poderia apoiar?
Estamos trabalhando duro para levarmos nossas propostas ao povo do Paraná e mostrarmos a necessidade de mudanças na gestão do Estado, a necessidade de um novo olhar sobre a política paranaense. O olhar pra frente. 
Assim estaremos no 2º turno e esperamos vencer o embate eleitoral.

O atual Governador Beto Richa comentou na mídia em geral que ocorreu uma “perseguição” política por parte do Governo Federal, qual sua opinião, como Senadora da República e ex-Ministra Chefe da Casa Civil?
Não ocorreu perseguição política e foram vários os investimentos do governo federal no Paraná. Somente com os Programas de Aceleração do Crescimento, os PACs 1 e 2, o Paraná recebeu nos últimos 11 anos R$ 47 bilhões. Forte investimento foi feito para melhorar a mobilidade urbana em diversos municípios paranaenses.
Para expandir os serviços de água e esgoto no Estado foram investidos pela União R$ 3,3 bilhões, além de R$ 1,2 bilhão em obras de drenagem. Para financiar a produção de riqueza agrícola do estado foram liberados R$ 67,9 bilhões entre 2011 e 2014. Estive, em junho de 2013, em Umuarama, na entrega das últimas 47 unidades do total de 1.101 equipamentos distribuídos em 367 municípios entre retroescavadeiras, motoniveladoras e caminhões-caçamba, sem custo algum aos municípios.
Com o programa Minha Casa Minha Vida são mais de 200 mil moradias contratadas no Estado com investimento superior a R$ 15 bilhões. O Bolsa-Família beneficia 415 mil famílias paranaenses. O programa Mais Médicos, somente no Paraná, tem 868 profissionais trabalhando em 308 municípios e em um distrito indígena, beneficiando 2,9 milhões de pessoas.
As enchentes promoveram um cenário desolador no Estado, também em junho deste ano. Entretanto, ocorreu pronto-atendimento do governo federal para auxiliar os municípios atingidos, com a destinação de R$ 7,4 milhões em recursos materiais, serviços e dinheiro para o Paraná.
Não fosse a incompetência e falta de projetos do governo Beto Richa, estes números poderiam ser ainda maiores. Bilhões foram comprovadamente investidos pelo governo federal para promover o bem-estar do povo paranaense nos últimos anos. Diferente da administração estadual, o governo federal tem realizações para listar e comprovar que o Paraná é um importante estado dentro da União, merecedor de toda atenção e respeito.

Qual será o carro chefe de seu Governo? Irá existir extinção ou fusão entre as Secretarias de Estado atuais?
A saúde será prioridade em meu governo. Retomar os investimentos nesta área que tem sido negligenciada pela atual gestão que no último triênio sequer investiu o mínimo de 12% do orçamento/ano na Saúde, descumprindo o que é determinado por lei. Não é possível que o Paraná seja a 5ª maior economia do País e apenas o 23º Estado em investimentos na área.
Eu acompanhei a presidente Dilma por três anos na Casa Civil e um dos programas que mais me deram satisfação de coordenar foi o Mais Médicos. Hoje nós temos 14 mil médicos no Brasil – só no Paraná são 868 – que estão atendendo na saúde básica. No Paraná queremos implantar o Mais Médicos Especialistas, que vai acabar com as filas de espera por consultas com médicos especialistas. Vamos contratar serviços junto às clínicas médicas, priorizando ginecologia, pediatria, geriatria, oncologia, ortopedia e cardiologia.
Vamos reformar e construir novas unidades básicas de saúde. Instituir o programa Exame na Hora Certa para acabar com as filas de espera por exames clínicos e de laboratório que tanto afligem os paranaenses. Vamos contratar pessoal e equipar hospitais regionais e consórcios municipais de saúde. Investir fortemente na conectividade dos serviços para levar o telessaúde às cidades do Paraná.
Com certeza a saúde será prioridade. Meu compromisso é investir mais do que estipula a legislação. É preciso melhorar a gestão na área de saúde. Sabemos como fazer e vamos fazer.  

Uma das primeiras medidas ao assumirmos o Governo será fazer uma ‘radiografia’ da máquina pública para verificar quais mudanças poderemos fazer para melhorar a gestão e aplicar melhor os recursos do Estado.

Como será o diálogo entre a Sra. e o Prefeito Gustavo Fruet?   
O melhor possível. O prefeito Gustavo Fruet está realizando uma administração segura em Curitiba e apoia a minha candidatura ao Governo do Estado. Os nossos partidos PT e PDT estão à frente da administração da capital paranaense e novamente coligados para a eleição estadual.

Como foi a escolha do cargo a Vice Governador, neste caso, o Vice Governador Haroldo Ferreira? Igualmente o atual Vice Governador Flávio Arns, que assumiu a Secretaria de Estado da Educação (SEED), o Vice Governador será nomeada em alguma Secretaria de Estado?
Os nomes foram definidos através das convenções partidárias e estou muito feliz em ter o Dr. Haroldo como meu vice, que é médico pediatra e foi responsável pela coordenação do programa Mais Médicos, do governo federal, no Paraná. A escolha do meu vice espelha bem a importância que a nossa chapa trata o tema saúde.
Ainda é muito cedo para falarmos sobre formação de secretariado.


Quais os programas e projetos apresentados em prol do Estado do Paraná em sua gestão como Senadora da República?
Uma grande conquista foi o projeto que acaba com o 14º e 15º salários no Congresso Nacional. A proposta foi aprovada em maio de 2012, representando uma economia de cerca de R$ 80 milhões na Câmara dos Deputados, a cada quatro anos. No Senado, a cada oito anos, serão economizados cerca de R$ 30 milhões. Considerando-se as duas Casas, a economia média por ano é algo em torno de R$ 24 milhões.
Também lutamos para assegurar o direito à aposentadoria para as donas de casa, que é o reconhecimento aquelas mulheres que dedicaram uma vida toda à família. A aposentadoria é uma conquista de autonomia financeira.  
Neste mês (agosto 2014) tive participação na aprovação no Senado Federal da autorização para a contratação de operação de crédito externo entre o Governo do Paraná e o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, com a garantia do Governo Federal, no valor de até US$ 67,2 milhões. Os recursos são destinados ao financiamento parcial do "Programa Paraná Seguro".
Nesta semana, inclusive, a presidenta Dilma Roussef sancionou o Estatuto Geral das Guardas Municipais - que regulamenta e reconhece a profissão de guarda municipal em todo o País – no qual fui relatora. A partir do Estatuto, a categoria ganha em nível nacional um reconhecido poder de polícia, com o dever de proteger tanto o patrimônio quanto a vida. Passa também a ter direito ao porte de arma, o que representa muita mais segurança para todo o povo paranaense e brasileiro.

 
Qual será o maior investimento de sua gestão a frente da Chefia do Poder Executivo Estadual?
Área de saúde. A atual gestão sequer cumpriu o investimento de 12% do orçamento neste setor, uma obrigação que consta em lei. Não vamos continuar tratando a saúde do paranaense com descaso, como vem ocorrendo. Vamos investir mais do que estipula a legislação e implantar os programas Mais Médicos Especialistas, Exame na Hora Certa e outros que já citamos anteriormente. Vamos ter o Paraná como exemplo para o Brasil na área de Saúde.  

Podemos esperar um maior diálogo com a população Paranaense, uma vez que, seu partido, leia-se o Partido dos Trabalhadores – PT tem um sua marca tal relação entre governo x população?
Vamos inaugurar um governo que olhe para todas as regiões do estado, para todas as cidades com o mesmo carinho e a mesma atenção. Chega de governos que olham apenas para seus redutos eleitorais condenando municípios e regiões onde tiveram menos votos ao abandono. Vamos sepultar o governo para poucos e mostrar que trabalho é a palavra chave de um governo com projeto de desenvolvimento regional que considera as particularidades de cada território, de cada município.
No nosso governo também queremos a participação da sociedade civil paranaense em todos os grandes debates que envolvam a administração estadual. Essa participação se efetivará por meio de reuniões em todas as regiões do Estado e através do uso da tecnologia, que hoje pode aproximar as pessoas das administrações públicas.  Nosso governo irá estimular a participação cidadã como método de gestão e garantir instâncias permanentes de diálogo.


Por fim, quero saber quais são suas considerações finais e mensagem a população Paranaense.

Aproveito para agradecer o espaço para a divulgação de algumas de minhas propostas e ressaltar que estou preparada para assumir o Governo do Estado. Trabalhei ao lado do ex-presidente Lula, fui diretora da Itaipu e passei três anos ao lado da presidenta Dilma, como ministra chefe da Casa Civil, onde aprendi muito sobre o gerenciamento do País e do Paraná. Acompanhei o trabalho dos governadores em Brasília e sei que o Paraná ficou muito aquém de outras administrações estaduais em apresentação de projetos e conquista de financiamentos. Faltou trabalho e ambição para transformar o Paraná. Por isso digo ao povo paranaense que estou muito disposta e preparada para assumir o Governo do Paraná e fazer essa transformação.




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